Importação de vinho: como calcular o preço de venda

As empresas que trabalham com a importação de vinho encaram muitas dúvidas sobre a melhor forma de precificar os produtos. Diferentemente de outros produtos, em que é apenas adicionada uma margem de lucro sobre os custos, o vinho merece uma atenção especial por toda a qualidade agregada e por tratar-se de um produto importado e diferenciado.

O preço final do vinho não é influenciado apenas pelo valor do produto, taxas e impostos de importação. É preciso considerar toda a questão da qualidade do vinho, procedência, público-alvo consumidor, estabelecimento que irá vender (distribuidora, restaurante, mercado, etc.), entre outras questões.

Imagine que você importe um vinho argentino de ótima qualidade e difícil de encontrar no Brasil. Mesmo que o valor pago seja muito baixo, você não pode vendê-lo a um custo igual aos vinhos populares. Isso porque, dessa forma, ele perderia grande parte do seu valor aos olhos do público, tornando-se um vinho comum.

Neste artigo veremos como calcular o preço de venda na importação de vinho. Confira.

Como funciona a importação de vinho?

O Brasil possui uma política muito rígida em relação a importação de vinho e de outras bebidas alcoólicas — criando uma alta carga tributária sobre esses produtos. As legislações que regulam a importação de vinho no Brasil são: a Lei do Vinho – Lei nº 7.678/1988 e o Decreto nº 8.198/2014.

Essas disposições apenas demostram como é feito o controle sobre a importação de vinho dentro do território nacional. Além disso, ajudam a explicar a carga tributária sobre os vinhos importados, que é estimada em 82,25%. E elas podem majorar em até 150% sobre os vinhos importados com os custos de frete internacional, armazém alfandegário, desembaraço aduaneiro, rotulagem, selo fiscal, análises químicas e frete interno.

Como calcular o preço de venda?

Considerando todos os custos que incidem sobre o valor do vinho importado, é natural concluir que o preço de venda deve ser calculado com uma margem sobre as despesas, não é? Entretanto, muitos outros fatores merecem atenção na precificação desses produtos.

Veja quais são os principais aspectos que devem ser considerados para calcular o preço de venda ideal do vinho importado.

Custo da importação:

O primeiro fator a ser considerado é, de fato, o custo da importação de vinho. Por mais que todos os outros fatores exerçam uma grande influência, você deve garantir, ao menos, que o preço consiga cobrir todas as despesas e alcançar a margem de lucro desejada.

Qualidade do vinho:

Você não pode vender um vinho de mesa nacional ao mesmo custo de um vinho premium vindo do Uruguai — por menos que você tenha pago por esse produto. A qualidade de um produto deve refletir diretamente no seu preço de venda para que o público crie uma percepção maior de valor.

Procedência do produto:

Quando você toma um vinho feito com uvas plantadas no interior da Itália é natural que dê uma atenção muito maior à bebida que está degustando, não é? A procedência do vinho importado também deve entrar na equação para encontrar o preço de venda ideal.

Público consumidor:

Quem é o público consumidor do seu produto? Existe uma grande diferença entre comercializar vinhos premium para ocasiões especiais ou vinhos comuns para o dia a dia. Determine quem é o seu público-alvo e defina o preço de venda conforme os seus hábitos de consumo.

Estabelecimento que compra o vinho:

A venda para um consumidor final merece uma precificação diferente da venda feita para um supermercado ou um restaurante — que compra em quantidades maiores. Tenha em mente quem é o estabelecimento que vai comprar o vinho importado para acertar na composição do preço.

Assim como degustar um bom vinho é uma arte, a precificação merece uma atenção especial pois um vinho especial precisa de um preço de acordo, para aumentar a experiência e o valor percebido. E isso irá impactar diretamente nas vendas.

Exemplo de cálculo

Para que fique mais clara a influência de todos esses fatores no cálculo do preço de venda do vinho importado, vamos conferir um exemplo de cálculo. O primeiro passo para chegarmos o preço de venda ideal é identificar os principais custos envolvidos:

  • valor da garrafa de vinho: R$ 10,00;
  • tributos: R$ 8,00.
  • frete e outros gastos acessórios: R$ 7,00;

Somando todas essas despesas, chegamos ao custo total do produto: R$ 25,00. Porém, ainda é necessário adicionar a margem de lucro desejada, certo?

Se utilizarmos uma margem de lucro de 20% sobre a venda, basta calcular R$25,00 + 20% = R$30,00

Mas será que o preço ideal para vender essa garrafa de vinho importado é mesmo R$30,00? Nesse momento você precisa fazer uma análise dos fatores subjetivos que conferimos no capítulo anterior: qualidade do vinho, procedência do produto, público consumidor e estabelecimento que compra o vinho.

Depois dessa análise, talvez você identifique que os vinhos com essa qualidade são todos vendidos acima de R$35,00 – podendo ajustar o preço de acordo com os objetivos do seu negócio. O mais importante é que você se certifique de que todos os custos estão sendo cobridos e a venda gera lucro para a empresa.

Você já sabia como calcular o preço de venda na importação de vinho? Ficou com alguma dúvida sobre o assunto? Deixe o seu comentário!

Guia de Operações de Câmbio na Importação e Exportação

Empresas que realizam importação e/ou exportação de serviços ou produtos, têm que se atentar a vários detalhes referentes ao envio ou recebimento das mercadorias. Além disso, o câmbio é um ponto bastante relevante nestes casos, pois influencia diretamente na legalidade do negócio, bem como na sua rentabilidade.


Os principais assuntos abordados no Guia de Operações de Câmbio na Importação e Exportação, são:

  • Pagamento e envio de recursos
  • Recebimento de recursos
  • Antecipação e compensação
  • Documentação

Esta é uma parceria entre a Mainô Sistemas e a Advanced Corretora e esse material foi preparado para quem atua no mercado de importação e/ou exportação, com algumas informações essenciais sobre câmbio.

Novidade no Sistema: Módulo de Planos de Contas

O que é o Módulo de Planos de Contas?

O Plano de Contas é uma nova forma de cadastrar e manter suas contas. É uma listagem onde você pode, para cada conta cadastrada, criar sub-contas.

Este módulo se encontra no menu Financeiro -> Plano de Contas do sistema.

Como utilizar o Módulo de Planos de Contas?

Por padrão o sistema cria 3 planos de contas:

  • Receitas
  • Despesas
  • Lucro – Prejuízo

Para criar mais planos de contas-raiz basta clicar no botão Cadastrar Conta no fim da página.

Abaixo de cada conta-raiz ou conta que possa ter subconta, há um botão de Cadastrar Subconta, que abre a seguinte caixa de diálogo:

Nela você pode editar o código e descrição da conta e se ela permite mais subcontas.

Ao clicar no nome de uma conta, você poderá editar a mesma:

Repare que uma conta-raiz não pode ter os parâmetros Permitir Subcontas e Ativo alterados.

As exceções para essa estrutura são as contas e subcontas da categoria Lucro – Prejuízo.

Nelas você pode definir se o saldo é positivo ou negativo.

Por último, o botão Ativo permite ativar ou desativar uma conta. Se ela estiver desativada, permanecerá na listagem, porém com um indicador visual de inativação:

Com isso, fechamos o Módulo de Planos de Contas. Lembre-se: qualquer dúvida, nosso suporte está pronto para atendê-lo e qualquer feedback será apreciado.

Cancelamento de nota fiscal após 24 horas

O cancelamento de nota fiscal é um assunto que desperta muitas dúvidas nos empreendedores. Qual é o procedimento correto a ser adotado quando uma nota fiscal é emitida com informações equivocadas? Existe um prazo para que seja feito esse cancelamento?

Mesmo com toda a comodidade proporcionada pela nota fiscal eletrônica, nenhuma empresa está livre dos equívocos no momento do preenchimento das informações. Entretanto, é importante estar atento ao prazo de 24 horas para o cancelamento de nota fiscal nessas situações – caso contrário, será preciso solicitar à Receita Federal o cancelamento fora de prazo.

Neste artigo veremos como funciona o cancelamento de nota fiscal após 24 horas. Confira.

Principais situações para o cancelamento de nota fiscal

A nota fiscal é um documento que serve de comprovação em relação às movimentações financeiras realizadas por uma empresa perante o poder público. É por essa razão que é tão importante que todos os dados estejam preenchidos corretamente de acordo com a operação que realmente ocorreu.

A necessidade do cancelamento de nota fiscal pode ter origem em diversas pequenas falhas que comprometem a fidedignidade das informações:

  • Erro das informações básicas da sua empresa – como o CNPJ.
  • Informações equivocadas sobre o cliente.
  • Produtos destacados de maneira incorreta.
  • Falhas nos cálculos dos tributos.
  • Desistência ou alteração do negócio.
  • Outros erros de digitação.

Como funciona o cancelamento da NF após 24 horas?

Caso tenha passado o prazo de 24 horas após a emissão do documento, não é mais possível fazer o cancelamento de nota fiscal sem a aplicação de uma penalidade. Nessas situações, a operação é passível de multa aplicada pela Receita Federal.

Para que essa operação ocorra, é preciso que o contador realize um cancelamento extemporâneo – que é a transferência que a contabilidade faz, sendo necessário ir até a Sefaz e pagar uma taxa para que seja liberado o cancelamento de nota fiscal.

Para evitar esse processo, muitas empresas optam por outras alternativas em vez de realizar o cancelamento da nota fiscal:

  • Inutilização da nota fiscal, nos casos em que a numeração ainda não tenha sido adotada em nenhuma NF-e.
  • Devolução, que é a emissão de outro documento fiscal informando a devolução dos produtos vendidos.
  • Estorno, que consiste na devolução das mercadorias ao estoque junto com o imposto destacado. Nesses casos, é necessário que seja anexada uma declaração junto à nota de estorno com uma explicação e assinatura do destinatário.
  • Complemento, que é uma nota fiscal que complementa as informações incorretas da nota fiscal emitida.
  • Carta de correção, para erros de preenchimento que não tenham a ver com valores, impostos ou informações do destinatário.

Nota complementar: uma alternativa para o cancelamento

Imagine que você tenha emitido uma nota fiscal com informações equivocadas de ICMS sobre a venda. Em vez de fazer o cancelamento de nota fiscal, você pode simplesmente emitir uma nota fiscal complementar para que seja recolhido o valor devido ao Fisco.

Para a emissão de uma nota fiscal complementar basta que você insira as informações das operações que constam na nota fiscal a ser complementada e preencha a observação: nota Complementar para acerto da nota fiscal. Esse procedimento fica ainda mais fácil quando você utiliza um sistema de gestão que facilita a gestão fiscal e emissão de notas fiscais – como o Traxo.

Você já conhecia essa alternativa para o cancelamento da nota fiscal após 24 horas? Gostaria de conhecer melhor o sistema de emissão de NF-e do Traxo? Então visite o nosso website!

Gastos com capatazia excluídos da base de cálculo do II

Os ministros da 2ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) excluíram os gastos com capatazia do valor aduaneiro, que serve de base de cálculo para os impostos incidentes sobre a importação (II, IPI, Pis, Cofins e ICMS), em decisão unânime publicada recentemente. 

A capatazia é a atividade de movimentação de mercadorias nas instalações dentro do porto, compreendendo o recebimento, conferência, transporte interno, abertura de volumes para a conferência aduaneira, manipulação, arrumação e entrega, bem como o carregamento e descarga de embarcações, quando efetuados por aparelhamento portuário.

Com a decisão na 2ª Turma, o STJ consolidou seu entendimento, confirmando acórdão do Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª região pela não inclusão dessa despesa no valor aduaneiro.  O entendimento foi aplicado pela ministra Assusete Magalhães, do STJ, ao excluir da base de cálculo dos tributos aduaneiros na importação os gastos com a movimentação da mercadoria após a chegada ao porto brasileiro.

A integração dos custos com capatazia no valor aduaneiro é feita com base no artigo 4º da Instrução Normativa nº 327, de 2003, e no artigo 8º, parágrafo 2º, do Acordo de Valor Aduaneiro. É estabelecido que é possível incluir ou excluir do valor aduaneiro os gastos com carregamento ou descarregamento e manuseio de mercadorias até o porto ou local de importação.

A interpretação de “até o porto” é o que está causando divergência. Para a Fazenda, enquanto não ocorrer o desembaraço aduaneiro, os gastos relativos a trasporte, manuseio e descarga nos portos de origem e destino são parte do valor da mercadoria. Já na opinião dos contribuintes, nenhum gasto poderia ser incluído no valor aduaneiro após o navio já estar no porto.

A inclusão dessas despesas representa um custo elevado para as empresas, principalmente para as grandes importadoras. Nos portos brasileiros, o valor médio cobrado pelos serviços de capatazia varia entre R$ 700 a R$ 900 por contêiner, de acordo com Antonio Costa Ferreira, da Interbras Despachos Aduaneiros.

No TRF da 4ª Região, o entendimento pela não inclusão está consolidado desde 2016, quando foi editada a súmula nº 92. De acordo com o texto, serviços de capatazia não integram o valor aduaneiro para fins de composição da base de cálculo do imposto de importação.

Nota Fiscal Complementar de ICMS: Como fazer?

Embora tenha sido implantada há algum tempo, muitos procedimentos relacionados a emissão de Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) ainda geram dúvidas, como por exemplo, a Nota Fiscal Complementar. É comum no dia da dia das empresas, algumas situações de emissão de nota fiscal gerarem dúvidas ou mesmo erros. Alguns erros que não implicam em alteração de valores podem ser tratados apenas emitindo uma Carta de Correção. Entretanto, no caso de erros em valores de mercadorias ou impostos a menor, a Nota Fiscal Complementar pode ser a saída.

Por ser um dos impostos mais complexos que existem (no mundo), é relativamente comum existirem erros no cálculo do ICMS ao se confeccionar uma NF-e. Pensando nisso, o objetivo desse artigo é trazer informações sobre como emitir a Nota Fiscal Complementar de ICMS da forma correta.

O que é Nota Fiscal Complementar?

Trata-se de um documento fiscal que é emitido quando é necessário realizar ajustes no ICMS decorrente de mudanças existentes nos valores da operação. É importante ressaltar que, nesses casos, não é possível corrigir os dados através de carta de correção. Ela só admite a mudança das seguintes informações, dentre outras:

  • CFOP (Natureza da Operação) – desde que a natureza dos impostos a recolher continue a mesma.
  • Código de Situação Tributária – para os casos em que valores fiscais não são modificados.
  • Data da emissão da NF-e ou Data de Saída – desde que o período de apuração do ICMS não seja alterado.
  • Quantidade ou peso de volume.
  • Informações sobre o transportador.

Quando emitir esse documento?

As situações que ensejam a emissão de uma Nota Fiscal Complementar de ICMS são as seguintes:

  • Preço reajustado em virtude de circunstâncias que aumentem o montante original da operação ou prestação de serviço. Exemplo disso são mudanças em contratos escritos.
  • Quando se emite documento fiscal com preço menor do que o devido ou é informada quantidade errada, para se regularizar a operação ou prestação.
  • Ao realizar exportação, nos casos em que o valor resultante do contrato cambial acarretar acréscimo ao valor da operação existente no documento fiscal.
  • Quando se emite documento fiscal com valor do ICMS menor do que o devido.

Como emitir a Nota Fiscal Complementar?

Ao emitir uma nota fiscal complementar, o contribuinte deverá informar as seguintes Naturezas de Operação, de acordo com a situação em questão:

  • complemento de tributo;
  • complemento de preço;
  • complemento de quantidade.

Também deve-se observar as seguintes características:

  • Os dados do destinatário (nome, endereço, inscrição estadual e CNPJ) desse documento devem ser iguais ao do documento que se pretende corrigir.
  • Os campos de “código do produto” e “CFOP” devem conter a mesma informação constante na NF-e emitida com erro.
  • O campo de “quantidade do produto” deverá estar zerado ou com a informação que se pretende modificar.
  • Os campos relacionados ao ICMS, como “Alíquota do ICMS”, “Base de Cálculo do ICMS”, dentre outros, devem ser informados com o valor que se deseja realizar o complemento.

Atenção às particularidades!

O ICMS é um imposto administrado pelos estados e, dessa forma, cada um deles podem estipular maneiras diferentes de se realizar o recolhimento. Portanto, fique atento às particularidades ao emitir os documentos fiscais em operações que envolvam recolhimento de ICMS.

Perceba também que é fundamental que o contribuinte referencie no documento complementar a qual nota fiscal ele está se referindo. Não se esqueça que cada nota fiscal complementar pode fazer referência a um único documento.

Como otimizar o processo de emissão de nota fiscal complementar?

O uso de um bom sistema de emissão é uma estratégia certeira para otimizar seus processos e evitar o retrabalho. Essa atitude contribui para dar mais segurança aos processos de sua empresa e ajuda a aumentar a produtividade dos seus colaboradores. Um bom sistema permite calcular automaticamente e em minutos a nota fiscal complementar, minimizando a chance de erro humano e potenciais problemas com o fisco.

Emitir sua nota fiscal complementar de ICMS da maneira adequada é fundamental para o correto cumprimento de suas obrigações perante o fisco. Além disso nem sempre o cancelamento de documentos fiscais é possível devido aos prazo de 24 horas existente para essa operação.

Novidade no sistema: Módulo de Orçamentos

O tão esperado Módulo de Orçamentos chegou e já está disponível nos sistemas Traxo e Comex NF-e. Confira o artigo e saiba como usar a nova funcionalidade.

O que é o Módulo de Orçamentos?

O Orçamento é uma nova forma de se trabalhar com pedidos de venda, seguindo um fluxo lógico de criação, aprovação e faturamento.

Este módulo se encontra no menu CRM do sistema, que além de ser o lugar para gerenciar os seus clientes, também será possível gerenciar seus pedidos e orçamentos.


Todos os seus pedidos de venda que não possuem nota fiscal vão para a coluna “Pedidos”, e os com nota fiscal para a coluna “Faturas”. Os orçamentos que forem criados vão para a coluna “Orçamentos”.

Quando devo criar Orçamentos?

Quando um cliente seu faz um pedido de um orçamento, você precisa enviar a ele uma proposta o mais rápido possível. Entretanto, não é interessante que esse orçamento “reserve” os produtos do estoque, pois é um processo que ainda carece de aprovação por parte do cliente. O orçamento é uma forma de atender essa demanda. Posteriormente, ao aprovar um orçamento, um pedido é criado e, nesse momento, os produtos são reservados do estoque.

Como utilizar o Módulo de Orçamentos?

1) Criar um orçamento:

Criar um orçamento, aprová-lo para que então se torne um pedido e finalmente faturar esse pedido, que vai ter uma nota fiscal atrelada a ele e passar a ser uma fatura.

Vamos ver o fluxo passo-a-passo:

Ao clicar no “+” na coluna de orçamentos, somos levados à tela habitual de criação de pedidos, porém com uma particularidade: Um orçamento não movimenta estoque, sendo a forma perfeita para a criação de pedidos quando ainda há incerteza sobre a venda.

2) Aprovar o orçamento:

Quando o orçamento estiver pronto para se tornar um pedido, basta abrir o menu do orçamento e clicar em “Aprovar”.

Atenção: É importante criar o orçamento com todos os dados preenchidos corretamente, como o cliente e os produtos, caso contrário, ele não poderá se tornar um pedido. Não se preocupe, caso a aprovação seja recusada pelo sistema, nós mostramos uma mensagem de validação apontando tudo que precisa ser corrigido. Basta clicar na opção “Alterar” no menu.

3) Faturar o Pedido:

Agora que temos um pedido, o próximo passo é faturar. Novamente, as informações precisam estar preenchidas corretamente e mais uma vez exibiremos mensagens de validação para que todo o fluxo esteja claro.

Finalmente temos a fatura. Repare que o número da nota fiscal referente ao pedido é também um botão que leva à tela daquela nota fiscal.

Outras funcionalidades:

Isso cobre o fluxo básico do Módulo de Orçamentos. Mas, ainda temos algumas coisas para falar sobre ele:

– Começar da coluna de orçamento é completamente opcional. Você pode criar um pedido diretamente a partir da coluna de pedidos e ele será feito como sempre foi no sistema: movimentando estoque.

– Você deve ter reparado em uma opção diferente nos menus: o “Arquivar”.
Essa opção permite que um orçamento, pedido ou fatura seja removido da listagem principal e seja colocado numa listagem de “Arquivados”. É uma opção para que,  caso aquele orçamento, pedido ou fatura não seja mais interessante, ele possa ser removido da sua visualização primária, mas sem removê-lo do sistema. Ele está somente em uma listagem diferente. Para ver os arquivados basta clicar neste botão:

Na coluna que deseja ver os arquivados, naturalmente, tudo que está arquivado pode também ser “Desarquivado” e levado de volta à listagem principal.

 

– Cada coluna do Módulo tem um botão de “Pesquisar” que abre uma caixa onde é possível procurar um orçamento, pedido ou fatura. Você pode procurar pelo nome do cliente, número do pedido ou número da nf-e, caso seja uma fatura.

– Para visualizar os clientes no CRM basta usar da mesma forma de antes, clicando no cliente que deseja ver as informações. Um painel será aberto e as listagem do Módulo de Orçamento serão escondidas. Para exibi-las novamente, basta clicar neste botão:

Com isso fechamos o Módulo de Orçamentos. Lembre-se, qualquer dúvida nosso suporte está pronto para atendê-lo, e qualquer feedback será bem-vindo!

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7 estratégias para fazer uma empresa de importação crescer

Para serem bem-sucedidas em um mercado cada vez mais competitivo, as empresas têm de buscar eficiência tanto em seus processos internos quanto no relacionamento com seus clientes. O que acontece, dentro da empresa de importação, impacta diretamente em seu relacionamento com os clientes. E, por consequência, nos resultados e prosperidade da organização.

Neste artigo, vamos apresentar sete estratégias para que sua empresa de importação cresça.

1. Analise e reveja os processos da sua empresa de importação

Sua empresa de importação tem processos claros e bem definidos? Investir em processos, monitorá-los e melhorá-los é um ponto-chave para o sucesso de qualquer empreendimento. Os processos são um conjunto de atividades relacionadas que executam um determinado objetivo.

Por exemplo, se a sua empresa importa vinhos, essa tarefa deverá passar por diversos setores e ser executada por várias pessoas, não é mesmo? Tais como cadastro e pesquisa de fornecedores, compra, emissão da nota fiscal de importação, recebimento dos produtos etc., são muitas as etapas que devem ser executadas até que a importação dos vinhos seja concluída.

Quando a empresa não possui um processo, a importação pode ser feita de qualquer maneira, sem padrão ou planejamento. Não há como controlar a qualidade ou ainda identificar as tarefas que têm gerado prejuízo. Outro problema é que o conhecimento fica retido na mente de quem executa as tarefas, dificultando que ele possa ser replicado.

Os processos irão padronizar essas atividades. Além disso, será possível conquistar melhorias, identificando os pontos fracos do processo que geram desperdício e até mesmo tarefas desnecessárias. É possível, por exemplo, analisar que se informatizar a emissão da nota fiscal de importação, fazendo com que a empresa diminua o tempo despendido e minimize erros.

Por isso, investir em monitoramento e melhoria de processos é um fator importante  para o sucesso de uma empresa de importação. Estabeleça processos bem claros e os documente. Assim é possível que todos os envolvidos com as atividades possam adotar as melhores práticas.

2. Selecione fornecedores de qualidade

A prospecção e parceria com Trading Companies confiáveis no exterior são fatores importantes para que uma empresa de importação possa crescer. Ter correspondentes no exterior que possam efetuar inspeções e desembaraços, manter contato e uma atuação adequada junto ao mercado produtor nos países de origem é um diferencial significativo.

Busque obter cadastros e parcerias com despachantes aduaneiros. Isso também é uma ação importante para garantir operações adequadas na importação e evitar riscos de erros que impactem no processo final.

3. Calcule a viabilidade econômica das importações

Determinar a viabilidade econômica numa importação é importante para não causar frustração ao cliente. Por isso, para determinar o preço final do produto, é preciso ponderar diversas especificidades, que vão desde o custo total até a demanda de mercado e percepção de valor do cliente.

E para isso, trabalhar com sistemas que realizam cálculos e funcionalidades de conhecimento específico dos custos envolvidos nas operações é fator determinante para a realização de bons negócios em empresa de importação.

4. Invista em tecnologia

Assim como processos bem claros e definidos impactam na prosperidade da sua empresa de importação, a tecnologia também será essencial para o crescimento do empreendimento. Vivemos na era da informação, que tornou os consumidores ávidos por agilidade e qualidade. E sem a tecnologia adequada, não é possível suprir essas expectativas.

E recursos tecnológicos são tantos equipamentos de última geração como sistemas de informação que facilitam e automatizam a rotina da sua organização.

Por exemplo, fazer o cálculo de uma Nota Fiscal de Importação, manualmente, pode demandar tempo e ainda por cima é passível de erros humanos. Ao automatizar essa tarefa, o cálculo da NF-e é realizado em minutos, com pouquíssimas chances de erro.

NF-e de Importação

Com a tecnologia é possível fazer com seus funcionários se concentrem em tarefas de maior valor, deixando as tarefas rotineiras e repetitivas para o sistema. Isso gera mais agilidade para a empresa, melhora na tomada de decisões e mais qualidade para o serviço.

5. Tenha domínio dos aspectos legais e fiscais

Dominar as exigências legais e fiscais é fundamental para que uma empresa de importação possa realizar com sucesso suas atividades, inclusive funcionando como uma assessoria para os clientes e fornecedores.

Perceba que ter domínio destes aspectos pode mudar o resultado de uma compra, conseguindo ganhos que só esse conhecimento pode proporcionar.

6. Invista e valorize em seu RH

Investir na equipe e reconhecer a capacidade de conhecimento e trabalho são fatores importantes para motivar seu pessoal.

Trace estratégias adequadas de RH, com programas de avaliação, treinamentos, estabelecimento de metas e remunerações variáveis e assim terá sempre a melhor equipe a seu lado, contribuindo para atingir resultados cada vez melhores.

7. Busque a qualidade e satisfação dos clientes

Treine a sua equipe de vendas e suporte, a fim de que ela possa realizar um atendimento adequado aos clientes. Invista em um bom pós-venda para fidelizar o seu cliente. Esse ponto é importante, pois trabalhando com qualidade externa e interna, a empresa evita retrabalhos que impactam diretamente em custos e na satisfação de clientes.

Reavaliar processos, investir em conhecimento de legislação, desenvolver parcerias e qualidade, entre outros fatores, são os passos fundamentais que farão a sua empresa crescer. O sucesso é processo contínuo que exige ações constantes por parte dos empreendedores.

Acesse nosso blog para ler outras matérias sobre importações e dicas para a sua empresa prosperar.

ICMS na importação: entenda como funciona

O ICMS é um dos vários impostos estabelecidos na legislação fiscal brasileira. Ele é um imposto de competência estadual e, por isso, terá alíquotas diferentes em cada estado. Entretanto, ele também pode variar de acordo com o NCM da mercadoria. Em razão desse fato, é um dos impostos que mais gera dúvidas para os empresários.

Neste artigo, vamos explicar como funciona esse imposto, esclarecer conceitos sobre ele e mostrar brevemente como calcular este imposto na importação. Confira!

Quando incide o ICMS na importação?

O ICMS está definido na Constituição Federal de 1988, sendo regulamentado pela Lei Complementar 87/96 e legislações posteriores.
O ICMS na importação incide quando há “a entrada de mercadoria importada do exterior, por pessoa física ou jurídica, ainda quando se tratar de bem destinado a consumo ou ativo permanente do estabelecimento”.

Características de ICMS na importação

Para que se possa apurar corretamente o ICMS na importação é necessário identificar alguns conceitos básicos em relação ao cálculo deste imposto, estabelecidos no Regulamento do ICMS. Veja:

Fato gerador: o ICMS na importação tem seu fato gerador a ser considerado no momento do desembaraço aduaneiro de mercadoria.

Incidência: incide sobre a entrada de bem ou mercadoria importados do exterior por pessoa física ou jurídica. Ainda que não seja contribuinte habitual do imposto, ele incide qualquer que seja a sua finalidade. Também incide também sobre o serviço prestado no exterior.

Veja também: Qual a diferença entre Contribuinte, Contribuinte Isento e Não Contribuinte de ICMS?

Base de Cálculo: embora este imposto seja estabelecido por cada Unidade Federativa, os regulamentos apresentam características tributárias semelhantes. Existe diferenciação em relação a algumas isenções e alíquotas, mas basicamente os seguintes termos valem para todo Brasil:

  • A composição da base de cálculo do ICMS deve-se considerar o valor das mercadorias que constam do documento de importação (VMLD), acrescido do valor dos Impostos de Importação. Deve-se incluir também quaisquer outros impostos, taxas, contribuições e despesas aduaneiras. Uma curiosidade é que o próprio ICMS integra sua base de cálculo. A forma de cálculo é detalhada mais adiante.
  • Despesas aduaneiras são aquelas efetivamente pagas à repartição alfandegária até o momento do desembaraço da mercadoria, incluindo as diferenças de peso, classificação fiscal e multas por infrações.

Demais situações de importação

Existem ainda situações de remessas de importações para outros Estados, e nesse caso, deve-se observar se existem benefícios fiscais que podem ser aproveitados. Principalmente na importação, é comum que a mercadoria não seja recebida fisicamente no estabelecimento do importador.

Por exemplo, o desembaraço aduaneiro pode ocorrer em outro estado, via Trading. Nesses casos, qual alíquota de ICMS deve ser aplicada? A do estado em que a empresa está domiciliada ou a que de fato recebeu o produto? Segundo entendimento do STF (Supremo Tribunal Federal), a alíquota de ICMS a ser aplicada é a do estado em que a empresa está domiciliada, independentemente do local do desembaraço. Por isso é importante consultar um especialista em tributação aduaneira.

Muitas vezes, uma simples mudança na logística da operação pode resultar em uma economia de imposto. Tudo, obviamente, dentro da lei.

Como fazer o cálculo do ICMS na Importação?

As alíquotas do ICMS na importação são definidas nos respectivos regulamentos de ICMS emitidos pelos estados e Distrito Federal, sancionadas pelos seus governadores.

O cálculo do ICMS possui uma  particularidade: o próprio valor do tributo está contido na sua base de cálculo.
Por exemplo, vamos supor que todas as despesas e taxas citadas acima totalizam R$ 1.000,00.
Se a alíquota de ICMS é 20%, o valor não será R$ 200,00 (R$ 1.000,00 x 0,20).

Deve-se primeiro primeiro determinar a base de cálculo, fazendo:
R$ 1.000,00 / (1 – 0,20) = R$ 1.000,00 / (0,80) = R$1.250,00.

Com esse resultado é possível aplicar a alíquota:
R$ 1.250,00 x R$ 0,20 = R$ 250,00.

Ao emitir a nota na prática, existem muitas outras variáveis que influenciam bastante o cálculo de emissão da NF de Importação, entretanto, se você tem um volume um pouco maior de operações de importação é aconselhável que você utilize uma ferramenta ferramentas especializadas para gestão do processo de importação e emissão da nota.

Quaisquer reduções, isenções ou incentivos concedidos que impactem nas alíquotas do imposto devem ser referendadas por Convênios entre os estados e anuência do Conselho Nacional de Política Fazendária – CONFAZ.

Considerações finais sobre ICMS na importação

Como qualquer imposto, o ICMS requer um conhecimento bastante específico e acompanhamento constante da legislação para evitar riscos de autuações fiscais. Concluindo, procure estar sempre informado sobre a incidência deste imposto sobre suas importações para não ter de arcar com custos desnecessários. Uma excelente maneira disso é usar um software que tenha todas as alíquotas de ICMS de todos os estados e de todos os NCMs que você trabalha.

O que achou deste artigo sobre ICMS na importação? Deixe seu comentário em nosso post!