Tudo o que você precisa saber sobre o bloco K do SPED Fiscal

Você sabe como funciona o bloco K do SPED Fiscal? Com tantas novidades introduzidas pelo SPED, muitas empresas ainda estão se adaptando a todas as exigências do poder público e o controle relacionado ao estoque e de produção criado pelo bloco K é um desses casos.

O intuito de todo programa SPED é modernizar os procedimentos contábeis e fiscais, facilitando a vida das empresas e do Fisco. Porém, a transição para o mundo digital requer muita atenção e o acesso a informações atualizadas se torna fundamental.

Para as empresas da indústria, passa a ser obrigatória a apresentação das informações relacionadas aos insumos utilizados na produção de seus produtos e sobre o estoque de materiais. Foi para monitorar essas atividades que se tornou obrigatória a entrega do bloco K do SPED Fiscal.

Neste artigo veremos tudo o que você precisa saber sobre o bloco K do SPED Fiscal.

O que é o SPED Fiscal?

Antes de falarmos especificamente sobre o bloco K, é importante analisarmos todo o contexto da sua obrigatoriedade. Tudo iniciou em 2007 com a criação do Sistema Público de Escrituração Digital (SPED). Ele é um projeto que faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento do Governo Federal  (PAC).

O objetivo do SPED é modernizar o cumprimento das obrigações transmitidas pelos contribuintes às administrações tributárias e aos órgãos fiscalizadores. Para alcançar essa finalidade, o SPED é dividido em diversos módulos:

  • NF-e – nota fiscal eletrônica;
  • CT-e – conhecimento de transporte eletrônico;
  • NFS-e – nota fiscal de serviços eletrônica;
  • EFD – Escrituração Fiscal Digital ou SPED Fiscal;
  • ECD – Escrituração Contábil Digital ou SPED contábil;
  • EFD Contribuições;
  • ECF – Escrituração Contábil Fiscal;
  • eSocial;
  • e-Financeira;
  • MDF-e – Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais;
  • EFD Reinf;

Entenda como funciona a EFD

É no módulo do SPED Fiscal do EFD que o bloco K está inserido. O arquivo da Escrituração Fiscal Digital deve ser gerado todos os meses pela empresa e transmitido para a Receita Federal através da internet. A sua estrutura pode ser dividida em vários blocos:

  • Bloco C – documentos fiscais I – mercadorias (ICMS/IPI);
  • Bloco D – documentos fiscais II – serviços (ICMS);
  • Bloco E – apuração do ICMS e do IPI;
  • Bloco G – controle de crédito de ICMS do ativo permanente (CIAP);
  • Bloco H – inventário físico;
  • Bloco K – livro de registro de controle da produção e do estoque.

O que é o bloco K do SPED Fiscal?

O bloco K do SPED Fiscal é uma obrigação acessória que consiste em um livro de registro de controle de produção e estoque na versão digital. No Ajuste SINIEF nº 10/2014 havia sido definido o início da obrigação em 2015 e escrevemos um artigo sobre isso aqui no blog. No entanto,  várias mudanças ocorreram desde então.

O objetivo do bloco K do SPED Fiscal é permitir que a Receita Federal consiga acabar com a sonegação das indústrias que não possuem um controle preciso de produção e estoques. Através da declaração se torna possível acompanhar todas as variações de consumo e diferenças de inventários.

Quem é obrigado a enviar o bloco K?

As indústrias ou empresas equiparadas a indústrias e atacadistas ficam obrigadas a enviar de forma digital para a Receita Federal o Livro de Registro de Controle de Produção e do Estoque através do SPED Fiscal.

>>> Leia também: Quem deve entregar o SPED Fiscal: empresa ou contabilidade?

A entrega do bloco K começou a valer em janeiro de 2017 e os prazos de obrigatoriedade foram definidos no Ajuste SINEF nº 25 de 2016:

  • 1º de janeiro de 2017, restrita à informação dos saldos de estoques escriturados nos Registros K200 e K280, para os estabelecimentos industriais classificados nas divisões 10 a 32 da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE).
  • 1º de janeiro de 2019, correspondente à escrituração completa do Bloco K, para os estabelecimentos industriais classificados nas divisões 11, 12 e nos grupos 291, 292 e 293 da CNAE.
  • 1º de janeiro de 2020, correspondente à escrituração completa do Bloco K, para os estabelecimentos industriais classificados nas divisões 27 e 30 da CNAE.
  • 1º de janeiro de 2021, correspondente à escrituração completa do Bloco K, para os estabelecimentos industriais classificados na divisão 23 e nos grupos 294 e 295 da CNAE.
  • 1º de janeiro de 2022, correspondente à escrituração completa do Bloco K, para os estabelecimentos industriais classificados nas divisões 10, 13, 14, 15, 16, 17, 18, 19, 20, 21, 22, 24, 25, 26, 28, 31 e 32 da CNAE.

Quais informações são necessárias?

As informações que devem ser informadas no bloco K do SPED Fiscal são:

  • a quantidade produzida;
  • a quantidade de materiais que foi consumida;
  • a quantidade que foi produzida em terceiros;
  • a quantidade de materiais consumida na produção em terceiros;
  • as movimentações internas de estoque que não estejam diretamente relacionadas à produção;
  • os materiais de propriedade da empresa e em seu poder;
  • os materiais de propriedade da empresa e em poder de terceiros;
  • os materiais de propriedade de terceiros em poder da empresa;
  • a lista de materiais de todos os produtos que são fabricados em produção própria e em terceiros.

Principais registros do bloco K

O bloco K do SPED Fiscal é composto de diversos registros. Confira quais são os principais deles:

  • Registro 0200 – tabela de identificação do item, que apresenta o cadastro de todos os produtos e serviços da empresa.
  • Registro 0210 – consumo específico padronizado, que apresenta a lista de materiais padrão de todos os produtos acabados e semiacabados da empresa.
  • Registro K200 – estoque escriturado.
  • Registro K220 – movimentações internas entre mercadorias.
  • Registro K230 – itens produzidos.
  • Registro K235 – insumos consumidos.
  • Registro K250 – industrialização efetuada por terceiros – itens produzidos.
  • Registro K255 – industrialização em terceiros – insumos consumidos.
  • Registro K210 – desmontagem de mercadorias – item de origem.
  • Registro K215 – desmontagem de mercadorias – itens de destino.
  • Registro K260 – reprocessamento/reparo de produto/insumo.
  • Registro K265 – reprocessamento/reparo – mercadorias consumidas e/ou retornadas.
  • Registro K270 – correção de apontamento dos registros K210, K220, K230, K250 e K260.
  • Registro K275 – correção de apontamento e retorno de insumos dos registros K215, K220, K235, K255 e K265.

Consequências da falta do envio do bloco k

Deixar de enviar o bloco K do SPED Fiscal ou enviar dados incorretos pode acarretar penalidades para a sua empresa. Isso inclui multas, juros e a suspensão de serviços disponibilizados pela Receita Federal (como a emissão de notas fiscais eletrônicas, por exemplo).

Nos casos de atraso na entrega, é cobrada uma multa de 1% sobre o valor do estoque acrescidos de R$ 500 para empresas optantes pelo Simples Nacional. Já para as empresas de outros regimes tributários, o acréscimo é de R$ 1,5 mil. No caso de envio de informações incorretas, a multa é de 3% sobre as obrigações comerciais.

As empresas obrigadas a emitir o bloco K do SPED Fiscal e deixarem de fazer o recolhimento ou recolherem valores menores do que o devido devem pagar uma multa de 100% do valor devido. Além disso, os responsáveis correrem o risco de serem autuados criminalmente por sonegação de impostos.

Como me precaver e não perder o prazo?

Para não perder o prazo do Bloco K é importante que atente se seu sistema de gestão (ERP) atende os seguintes pontos:

(a) Emita o SPED Fiscal e Contribuições;

(b) Tenha as funções de gestão relacionadas a compras, vendas e PCP.

A Mainô, por exemplo, possui soluções que atendem a esses dois requisitos.

Você já conhecia todas essas informações sobre o bloco K do SPED Fiscal? Ficou com alguma dúvida sobre o assunto? Deixe aqui o seu comentário!

Como emitir uma NF de remessa para feira ou exposição

Você conhece as particularidades que precisam ser observadas na emissão de uma NF de remessa para feira ou exposição? A participação nesses eventos é uma prática muito comum pois aumenta a visibilidade sobre a marca e atrai novos clientes. Porém, muitas dúvidas surgem em relação à legalização dessa prática.

Quais serão as informações que precisam ter na NF de remessa? Como funciona o transporte das mercadorias? De que forma a sua empresa pode se certificar de que está fazendo tudo dentro das normas legais? Essas são apenas algumas dúvidas comuns sobre o assunto.

Neste artigo veremos como emitir uma NF de remessa para feira ou exposição. Confira!

Emissão da NF de remessa

Para fazer o transporte das suas mercadorias da empresa até o local da feira ou exposição será necessário emitir uma nota fiscal que acompanha os produtos ao longo do percurso. Confira quais são os principais dados que devem estar inclusos nesse documento:

  • Natureza da operação: remessa para exposição ou feira.
  • Destinatário: o próprio nome da sua empresa.
  • Endereço: endereço da feira ou exposição.
  • CFOP: 5914 / 6914 para mercadorias normais e 5415 / 6415 para mercadorias sujeitas a substituição tributária.
  • Código da situação tributária:
    • CSOSN: 400 para o Simples Nacional.
    • CST: 41 para outros regimes tributários.

É importante ressaltar que essa é uma operação não tributada, independente do regime tributário da sua empresa.

Como preencher a NF de uma venda?

Nem sempre você concretizará vendas no local da feira ou exposição, mas quando isso acontecer será necessário emitir uma nota fiscal, certo? Para isso, confira as particularidades que diferem essa NF de uma venda realizada normalmente no estabelecimento da empresa:

  • Natureza da operação: venda fora do estabelecimento.
  • CFOP: 5104, que indica que a venda foi realizada fora do estabelecimento.

O restante dos dados informados são os mesmos utilizados em uma nota fiscal de venda regular, incluindo as informações sobre tributação além do CFOP.

Retorno da mercadoria para a empresa

No retorno das suas mercadorias do local da feira ou exposição para a sua empresa também será preciso portar uma nota fiscal para o transporte – justificando essa operação em casos de fiscalização. Assim como a NF de remessa para o local do evento, também devem ser observadas algumas particularidades:

  • Natureza da operação: retorno de mercadoria ou bem remetido para exposição ou feira.
  • Destinatário: novamente, será utilizado o nome da sua empresa.
  • Endereço: o endereço da sua empresa.
  • CFOP: 1914 / 2914 para mercadorias normais ou 1415 / 2415 para mercadorias sujeitas a substituição tributária.
  • Código da situação tributária:
    • CSOSN: 400 para o Simples Nacional;
    • CST: 41 para outros regimes tributários.

Essa também é uma operação não tributada, seja qual for o regime tributário da sua empresa. Além disso, é importante ressaltar dois detalhes importantes no transporte de retorno das mercadorias para a sua empresa.

  • Essa NF deve conter apenas as mercadorias que não foram vendidas no evento.
  • As mercadorias devem retornar à empresa no prazo máximo de 60 dias após a emissão da NF de saída dos produtos da empresa.

 

Você já sabia como funciona a emissão de uma NF de remessa para feira ou exposição? Ficou com alguma dúvida sobre o assunto? Deixe o seu comentário!

Gestão de Estoque: Como classificar e padronizar produtos

O primeiro passo para uma gestão de estoque eficiente é padronizar e organizar os produtos. Por isso, neste tópico falaremos um pouco mais sobre como isso pode ser feito e qual a importância desse trabalho. Veja:

Classificação e padronização de produtos

Essa primeira etapa é fundamental para que a gestão de um estoque seja feita da forma mais adequada possível. Atacadistas costumam trabalhar com uma grande variedade de produtos, para atender os varejistas em suas necessidades — e essa variedade, tanto de categoria quanto de tipo de produtos, quando não é bem organizada, pode trazer problemas para a área. Continue reading “Gestão de Estoque: Como classificar e padronizar produtos”

As 3 melhores formas de aprimorar sua gestão de estoque

Para que você aprimore cada vez mais sua gestão de estoque é necessário que você faça constantemente essas 3 dicas que trouxe para você nesse artigo. Ao implementá-las, você obterá ótimos resultados em seu negócio.

Utilize uma ferramenta de gestão de estoque

Existem ferramentas e softwares de gestão no mercado, que são capazes de atender às necessidades e os recursos que uma empresa possui para investir em tecnologia. A relação custo-benefício dessas ferramentas é extremamente compensatória, uma vez que é possível encontrar soluções com custo acessível, trazendo inúmeros benefícios para a gestão, como automatização dos processos, maior segurança, integração das áreas, compartilhamento de informações, entre outros. Continue reading “As 3 melhores formas de aprimorar sua gestão de estoque”

Planilha de Controle de Estoque Grátis

Se você está buscando uma planilha de controle de estoque grátis, então você está no lugar certo. Nós temos uma planilha muito prática para controlar seu estoque de forma profissional e gratuitamente.

A gestão de estoque representa uma área importante e que deve ser gerida da forma mais eficiente possível, especialmente no que diz respeito aos atacadistas, varejistas e importadores, uma vez que essa rotina representa a essência do negócio de empresas desse setor.

As vantagens dessa planilha são:

  • Cadastro de fornecedores
  • Valor total movimentado & Valor resultante após movimentação
  • Custo médio unitário de cada produto
  • Custo total do estoque
  • E muito mais!

 

Como fazer uma gestão de estoque de sucesso

Uma gestão de estoque de sucesso se caracteriza pela maneira como a quantidade de produtos é gerenciada, fazendo com que não falte e também não sobre nada, de modo que sua empresa nunca fique com produtos parados em suas prateleiras, evitando um grande risco de prejuízo.

É importante analisar a demanda existente, mantendo seu estabelecimento abastecido de maneira ordenada, para que não se mantenha um estoque maior do que o necessário. Isso tudo sem perder, porém, toda a sua diversidade de produtos. Para te ajudar a entender melhor como funciona todo esse processo, selecionamos alguns pontos de grande relevância para uma gestão de estoque de sucesso. Confira: Continue reading “Como fazer uma gestão de estoque de sucesso”

Descubra os 4 piores erros na gestão de estoque

A necessidade de um bom gerenciamento de estoque em uma empresa independe de seu ramo. Seja ela da área alimentícia, automobilística, informática, dentre tantas outras, controlar bem o estoque é importante para o bom andamento do negócio, da mesma forma que para os lucros da empresa e satisfação do cliente.

Quer saber o que não deve ser feito de forma alguma na hora de gerir o estoque do seu empreendimento? Pretende fugir de conflitos e contratempos?

Continue conosco e descubra quais são os 4 piores erros na gestão de um estoque: Continue reading “Descubra os 4 piores erros na gestão de estoque”

Produtos parados no estoque: o que fazer

Prever a demanda de um produto é uma tarefa difícil e que requer uma base de dados inteligente, além de uma boa experiência para interpretar esses dados e tomar decisões assertivas.

A existência de produtos parados no estoque implica em custos de armazenagem e até prejuízos, caso haja produtos perecíveis que passaram da validade. É possível então reduzir os níveis de estoque e evitar esses excessos?

Afinal, como lidar com produtos parados no estoque? No post de hoje, descubra o que você pode fazer para que esses produtos sejam vendidos a preços rentáveis: Continue reading “Produtos parados no estoque: o que fazer”

5 erros que você deve evitar na gestão de estoque

Um simples erro na gestão do estoque de uma empresa pode gerar retrabalho, perda de produtividade e prejuízos que podem comprometer a saúde financeira do negócio. Apesar de essa ser uma área mais operacional, ela envolve uma parte considerável do capital de giro das empresas.

No artigo de hoje, vamos falar sobre os principais erros na gestão de estoque e como eles podem ser evitados. Confira agora! Continue reading “5 erros que você deve evitar na gestão de estoque”