Incoterms 2020: quais as atualizações mais importantes

Em setembro desse ano, a Câmara Internacional de Comércio (ICC) anunciou os Incoterms 2020, que passarão a regulamentar o comércio internacional a partir do próximo ano. O órgão lançou oficialmente, em outubro, a íntegra do texto em português, mas a Mainô já adianta algumas das principais mudanças anunciadas que deverão ser adotadas já em 1 de janeiro de 2020.

Mas antes, vamos entender um pouco melhor o que são e quais são os termos atuais  que serão substituídos pelos Incoterms 2020. 

O que são Incoterms?

Se tratam de regras internacionais que compõem a base da negociação da compra e da venda internacional de uma mercadoria, regulamentando as responsabilidades de cada parte referente ao transporte, seguro, despesas financeiras referentes ao caso de perdas ou danos. Ou seja, os incoterms determinam até onde vai a responsabilidade do vendedor e a partir de qual momento se inicia a responsabilidade do comprador, seja no embarque no local de origem da mercadoria ou no desembarque no porto de destino do produto, dentre outras opções.

Saiba mais sobre esse assunto e outros temas relativos ao comércio exterior no nosso Guia de importação e também no Guia de exportação.

Os Incoterms 2010

Os Incoterms, que regulam o comércio internacional desde 1936, são atualizados com uma periodicidade de dez anos, quando são introduzidas novas alterações que visam facilitar ainda mais o comércio internacional, promovendo segurança e redução de custos burocráticos. 

Os Incoterms 2010 se dividem em quatro grupos que se diferenciam pelo local onde os custos e riscos são divididos e passados do exportador para o importador:

  • Grupo C: CFR (Cost and Freight), CIF (Cost, Insurance and Freight), CPT (Carriage Paid to), CIP (Carriage and Insurance Paid to);
  • Grupo D: DAT (Delivered At Terminal), DAP (DELIVERED AT Place), DDP (Delivered Duty Paid);
  • Grupo E: EXW (EX Works);
  • Grupo F: FCA (Free Carrier), FAS (Free Alongside Ship) e FOB (Free on Board).

 

Fonte: Santander, 2019 

Os Incoterms 2020

“As regras do Incoterms 2020 ajudam importadores e exportadores do mundo todo a entender suas responsabilidades e a evitar enganos custosos. As regras formam a linguagem das vendas e das transações internacionais, e ajudam a construir a confiança em nosso valioso sistema comercial global” (John W.H. Denton AO, Secretário Geral da ICC)

O grande objetivo desta atualização, assim como o propósito de seus anteriores, é justamente a promoção de regras universais que possam conferir estabilidade e previsibilidade ao Comércio Internacional. As novas regras, apesar de terem como base a estrutura dos Incoterms 2010, apresentam algumas mudanças importantes que listamos abaixo.

Principais mudanças introduzidas para 2020:

  • O incoterm DAT (Deliverd At Terminal) se transformou em DPU (Delivered At Place Unloaded), isto é, refere-se ao local de destino nomeado;
  • Inclui acordos  que alinham diferentes níveis de cobertura de seguro nos incoterms CIF (Cost Insurance and Freight) e CIP (Carrieage and Insurance Paid To), cuja transferência de custos e riscos, em ambos os incoterms, ocorre em momentos distintos;
  • Inclui acordos sobre transporte com meios de transporte próprios nos incoterms FCA, DAP, DPU e DDP;
  • Requisitos direcionados à questão da segurança nas obrigações e custos de transportes também foram incluídos pelos Incoterms 2020;
  • Além disso, também prevê a necessidade do Bill of Landing (BL) em relação à notação on-board e ao incoterm FCA (Free Carrier).

Algumas mudanças que eram esperadas pelo mercado, como o fim do incoterm EXW, não foram adotadas nessa atualização dos Incoterms. Além disso, também foram introduzidas inovações tecnológicas, como o guia de bolso e o aplicativo mobile dos Incoterms 2020.

Tabela completa 2020

SIGLAINCOTERMS 2020TIPO DE TRANSPORTE
EXWEx WorksMultimodal
FCAFree CarrierMultimodal
FASFree Alongside ShipMarítimo
FOBFree on BoardMarítimo
CFRCost and FreightMarítimo
CIFCost Insurance and FreightMarítimo
CPTCarriage Paid ToMultimodal
CIPCarriage And Insurance Paid ToMultimodal
DPUDelivered At Place UnloadedMultimodal
DAPDelivered at PlaceMultimodal
DDPDelivered Duty PaidMultimodal

A atualização para 2020 mantém o total de 11 termos e 4 grupos, já existentes na versão de 2010. A grande mudança, como já apontamos, é a troca do incoterm DAT pelo DPU, como podemos observar na tabela comparativa abaixo:

INCOTERMS 2010INCOTERMS 2020
EXWEXW
FCAFCA
FAZFAZ
FOBFOB
CFRCFR
CIFCIF
CPTCPT
CIPCIP
DATDPU
DAPDAP
DDPDDP


A versão completa
pode ser adquirida aqui: https://2go.iccwbo.org/incoterms-2020-eng-config+book_version-Book/

A evolução dos Incoterms

Curioso para entender o surgimento e a evolução dos Incoterms? Esse infográfico da ICC apresenta as diferentes etapas de evolução das regras até se tornarem os pilares do comércio internacional que são na atualidade.

incoterms

Figura 1- Fonte: ICC, 2019

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Top 5 Influenciadores do Comex pra seguir no linkedin

O Comex mudou! Com inovações tecnológicas e ferramentas digitais,  muitos profissionais do setor vivenciaram um divisor de águas em suas carreiras. Veja como alguns deles utilizaram a transformação digital para se diferenciar da concorrência, aumentar significantemente o seu impacto e porque você deve seguí-los imediatamente na maior rede profissional do mundo, o Linkedin. Leia este artigo até o final!

Top 5 influenciadores do Comex pra seguir no linkedin

Estas personalidades compartilham, diariamente, seus conhecimentos e vivências no mundo corporativo. Por isso, se tornaram referências no Linkedin. Dentre os diversos assuntos estão empreendedorismo, novas tecnologias e inovação no setor de comércio exterior. Através desta rede, eles publicam artigos e vídeos com grande engajamento entre os usuários da plataforma.

Neste artigo você conhecerá os maiores influenciadores que através desta transformação digital aumentaram o seu impacto e também criam todos os dias mais oportunidades de negócio.

Autoridade digital no comex

A transformação digital já atingiu grande parte dos setores da economia nacional e no setor de Comex não seria diferente. Os grandes players do mercado já estão adequando a sua forma de fazer negócio e de se comunicar com os seus clientes. Afinal de contas em um universo de informação como se destacar no mercado? Ganhar autoridade no meio digital? aumentar o impacto de sua mensagem? Se comunicar diretamente com seu público criando proximidade? Um mix de todos esses fatores é o que leva aos profissionais do Comex 4.0 se destacarem e sair na frente da concorrência.

 Nós separamos 5 influenciadores do comex da atualidade. Cada um com sua característica e especialidade, seguem ampliando uma mensagem de um setor de comex mais ágil, inteligente e tecnológico.

Vamos lá aos 5 profissionais mais relevantes do Comex na Atualidade!

1 – LEONARDO SCHMIDT

Sócio e Head Comercial da Interfreight Logistics

Empreendendo a mais de 13 anos, Leonardo possui vasta experiência em vendas, planejamento e gestão de operações de comércio exterior, logística internacional, assessoria aduaneira e liderança comercial para prospecção e vendas.  Atualmente ele aborda o tema “Comex 360°”. O seu objetivo é ajudar profissionais a fortalecerem a sua visão estratégica em temas como compras e logística internacional, gestão de custos, seguro, despacho aduaneiro, SISCOSERV, exportação e etc. Vale a pena ler o último artigo postado por ele através deste link.

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2 – CARLOS ARAÚJO

CEO e Fundador do comexblog.com

Há quase três décadas no comércio exterior, Carlos é especialista em procedimentos aduaneiros e seu escritório já conectou os caminhos da internacionalização para mais de 133 empresas.  Seu principal lema “Desburocratizar o comércio exterior para empresas”. 

Carlos se destaca pela forma que utilizou ferramentas do meio digital para criar novas oportunidades no setor de Comex. Criou o Comexblog onde até hoje distribui conteúdo de excelente qualidade em diversas plataformas digitais. Do despacho aduaneiro a educação continuada, fornece treinamentos e mais de 1300 alunos já passaram pelo Comexblog. 

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3- HÉLIO MEIRIM

CEO da HRM Logística e Coordenador da Comissão de Logística do Conselho Regional de Administração – RJ

Helio atua há mais de 20 anos no Brasil e no exterior em cargos executivos de empresas nos segmentos de Operadores Logísticos, Transportadores, Varejo, E-Commerce, Indústria Farmacêutica, Alimentícia, Siderúrgica, Química e Agrobusiness.

Além disso atua como mentor de negócios e agrega muito valor a quem acompanha seu conteúdo. Se você deseja conteúdo de qualidade em inovação, novas tendências para logística e muito mais, acompanhe!

Linkedin

4- Jonas Vieira

Jonas tem se diferenciado com seu conteúdo sobre  sobre comércio exterior de forma bem humorada e sem muitas formalidades. Seu conteúdo além de muito rico é um material leve para ser consumido por seus leitores.

Possui mais de 11 anos atuando no setor de comércio exterior, hoje no setor químico, também é palestrante e escritor.

Leia o artigo “Causo de importação” Vale muito a pena!

Linkedin 

5 -Eduardo Ferreira

CEO da Mainô Sistemas

Eduardo é formado em Ciência da Computação pela UFRJ, pós graduado na PUC em Gerência de Projetos e Software. Em 2007 fundou a Mainô na Incubadora da Empresas da COPPE. Atualmente é CEO da empresa, a qual é uma importante condutora da inovação e tecnologia no setor de Comex. 

Através do seu linkedin compartilha desafios e aprendizados de uma jornada de mais de 10 anos atuando com empreendedores.  Seu principal lema é a automatização de processos e aumento da produtividade para empresas de comércio.

O artigo com mais alcance é o que fala sobre a emissão da nota fiscal de importação em apenas 2 minutos. Quebrando diversos paradigmas burocráticos segue inovando e agregando valor para negócios de comércio exterior.
Cada um em suas especialidades, estas personalidades seguem ajudando empreendedores a se desenvolverem, consequentemente, movimentando a economia do setor e trazendo novas soluções que englobam o Comex 4.0.

Uma grande oportunidade para o Comex

Com certeza seria uma grande oportunidade estar com alguns destes nomes em uma experiência de troca e aprendizado. Isso é totalmente possível!
No dia 17 de outubro de 2019  grande parte destes influenciadores estarão discutindo essas novas tendências do setor no
Mainô Business Conference, o MBC. Este é o maior evento de comércio exterior do Brasil. Este evento será dividido em diversos painéis, workshops e palestras completas será um marco para o setor de comex

Se você ainda não garantiu o seu ingressos, estão sendo divulgadas as últimas vagas.

Importação de vinho: como calcular o preço de venda

As empresas que trabalham com a importação de vinho encaram muitas dúvidas sobre a melhor forma de precificar os produtos. Diferentemente de outros produtos, em que é apenas adicionada uma margem de lucro sobre os custos, o vinho merece uma atenção especial por toda a qualidade agregada e por tratar-se de um produto importado e diferenciado.

O preço final do vinho não é influenciado apenas pelo valor do produto, taxas e impostos de importação. É preciso considerar toda a questão da qualidade do vinho, procedência, público-alvo consumidor, estabelecimento que irá vender (distribuidora, restaurante, mercado, etc.), entre outras questões.

Imagine que você importe um vinho argentino de ótima qualidade e difícil de encontrar no Brasil. Mesmo que o valor pago seja muito baixo, você não pode vendê-lo a um custo igual aos vinhos populares. Isso porque, dessa forma, ele perderia grande parte do seu valor aos olhos do público, tornando-se um vinho comum.

Neste artigo veremos como calcular o preço de venda na importação de vinho. Confira.

Como funciona a importação de vinho?

O Brasil possui uma política muito rígida em relação a importação de vinho e de outras bebidas alcoólicas — criando uma alta carga tributária sobre esses produtos. As legislações que regulam a importação de vinho no Brasil são: a Lei do Vinho – Lei nº 7.678/1988 e o Decreto nº 8.198/2014.

Essas disposições apenas demostram como é feito o controle sobre a importação de vinho dentro do território nacional. Além disso, ajudam a explicar a carga tributária sobre os vinhos importados, que é estimada em 82,25%. E elas podem majorar em até 150% sobre os vinhos importados com os custos de frete internacional, armazém alfandegário, desembaraço aduaneiro, rotulagem, selo fiscal, análises químicas e frete interno.

Como calcular o preço de venda?

Considerando todos os custos que incidem sobre o valor do vinho importado, é natural concluir que o preço de venda deve ser calculado com uma margem sobre as despesas, não é? Entretanto, muitos outros fatores merecem atenção na precificação desses produtos.

Veja quais são os principais aspectos que devem ser considerados para calcular o preço de venda ideal do vinho importado.

Custo da importação:

O primeiro fator a ser considerado é, de fato, o custo da importação de vinho. Por mais que todos os outros fatores exerçam uma grande influência, você deve garantir, ao menos, que o preço consiga cobrir todas as despesas e alcançar a margem de lucro desejada.

Qualidade do vinho:

Você não pode vender um vinho de mesa nacional ao mesmo custo de um vinho premium vindo do Uruguai — por menos que você tenha pago por esse produto. A qualidade de um produto deve refletir diretamente no seu preço de venda para que o público crie uma percepção maior de valor.

Procedência do produto:

Quando você toma um vinho feito com uvas plantadas no interior da Itália é natural que dê uma atenção muito maior à bebida que está degustando, não é? A procedência do vinho importado também deve entrar na equação para encontrar o preço de venda ideal.

Público consumidor:

Quem é o público consumidor do seu produto? Existe uma grande diferença entre comercializar vinhos premium para ocasiões especiais ou vinhos comuns para o dia a dia. Determine quem é o seu público-alvo e defina o preço de venda conforme os seus hábitos de consumo.

Estabelecimento que compra o vinho:

A venda para um consumidor final merece uma precificação diferente da venda feita para um supermercado ou um restaurante — que compra em quantidades maiores. Tenha em mente quem é o estabelecimento que vai comprar o vinho importado para acertar na composição do preço.

Assim como degustar um bom vinho é uma arte, a precificação merece uma atenção especial pois um vinho especial precisa de um preço de acordo, para aumentar a experiência e o valor percebido. E isso irá impactar diretamente nas vendas.

Exemplo de cálculo

Para que fique mais clara a influência de todos esses fatores no cálculo do preço de venda do vinho importado, vamos conferir um exemplo de cálculo. O primeiro passo para chegarmos o preço de venda ideal é identificar os principais custos envolvidos:

  • valor da garrafa de vinho: R$ 10,00;
  • tributos: R$ 8,00.
  • frete e outros gastos acessórios: R$ 7,00;

Somando todas essas despesas, chegamos ao custo total do produto: R$ 25,00. Porém, ainda é necessário adicionar a margem de lucro desejada, certo?

Se utilizarmos uma margem de lucro de 20% sobre a venda, basta calcular R$25,00 + 20% = R$30,00

Mas será que o preço ideal para vender essa garrafa de vinho importado é mesmo R$30,00? Nesse momento você precisa fazer uma análise dos fatores subjetivos que conferimos no capítulo anterior: qualidade do vinho, procedência do produto, público consumidor e estabelecimento que compra o vinho.

Depois dessa análise, talvez você identifique que os vinhos com essa qualidade são todos vendidos acima de R$35,00 – podendo ajustar o preço de acordo com os objetivos do seu negócio. O mais importante é que você se certifique de que todos os custos estão sendo cobridos e a venda gera lucro para a empresa.

Você já sabia como calcular o preço de venda na importação de vinho? Ficou com alguma dúvida sobre o assunto? Deixe o seu comentário!

Guia de Operações de Câmbio na Importação e Exportação

Empresas que realizam importação e/ou exportação de serviços ou produtos, têm que se atentar a vários detalhes referentes ao envio ou recebimento das mercadorias. Além disso, o câmbio é um ponto bastante relevante nestes casos, pois influencia diretamente na legalidade do negócio, bem como na sua rentabilidade.


Os principais assuntos abordados no Guia de Operações de Câmbio na Importação e Exportação, são:

  • Pagamento e envio de recursos
  • Recebimento de recursos
  • Antecipação e compensação
  • Documentação

Esta é uma parceria entre a Mainô Sistemas e a Advanced Corretora e esse material foi preparado para quem atua no mercado de importação e/ou exportação, com algumas informações essenciais sobre câmbio.

Redução no imposto de importação para 4,9 mil produtos

O governo reduziu de 2% para zero as tarifas de Imposto de Importação para 4.903 máquinas, equipamentos e produtos de informática que não são fabricados no País. Eles serão usados em projetos de investimento que somam US$ 3,1 bilhões. “É de extrema importância reduzir o custo do investimento produtivo no Brasil para gerar mais empregos e estimular a retomada da economia”, disse, em nota, o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira.

O Brasil mantém, há muitos anos, um programa que reduz o custo de importação de equipamentos sem similar nacional, chamado ex-tarifário. Para ter acesso a essa redução, as empresas apresentam projetos e justificam a necessidade da compra do bem no exterior com tarifa reduzida, dada a inexistência de fabricação local. Com isso, a tarifa caía de 14%, na média, para um mínimo de 2%.

No mês passado, por proposta de Pereira, o conselho de ministros da Câmara de Comércio Exterior (Camex) decidiu reduzir os 2% para zero. “A alíquota de 2% tem impacto forte nos custos para o empresário, porque ainda tem outros tributos”, disse a secretária executiva da Camex, Marcela Santos Carvalho. “Essa é uma medida de desoneração de investimentos.”

A tarifa zero foi aplicada aos ex-tarifários concedidos desde 2016, cujos bens ainda não tenham sido internalizados. Esse prazo é necessário porque, após autorizada a importação com tarifa reduzida, o empresário tem dois anos para fazer a operação. A resolução da Camex não tem efeito retroativo.

Segundo Marcela, a redução da tarifa vai provocar uma renúncia fiscal de US$ 28 milhões. O cálculo parte do pressuposto de que todos os equipamentos beneficiados com o ex-tarifário desde o ano passado seriam internalizados. Por outro lado, observou a secretária, a medida ajuda a estimular decisões de investimento, uma vez que o custo foi reduzido. “No atual cenário, isso é sempre considerado”, comentou.

De acordo com dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), dos produtos beneficiados com tarifa zero 4.552 são bens de capital e 351 são bens de informática e telecomunicações. “Serão beneficiadas importações de equipamentos para indústrias dos setores médico-hospitalar, autopeças, alimentício, eletroeletrônico e de embalagem, entre outros”, informa a pasta. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

3 Principais causas de multas no processo de importação

Importação não é para amadores. O que deveria ser apenas um processo de compra de mercadorias comum – onde a única diferença é que o fornecedor não se encontra no Brasil – pode ser na verdade uma grande dor de cabeça, se não forem tomados os devidos cuidados. Nesse artigo irei abordar as 3 causas de multas mais comuns no processo de importação. Ao final deste artigo você saberá não apenas quais são as causas, mas qual o tamanho do prejuízo caso elas ocorram e, principalmente, como evitá-las. Continue reading “3 Principais causas de multas no processo de importação”

NF-e de Importação: como calcular igual seu despachante?

Nesse artigo vamos falar um pouco sobre como se calcula uma NF-e de Importação. Antes de qualquer coisa, é importante entender duas siglas importantes no processo de importação. Vamos a elas:

VMLE (valor FOB)

Trata-se do Valor da Mercadoria no Local de Embarque. É o valor da mercadoria e outras despesas anteriores ao embarque. Também conhecido como valor FOB.

VMLD (valor CIF)

Trata-se do Valor da Mercadoria no Local de Descarga. É o valor do VMLE acrescido do frete e do seguro. Também conhecido como valor CIF.

Isso significa dizer que quando uma mercadoria sai do exterior o seu valor é o VMLE, ou valor FOB. No momento que ela chega em território nacional seu valor é o VMLD, ou valor CIF. Por exemplo, vamos supor que uma determinada mercadoria custou $2,00 a unidade. Foram importadas 2000 unidades e a taxa de câmbio fechou em 2,50 R$ / $. Então isso significa que o VMLE foi de:

VMLE = $2,00 por unidade * 2.000 unidades =

VMLE = $4.000,00

Convertendo para reais:

VMLE = $4.000,00 * 2.50 R$ / $ =

VMLE = R$10.000,00

Em seguida, vamos supor agora que o Frete + Seguro dessa mercadoria custou $1.000,00 ou, convertendo para real, R$ 2.500,00. Então o VMLD dessa mercadoria é:

VMLD = VMLE  + Frete + Seguro

VMLD = R$ 10.000,00 + R$ 2.500,00

VMLD = R$ 12.500,00.

A partir daí temos a base para calcular os outros impostos.

Obs: Todos os cálculos aqui demonstrados são os mesmos utilizados na planilha que auxilia no cálculo de NF-e de Importação, que disponibilizamos para download gratuitamente. Baixe agora!

Primeiro Passo: aprendendo a calcular os impostos da NF-e de Importação

1) IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO

Base de cálculo: VMLD ou valor CIF

Ainda em nosso exemplo, vamos supor que o imposto de importação possui uma taxa de 20%. Logo:

BC II = R$ 12.500,00

II = 20% de R$ 12.500,00

II = R$ 2.500,00.

2) IPI

Base de Cálculo: Valor CIF + II

Seguindo nosso exemplo, temos:

BC IPI = CIF / VMLD + II

BC IPI = R$ 12.500,00 (CIF / VMLD) + R$ 2.500,00 (II)

BC IPI = R$ 15.000,00.

Supondo que o IPI possui taxa de 10%, logo o valor do IPI seria:

IPI = 10% de R$ 15.000,00

IPI = R$ 1.500,00.

3) PIS E COFINS

Base de Cálculo: Valor CIF

Vale lembrar que desde 08/10/2014 a base de cálculo do PIS e COFINS passou a ser apenas o valor aduaneiro, excluindo assim o ICMS, bem como as próprias alíquotas de PIS e COFINS.

Para efeito de exemplo, vamos supor que a alíquota do PIS é de 2% e a do COFINS é de 10%, totalizando 12%. Sendo assim, nossa base de cálculo seria:

BC PIS = BC COFINS = R$ 12.500,00 (CIF)

PIS = 2% de R$ 12.500,00

PIS = R$ 250,00

COFINS = 10% de R$ 12.500,00

COFINS = R$ 1250,00

4) ICMS

Finalmente, chegamos ao ICMS na importação. Sua base de cálculo é calculada da seguinte forma:

BC ICMS = CIF + II + IPI + PIS + COFINS + TX SISCOMEX + AFRMM (marinha mercante) + ICMS

Repare que o valor do ICMS compõe sua própria Base de Cálculo. Por isso, devemos calculá-lo de forma diferente. Ora, para calcular a base de cálculo do ICMS precisamos do valor do próprio ICMS. Mas para calcular o valor do imposto precisamos da sua base de cálculo. Como resolver?

Em nosso exemplo, vamos suporte que a Taxa do Siscomex seja R$ 400,00 e a AFRMM seja R$100,00. Para resolver esse problema vamos recorrer a matemática financeira. Para isso vamos montar a expressão:

BC ICMS = CIF + II + IPI + PIS + COFINS + TX SISCOMEX + AFRMM + ICMS

BC ICMS = R$ 12.5000 (CIF) + R$ 2.500,00 (II) + R$ 1.500,00 (IPI) + R$ 250,00 (PIS) + R$ 1.250,00 (COFINS) + R$ 400,00 (Siscomex) + R$ 100,00 (AFRMM) + ICMS

Temos então que:

BC ICMS = R$ 18.500,00 + ICMS.

Suponha que, nesse exemplo, o ICMS seja de 16%. Então, para calcular sua base de cálculo, fazemos:

BC ICMS = R$ 18.500,00 / (100% – 16%)

BC ICMS = R$ 18.500,00 / (84%)

BC ICMS = R$ 18.500,00 / (0,84)

BC ICMS = R$ 22.023,81

Agora calculamos o valor do ICMS:

ICMS = 16% de R$ 22.023,81

ICMS = R$ 3.523,81.

Podemos fazer a prova real agora:

BC ICMS = R$ 18.500,00 + ICMS

BC ICMS = R$ 18.500,00 + R$ 3.523,81

BC ICMS = R$ 22.023,81

E agora?

Pronto! Agora já sabemos calcular todos os impostos, exatamente da mesma forma que o despachante faz! É bom lembrar que muitas vezes existem taxas aduaneiras que são incluídas na base de cálculo do ICMS, juntamente com a taxa do SISCOMEX e AFRMM. Sempre peça para seu despachante detalhar na DI todas as taxas que são utilizadas na base de cálculo do ICMS, pois elas alteram o valor final da nota fiscal. Eventuais multas também são incluídas na base do ICMS.

Segundo Passo: aprendendo a calcular a NF-e de Importação

Agora que já sabemos calcular os impostos, fazer a Nota Fiscal Eletrônica é mais fácil, a não ser que você use o sistema da receita ou algum outro sistema que precise digitar a nota fiscal inteira manualmente, aí você vai ter trabalho. 🙂

Ao fazer a NF-e de Importação, não existe uma única forma correta, existe uma forma mais adotada e recomendada pelas fiscalizações aduaneiras. E é essa forma que vou ensinar para vocês agora.

1) VALOR DOS PRODUTOS

Antigamente utiliza-se o valor dos produtos igual a base de cálculo do IPI. Por isso, o valor dos produtos sera considerado CIF + II. Entretanto, cada vez mais o II vem sendo destacado no layout do DANFE. Sendo assim, temos utilizado no campo de valor dos produtos apenas o CIF.

2) II

Antigamente o campo II não deveria ser informado, justamente porque seu valor já era informado no valor dos produtos. Então é comum encontrar uma NF-e de Importação antiga sem valor de II. Entretanto, mais uma vez, cada vez mais o II vem sendo destacado no layout do DANFE. Então deve-se utilizar seu campo próprio.

3) IPI

Deve ser informado o Valor do IPI.

4) PIS

Deve ser informado o Valor do PIS.

5) COFINS

Deve ser informado o Valor do COFINS.

6) ICMS

Deve ser informado o Valor do ICMS.

7) OUTRAS DESPESAS ACESSÓRIAS

Deve ser informado o Valor do PIS + Valor do COFINS + Taxa do Siscomex + AFRMM. Nesse momento você deve estar em dúvida. Se o PIS e COFINS já estão em seus campos próprios, por que eles devem ser somados ao valor de outras despesas? Acontece que, na validação do valor total da nota fiscal que a receita federal faz, o PIS e COFINS não são considerados no total da NF-e de Importação. Por isso a necessidade de incluí-los em outras despesas acessórias.

* Obs: Caso existam outras taxas consideradas na base de cálculo do ICMS, devem ser acrescentadas neste campo.

8) VALOR TOTAL DA NF-E

Na importação, o valor da NF-e será:

Valor dos Produtos + Outras Despesas + IPI + ICMS.

Mas e o frete? Se o valor CIF já está considerando o frete, então ele já esta contido no valor dos produtos.

Terceiro Passo: automatizando tudo!

Achou complexo? Veja o lado positivo: o despachante aduaneiro já efetuou o cálculo de todos os impostos para você. Provavelmente, no momento da emissão da nota, os impostos já foram inclusive debitados da sua conta corrente. Não seria necessário calcular tudo novamente, se não fosse um simples fato:

“Na nota fiscal de importação os impostos precisam ser informados item a item, enquanto na DI eles vem agrupados por adição.” _Importador desesperado tentado emitir uma NF-e

No meu dia a dia lido com importadores que, muitas vezes, levam horas para emitir uma única nota fiscal. Em casos mais dramáticos, já vi importadores me confessarem que estavam a mais de uma semana tentando emitir a nota fiscal de importação, mas os valores nunca batiam. Isso ocorre por um único motivo: os sistemas que não são especializados em importação tentam calcular a nota fiscal como se ela fosse uma nota fiscal qualquer, sem se atentar as suas particularidades.

Por isso é importante que as empresas que trabalham com importação utilizem, em suas empresas, ERPs que possuam a funcionalidade de gerar a nota fiscal de importação a partir da importação do XML da Declaração de Importação. Essa simples funcionalidade pode reduzir o tempo de confecção de uma nota fiscal de dias para menos de 5 minutos, além de evitar erros, atrasos no processo e multas.

Conclusão

Pronto! Com esse conhecimento você já pode até desembaraçar uma Declaração de Importação e emitir a Nota Fiscal de Entrada. Nesse artigo revelamos todo conhecimento e inteligencia que está implementado em nosso software, o Comex NF-e. Caso queira saber mais sobre nosso sistema, acesse www.comexnfe.com.br ou clique aqui para iniciar uma conversa por Whatsapp e tirar dúvida com nossos consultores.

5 erros que você deve evitar na gestão de estoque

Um simples erro na gestão do estoque de uma empresa pode gerar retrabalho, perda de produtividade e prejuízos que podem comprometer a saúde financeira do negócio. Apesar de essa ser uma área mais operacional, ela envolve uma parte considerável do capital de giro das empresas.

No artigo de hoje, vamos falar sobre os principais erros na gestão de estoque e como eles podem ser evitados. Confira agora! Continue reading “5 erros que você deve evitar na gestão de estoque”

Cálculo de nota fiscal de entrada de importação: os erros mais comuns

Há algumas semanas atrás publiquei uma planilha que deu o que falar. Foram centenas de donwloads em apenas alguns dias. Atribuo o sucesso dessa planilha não a mim, mas ao tamanho do problema que ela resolve, pois emitir uma nota fiscal errada causa um enorme transtorno, não é mesmo?
Como ninguém gosta de receber uma visita de um fiscal da receita federal, alerto nesse post sobre os 5 erros mais comuns na elaboração da nota fiscal de entrada por importação. Continue reading “Cálculo de nota fiscal de entrada de importação: os erros mais comuns”

Nota fiscal de entrada de importação: o que você precisa saber

A nota fiscal de entrada de importação é o documento que, oficialmente, registra o ingresso de mercadorias em uma entidade por meio de um processo ordinário de importação. A sua base é a DI, que é a Declaração de Importação, a qual também apresenta a taxa de conversão do dólar, moeda usada como referência para as operações de importação.

O que mais é preciso saber sobre a nota fiscal de entrada de importação? Descubra agora: Continue reading “Nota fiscal de entrada de importação: o que você precisa saber”