[Dicas do CEO] Despachantes aduaneiros “diferentes”

“Eduardo, os despachantes aduaneiros são os caras que registram a Declaração de Importação”. 

Será que é só isso mesmo?

Eduardo da Mainô aqui. Esse é o Dicas do CEO!

Segundo minhas contas, esse é o trigésimo nono post que eu envio.

E também o último.

Sim, estou precisando me dedicar a outros projetos. Preciso de um tempo…

Mas a boa notícia é que vou continuar postando, só que agora no meu Linkedin pessoal.

O primeiro assunto que vamos falar por lá é sobre como Despachantes aduaneiros estão se destacando em um mercado que se tornou tão comoditizado.

Em outro post aqui do blog falamos um pouco sobre este movimento,

este que certamente irá revolucionar a profissão, o despachante aduaneiro 4.0.

Despachantes aduaneiros

Sobre as dicas, elas agora terão uma frequência muito maior.

Pra testar esse novo formato,  o post já está disponível no meu perfil, como disse acima. Clique aqui para ler a dica.

Não esqueça de seguir meu perfil no Linkedin para continuar acessando as dicas.

Obrigado por estar junto conosco durante este tempo. O canal muda, mas as dicas não param.

Espero vocês por lá!

Dicas do CEO: 10 dicas práticas de como dar feedback

Olá ,
Eduardo, aqui da Mainô. Tudo bem?

No post anterior falei sobre as reuniões 1:1 e como elas podem ser uma excelente ferramenta para aumentar o engajamento do time e melhorar a comunicação.

As reuniões 1:1 são uma excelente oportunidade para trocar feedbacks. Falamos em outro post de forma profunda sobre este tema. Você pode acessar aqui

Mas será que estamos preparados para isso? Sabemos dar feedback? Sabemos ouvir feedback?

10 dicas para uma boa reunião 1:1

Este é o passo a passo para aplicar o feedback. Vamos lá:

  1. Comece dizendo o que você aprecia na pessoa. Todos têm um lado positivo, então procure começar a reunião com um elogio;

  2. Cuidado com o “mas”, ele pode invalidar seu elogio. Por exemplo: “Você é muito inteligente, mas não está se saindo muito bem.” Repare que o “mas” praticamente invalidou o ponto positivo que você ressaltou. Ao invés disso diga: “Queria dizer que eu admiro muito sua inteligência e como você consegue resolver os problemas rapidamente.”. Depois fale sobre o ponto de melhoria. São oportunidades diferentes;
  3. Após ressaltar o ponto positivo, fale sobre o ponto de melhoria;
  4. É muito melhor quando a pessoa toma consciência por si só dos problemas. Antes de citar o ponto de melhoria, por que não verificar se a própria pessoa já tomou consciência do problema? Ao invés de dizer: “você não está batendo às metas, o que está havendo?”, porque não perguntar: “como você avalia seus resultados?”. Existe uma grande chance de a pessoa citar exatamente aquilo que você queria dizer. Tente guiar a conversa com boas perguntas. Assim você evita dar respostas e pratica auto-responsabilidade na pessoa;
  5. Fale do “porquê”. Se o ponto de melhoria é, por exemplo, uma meta não batida, tente mostrar como passar a bater as metas pode ajudar a pessoas nos objetivos dela, não nos seus;
  6. Não seja generalista, dê exemplos. Evite dizer “Você é muito disperso.”. Ao invés disso, dê exemplos: “Na reunião de ontem você estava no celular enquanto estávamos discutindo um ponto importante”;
  7. Elogios podem ser dados em público, mas falar dos pontos de melhoria, é importante que seja no privado;
  8. Mas cuidado, algumas pessoas não gostam de exposição. Trate-os da maneira mais confortável para eles;
  9. Peça feedback para seus liderados. É incrível o quanto as pessoas que trabalham com você podem ajudá-lo a enxergar pontos de melhoria que você não vê;
  10. Explique previamente como funciona a reunião, e explique como a pessoa deve receber feedback. Explique que ela deve evitar se justificar ou jogar a culpa para outra pessoa, que não é uma reunião de acusações.
    A finalidade é alinhamento e crescimento profissional.

Dica Extra:

Todo feedback é bom, quando é dado com sinceridade e amor.

Até a próxima!

Dicas do CEO: Margem de contribuição: O que é e como calcular

Olá,

Eduardo da Mainô aqui. Tudo bem?

O post de hoje é uma sequência da série “métricas” (Veja o primeiro post aqui), que é direcionada aos gestores de uma empresa de comércio e distribuição. Esse texto é baseado em alguns artigos que tive acesso da indústria de distribuição americana. Então, o que você vai encontrar nessa série é o que há de mais avançado em gestão.


Margem de Contribuição

Para explorar melhor o assunto, vamos imaginar uma empresa fictícia chamada ACME EPIs, que fabrica e distribui equipamentos de segurança (EPIs). Essa empresa utiliza a seguinte tabela de preços:

 

Part NumberDescrição do ItemPreço Unitário de Venda
#001Capacete com aba frontalR$ 15,00
#002Capacete aba frontal com viseiraR$ 25,00
#003Óculos de segurança com lente de proteçãoR$ 12,00
#004Protetor auditivo tipo conchaR$ 10,00
#005Luva isolante de borrachaR$ 8,00
#006Botas de couro (cano médio)R$ 30,00
#007Botas de couro (cano longo)R$ 40,00

 

Para funcionar todo mês, a ACME EPIs possui um custo fixo de R$ 20.000,00, que envolve pagamento de aluguel, salário do funcionário administrativo, pró-labore dos sócios, bem como outras despesas administrativas. Lembrando que, segundo o SEBRAE, custos fixo são os gastos que permanecem constantes, independente de aumentos ou diminuições na quantidade produzida e vendida.

Ao apurar o resultado da empresa, descobrimos que em janeiro, ela faturou R$ 100.000,00 e, em fevereiro, R$ 110.000,00. Acontece que, em janeiro ela deu lucro, em fevereiro, prejuízo. Como isso possível?

Margem de Contribuição

Para entender porque isso acontece você precisa dominar um conceito chamado margem de contribuição. Margem de contribuição é quanto cada produto contribui para para pagar os custos fixos da empresa.


“Margem de contribuição é quanto cada produto contribui para para pagar os custos fixos da empresa.”

Cada produto vendido possui um custo. CMV não é apenas o quanto você pagou pela mercadoria com seu fornecedor. Todo custo variável relacionado a venda da mercadoria deve entrar no cálculo do CMV. Para isso, vamos analisar uma venda da empresa ACME EPIs.

Essa venda gerou um faturamento de R$ 2.510,00 para a empresa. Mas para saber quanto desse faturamento está realmente ajudando a pagar os custos fixos precisamos entender qual a margem de contribuição dessa venda. Então vamos observar mais informações sobre essa venda.

Repare que as mercadorias vendidas custaram à empresa R$ 1.215,00. Mas quando acrescentamos a esse custo a comissão do vendedor, frete e imposto, sobram apenas R$ 818,50. A margem de contribuição desta venda foi de 32,61%.

Margem de Contribuição = (Receita – Custos Variáveis) / Receita

Essa mesma fórmula pode ser utilizada de várias formas. Podemos calcular a margem de contribuição da empresa inteira em um mês, de uma categoria de produtos, de um determinado cliente, de uma região geográfica, etc.

Conclusão

Receita é métrica de vaidade. Margem de contribuição é a métrica intimamente ligada a sua lucratividade. Imagine descobrir que uma determinada região geográfica, ou mesmo que um segmento de mercado específico, possuem margens melhores. Essa informação poderá (e deverá) ser utilizada estrategicamente para direcionar suas vendas.

“Receita é métrica de vaidade. Margem de contribuição é a métrica intimamente ligada a sua lucratividade.”

Uma empresa precisa pagar diversas despesas fixas e variáveis no decorrer das suas operações. Todos esses custos precisam ser levados em conta no momento de definir o preço de venda dos produtos e para se alcançar às margens de lucro desejadas. Não olhar para a margem de contribuição pode fazer o empresário tomar decisões unicamente voltadas para aumentar o faturamento. Como consequência, a empresa pode, de fato, aumentar seu faturamento. Entretanto, sem atentar às margens, um faturamento maior pode significar menos lucro, ou até prejuízo.