DRE: o que é e como fazer em 5 passos simples

A sua empresa já elabora a Demonstração do Resultado do Exercício, mais conhecida como DRE? Esse documento é uma demonstração contábil da mesma família do Balanço Patrimonial e é obrigatório por lei para diversas categorias de empresa – devendo ser apresentado anualmente.

Porém, a DRE também pode ser usada como uma ferramenta de gestão – tanto pelas empresas que estão obrigadas a entregar a declaração quanto por todas as outras organizações. Ao reunir todas as informações sobre os resultados obtidos pelo negócio no período analisado, é possível ter um bom entendimento para analisar a lucratividade.

Você quer entender melhor como funciona a DRE? Então confira um passo a passo simples para explorar essa ferramenta no seu negócio.

O que é a DRE?

A Demonstração do Resultado do Exercício é uma demonstração contábil cujo objetivo é detalhar a formação do resultado líquido de um exercício pela confrontação das receitas, custos e despesas de uma empresa. Ou seja, trata-se de um resumo financeiro dos resultados operacionais e não operacionais de uma organização.

Para fins legais, são inseridas todas as informações do exercício financeiro – que normalmente vai de janeiro a dezembro. Porém, para fins de gestão, a demonstração pode ser elaborada com base em períodos personalizados – como mensalmente ou trimestralmente.

Se você já enfrentou problemas para compreender os lucros (ou prejuízos) do seu negócio, a DRE é a solução perfeita para você. Trata-se de uma forma organizada de visualizar as receitas e despesas que impactam nos resultados – permitindo uma análise mais profunda sobre o que está acontecendo na sua empresa.

Informações que fazem parte da DRE

Para entendermos as informações que fazem parte da DRE, podemos recorrer ao artigo 187 da Lei nº 6.404/76, que regula a obrigação de entrega da demonstração:

A demonstração do resultado do exercício discriminará:

I – a receita bruta das vendas e serviços, as deduções das vendas, os abatimentos e os impostos;

II – a receita líquida das vendas e serviços, o custo das mercadorias e serviços vendidos e o lucro bruto;

III – as despesas com as vendas, as despesas financeiras, deduzidas das receitas, as despesas gerais e administrativas, e outras despesas operacionais;

IV – o lucro ou prejuízo operacional, as outras receitas e as outras despesas;

V – o resultado do exercício antes do Imposto sobre a Renda e a provisão para o imposto;

VI – as participações de debêntures, empregados, administradores e partes beneficiárias, mesmo na forma de instrumentos financeiros, e de instituições ou fundos de assistência ou previdência de empregados, que não se caracterizem como despesa;

VII – o lucro ou prejuízo líquido do exercício e o seu montante por ação do capital social.

§ 1º Na determinação do resultado do exercício serão computados:

a) as receitas e os rendimentos ganhos no período, independentemente da sua realização em moeda; e

b) os custos, despesas, encargos e perdas, pagos ou incorridos, correspondentes a essas receitas e rendimentos.

Ou seja, são consideradas as receitas e despesas do período para o cálculo do lucro ou prejuízo obtido. Para isso, são consideradas não apenas as entradas ou saídas financeiras que efetivamente ocorreram, mas também todos os compromissos que estão firmados para o futuro – como uma compra a prazo que ainda está sendo paga ou recebimentos de clientes que entrarão nos próximos meses.

5 passos para fazer uma DRE

Quando você organiza todas as informações que precisam estar na Demonstração do Resultado do Exercício, torna-se possível ter uma visão mais ampla e clara dos resultados do seu negócio. Para colocar isso em prática, você pode seguir os seguintes passos:

1. Siga um modelo de estrutura

O primeiro passo para fazer uma DRE é seguir uma estrutura base. Veja um modelo simplificado que você pode utilizar:

(+) Receita com vendas
(-) Deduções e abatimentos
(=) Receita Líquida
(-) Custos de vendas
(=) Lucro Bruto
(-) Despesas administrativas
(-) Despesas com as vendas
(-) Despesas financeiras
(=) Resultado Antes do IRPJ e da CSLL
(-) Abatimentos do IRPJ e da CSLL
(=) Resultado Líquido

2. Calcule a Receita Líquida

Inicie calculando a Receita Líquida do período. Para isso, basta encontrar a receita com vendas e fazer as deduções:

  • Receita com vendas: valor  total obtido com a venda de produtos, venda de mercadorias e prestações de serviços.
  • Deduções: valor total com devoluções de vendas, abatimentos e impostos que incidem sobre as vendas.

3. Calcule o Lucro Bruto

Após encontrar a Receita Líquida, você pode calcular o Lucro Bruto. Para isso, deduza os custos de vendas – que incluem todos os custos relacionados às vendas de produtos ou prestação de serviços.

4. Desconte as despesas operacionais e financeiras

Com base no valor do Lucro Bruto, desconte as despesas administrativas, com vendas e financeiras do período. Dessa forma, você chega ao Resultado Antes do IRPJ e CSLL.

5. Encontre o Resultado Líquido

Por fim, você tem condições de encontrar o Resultado Líquido. Para isso, basta abater as despesas com IRPJ e CSLL.

Você gostou das informações para fazer um DRE? Ficou com alguma dúvida sobre o assunto? Deixe o seu comentário.

Como ter um controle de estoque ágil, eficiente e seguro?

Toda empresa tem ciência dos setores que precisam ser geridos e controlados, garantindo o seu real funcionamento. Entre esses métodos gerenciais fundamentais para a otimização dos resultados na rotina empresarial, o gerenciamento e controle de estoque ainda representam um grande desafio. Apesar de ser uma tarefa básica e muito importante, esse controle ainda não é muito investido nas empresas e acaba sendo deixado um pouco de lado comparado aos outros setores de gerenciamento. As empresas se enganam muito em achar que o gerenciamento de estoque se limita apenas às entradas e saídas de materiais ou em apenas ter o produto em estoque para a venda. E isso pode trazer diversas consequências para a sua empresa. 

Existe uma grande dificuldade em manter uma boa gestão ou saber por onde começar esse processo. Um bom controle e gerenciamento pode beneficiar a sua empresa em vários aspectos, além de promover uma maior vantagem competitiva no mercado. O principal objetivo da gestão de estoque é não deixar haver despesas ou prejuízos com os seus produtos, garantindo um bom desempenho de todas as operações do estoque, como controlar e registrar todas as entradas e saídas, monitorar o ciclo das mercadorias em estoque, além da distribuição dessas mercadorias em armazéns e o mais importante, garantir a satisfação de seus clientes. 

Mas, como começar a ter esse gerenciamento e controle de estoque? Uma boa maneira é a automatização! Muitas empresas pecam ao não investirem em recursos tecnológicos para controle e gestão de estoque. Porém, automatizar o controle do estoque reduz significativamente os equívocos e falhas nos processos.  Com a Mainô, que é uma solução digital para esse setor, não será mais necessário realizar operações manuais defasadas. O nosso sistema ajuda a facilitar o trabalho operacional da sua empresa, além de tornar os processos mais rápidos, confiáveis, práticos e eficientes. A seguir, alguns pontos de benefícios que a Mainô traz no gerenciamento e controle de estoque.

Estoque

Além do cadastro manual completo de produto no estoque, você consegue alimentar o seu estoque diretamente pelas notas de entrada de seus fornecedores. Para facilitar ainda mais este processo, as empresas que possuem o Certificado Digital A1 contam com uma funcionalidade de “Monitoramento de NF-e Emitidas Contra o CNPJ” onde depois de localizada a nota, basta incorporar todos os produtos dela em seu estoque, fazendo os ajustes necessários e alimentando produtos já existentes também. Além dessa, outra dificuldade muito presente em distribuidoras é quando as mesmas recebem mercadorias de seus fornecedores em grandes quantidades e precisam fazer a conversão da unidade de medida. Por exemplo, se um produto veio do seu fornecedor como caixa com várias quantidades, mas você vende o seu produto para seus clientes em unidades, você conseguirá fazer a conversão da unidade de medida de CX para UN rapidamente e o sistema ainda atualiza o custo médio de cada unidade em cima do valor total da caixa.

Além da conversão da unidade de medida, você também consegue dividir produtos no estoque através da entrada de uma movimentação. Para facilitar, imagine que seu fornecedor lhe vende uma caixa de blusas, mas nessa caixa você tem blusas de cores diferentes. Como que você alimenta o seu estoque da maneira correta? Com a Mainô você consegue dividi-lo de acordo com as quantidades de cada cor, assim os produtos ficam separados no estoque, prontos para as vendas, para o controle e, se precisar, você ainda pode agrupar produtos iguais em seu estoque. 

Relatórios de gerenciamento

Com o relatório de movimentações de estoque é possível fazer um gerenciamento das entradas e saídas de cada produto, permitindo acompanhar melhor as necessidades do mercado e as diversas demandas durante todo o ano. Afinal, toda empresa tem picos de demandas e com o relatório de movimentações por período você consegue prever  isso facilmente. Além disso, você conta também com os relatórios de posição de estoque onde você consegue saber o saldo do seu estoque em um determinado dia e o relatório de produtos mais vendidos, que te ajuda a entender as demandas relacionadas a cada produto. Um plus do Sistema Mainô é o Relatório de Quantidade Crítica e Mínima de Produtos em Estoque. Com ele você recebe um e-mail de aviso toda vez que um produto chega em uma quantidade crítica ou mínima no seu estoque, isso te ajuda a não deixar o seu estoque zerar e consequentemente não atender as demandas de seus clientes. 

Controle do custo médio de entrada dos produtos em estoque

Outro ponto muito importante é ter o controle do custo de aquisição de cada produto no estoque. Com a Mainô você já sabe que consegue alimentar o seu estoque com as notas dos seus fornecedores. Mas, você sabia que, dependendo do regime da empresa, o custo dos impostos já são acrescidos automaticamente no valor de entrada do seu produtos no estoque? E tem mais, o nosso sistema ainda calcula o preço médio de entrada do produto no estoque, que é o resultado da soma dos valores dos produtos antigos com os valores dos produtos novos dividida pela quantidade total de itens disponíveis no estoque. Isso te ajuda a saber quanto realmente gasta na aquisição de cada produto, sem precisar de cálculos confusos e assim encontrar o valor adequado de venda do seu produto, que pode até ser feito em massa em cima de um fator.

Planejamento de produção

Muito importante também para empresas que dependem do seu estoque para produção é o controle através do planejamento de produção. É preciso que se mantenha um bom estoque de matéria prima, por exemplo, para poder garantir a continuação do processo de produção. Com o planejamento de produção da Mainô você consegue informar a quantidade planejada e a quantidade executada de cada produto na produção.

Notas de transferências e armazenagem

Empresas que possuem matriz e filial costumam fazer muitas notas de transferência entre empresas e notas de armazenagem. Com a Mainô você consegue fazer automaticamente uma nota de transferência ou uma nota para o seu armazém em cima de uma nota de entrada do seu fornecedor. Além disso, você poderá deixar as parametrizações de impostos pré definidas para esses tipos de notas. 

 

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