Importação de produtos: Os 5 erros cometidos por brasileiros

É possível vencer as barreiras da burocracia e importar de forma segura. Na falta de experiência ou conhecimento sobre os procedimentos de importação de produtos, é comum empreendedores cometerem uma série de erros e deixarem de lado inúmeros detalhes: quais os melhores fornecedores? Quais os melhores métodos de envio? Como pesquisar preços?

Enfim, antes de sair por aí comprando é fundamental pesquisar e aprender como funciona a importação de produtos profissional. Tanto importadores de primeira viagem quanto importadores um pouco mais experientes acabam caindo nas armadilhas do mercado exterior. E é pensando nisso que levantamos os 5 erros mais comuns que os brasileiros cometem ao importar produtos. Vamos lá?!

 1. Compra de produtos menores que o desejado

Um erro muito comum ao importar produtos é não estar atento as diferenças de conversões de tamanhos. Seja pela empolgação ou pelo próprio desconhecimento, muitos empreendedores acabam deixando de lado a verificação das medidas dos produtos adquiridos.

Por exemplo, as roupas importadas da China são menores daquelas vendidas no Brasil. O mesmo vale para sapatos, anéis, bonés, roupas para bebês, entre outros itens. Para não errar e sair no prejuízo, é fundamental ter conhecimento das medidas do país de onde está comprando.

Ao entrar em contato com o fornecedor ou com a empresa intermediadora, o comerciante deve se atentar as tabelas de medidas atualizadas do produto que deseja importar. Isso porque, caso a mercadoria seja adquirida com erros ou falhas de medições, a troca acaba sendo inviabilizada pelos custos de reenvio e pelos processos burocráticos.

2. Importação de produtos com qualidade inferior

Outro erro bastante comum entre comerciantes, lojistas e demais empresas que importam é deixar de lado uma boa pesquisa e importar produtos de qualquer fornecedor ou intermediador.

Com o crescente interesse em importar produtos, muitos empreendedores acabam ficam deslumbrados com a diferença de preços entre o Brasil e países como os EUA e a China. E com isso acabam comprando sem obter informações sobre os fornecedores, formas de envio, medidas, enfim, deixam de lado detalhes que implicam na perda de dinheiro e no descontentamento do cliente.

Por exemplo, se você trabalha ou quer importar produtos originais, é quase impossível comprar estes produtos da China. Assim, é preciso verificar entre outras empresas que importam quais fornecedores e intermediadores são de confiança e que podem ajudar em todos os passos de compra.

Por isso, é extremamente importante se informar e pesquisar antes de realizar compras no exterior. Para quem está dando os primeiros passos como importador é fundamental se atentar a qualidade dos produtos, verificando se realmente a empresa fornecedora é idônea no mercado.

Pesquise, pesquise e pesquise: o barato pode sair caro.

Guia de Importação

3. Achar que a China é a opção mais econômica

Que o crescimento das importações acelerou nos últimos anos isso já não é novidade. No entanto, acreditar que é a opção mais econômica é importar produtos da China, daí já é um grande engano.

Os preços dos itens chineses são tentadores, mas é preciso saber o que vale ou não a pena na hora da importação de produtos. Por exemplo, os principais produtos chineses importados pelo Brasil pagam menos impostos e, por isso, são vendidos a valores menores do que os produtos nacionais, como é o caso de eletrônicos. Já no caso de outros itens, como produtos domésticos, a relação custo x benefício já não é tão vantajosa.

Os preços de produtos importados da China são tentadores, mas é preciso verificar se realmente valem a pena. Coloque na ponta do lápis os valores de impostos no processo de importação, as cobranças de envio, enfim, os custos dos produtos importados para saber se realmente vale a pena a aquisição.

4. Não se preocupar o suficiente com as tributações

Comprar sem contar com a tributação é um erro bastante comum entre empreendedores que importam. O empreendedor deve colocar na ponta do lápis todos os custos de importação de produtos, por exemplo, ICMS, IPI, PIS e Cofins, de forma a conhecer os custos de importação e a precificar de forma correta os produtos para a venda final.

É fundamental saber que importar produtos, seja da China, EUA, ou de qualquer outra parte do mundo, a transação vai estar sujeira a pagar impostos e outros encargos tributários. E, infelizmente, não há como fugir disso.

É essencial que o importador saiba calcular corretamente as taxas, porque, além do container, será possível planejar o quanto deverá ser desembolsado para ter os produtos em mãos. Além disso, o empreendedor precisa emitir uma NF-e de entrada por importação, de forma a nacionalizar a mercadoria e revendê-la.

5. Não contar com ajuda especializada

Um erro muito comum de quem começa a importar produtos é desconsiderar qualquer ajuda de profissionais especializados em importação de produtos, como despachantes e contadores.

Contar com ajuda especializada pode ser útil no sentido de evitar falhas e otimizar todo o processo de importação. Por meio do auxílio de profissionais especializados é possível avaliar se realmente a compra de determinado produto vale a pena.

Além disso, o acompanhamento especializado será responsável por todos os procedimentos, desde a licença de importação até o recebimento da mercadoria.

Vale destacar que já é possível contar com sistemas de gestão para importação, especialmente para quem compra para revender. Entre as principais vantagens se destacam:

  • importa os dados das declarações de Importação do SISCOMEX;
  • gera as Notas Fiscais de entrada;
  • realiza gestão de estoque e gestão financeira da empresa;
  • reduz custos com infraestrutura própria ou banco de dados;
  • elimina procedimentos manuais dispensando planilhas.

Agora que você já está por dentro dos principais erros que devem ser evitados ao importar, conheça o Comex NF-e e saiba como podemos agilizar seu processo de importação. Estamos aguardando seu contato!