Dicas do CEO: E se a empresa se tornar maior que o empreendedor?

Olá !

No post de hoje quero compartilhar uma importante lição que aprendi numa reunião com um importante diretor de um órgão público. Por motivos óbvios, não revelarei o nome das pessoas. Esse diretor me contou a história de seu pai, um empreendedor.

No início da década de 60 o conceito de assistência técnica autorizada não existia no Brasil. O pai desse meu conhecido, que chamarei aqui de João, foi um dos primeiros a identificar essa oportunidade. Com o crescimento do número de televisores no Brasil, era uma iminente oportunidade.

Demonstrando um exímio faro para negócios, o empreendedor, um excelente técnico, montou uma das primeiras autorizadas do Brasil. E deu muito certo. O negócio logo prosperou. Ele soube identificar uma excelente oportunidade. Durante aproximados 10 anos o negócio foi uma importante fonte de renda para sua família, mantendo-os em um estilo de vida muito acima da média. Foram tempos de vacas rechonchudas. 

Entretanto, aos poucos a concorrência começou a aparecer. E aos poucos, esse empreendedor começou a perder mercado. Após 10 anos de fundação, foi obrigado a fechar a empresa no vermelho e vendeu seu negócio por um valor simplório.

O que deu errado?

Ao relatar a história, seu filho descreveu um pecado capital desse empreendedor, que me remeteu a este artigo que escrevi há alguns meses: ele era um empreendedor com mentalidade lifestyle business. Empreendedores com essa mentalidade tem o objetivo exclusivo de sustentar um determinado nível de renda e desfrutar de um estilo de vida. Esse tipo de empresa se caracteriza por distribuir seus lucros entre os sócios e reinvestir pouco ou nenhum capital. Muitas vezes os próprios sócios executam o trabalho operacional.

E foi exatamente isso que aconteceu. Ele soube identificar uma excelente oportunidade, mas em algum momento o negócio se tornou maior que o empreendedor. Ele não se preocupou em melhorar a gestão de seu negócio, simplesmente porque tinha uma mentalidade lifestyle, e não uma mentalidade Scale Up.

Empreendedores com mentalidade de crescimento tem uma preocupação, desde o início, com escalabilidade. Sonham grande. Geralmente se caracterizam por pouca ou nenhuma divisão de lucros. Os sócios de uma Scale Up buscam assumir cada vez mais um papel estratégico e menos operacional, ainda que, num primeiro momento, isso comprometa seu próprio bolso.

Se você tem um negócio, prepare-se para dar certo. Faça frequentemente o exercício de pensar na próxima fase do seu o negócio.

“E se isso der certo, quais habilidades vou precisar diante desse novo cenário?”

Certamente isso encurtará seu caminho e fará de você um empreendedor mais preparado para os desafios empresariais.

Dicas do CEO: 5 dicas de livros para seu grupo da cumbuca

Olá!

Em um Dicas do CEO dei uma ideia simples para você colocar em prática na sua empresa: o grupo da cumbuca! Se você não sabe o que é o grupo da cumbuca, dá uma lida aqui.

Devido a esse post, recebi diversos e-mails, pedindo não apenas dicas de livros, mas o tipo de leitura que pode ser implementada na dinâmica da cumbuca. Sendo assim, no “dicas” de hoje, quero compartilhar quais livros lemos aqui na Mainô, além de algumas recomendações pessoais para esse exercício.

#1 Gerenciamento da rotina do trabalho do dia a dia

Trata-se do livro que todo gestor na Mainô deve ler. Neste livro, Vicente Falconi, um dos mestres da administração brasileira, vai ensinar sua empresa a se tornar uma organização eficiente, que implementa rotinas de melhorias contínuas em seus processos. Esse livro também é de fundamental importância para que cada funcionário, estando ele em qualquer nível hierárquico, compreenda a importância do seu papel na empresa.

Quando é indicado: Esse livro é indicado para treinar novos gestores, pois introduz, de forma prática, conceitos de administração. Também pode ser útil para todos os funcionários da empresa, principalmente em fase de crescimento, quando há uma necessidade de se implementar processos.

#2 Mindset, a nova psicologia do sucesso

Quem nunca ouviu em sua empresa algum funcionário dizer: “se eu tivesse nascido rico….”, “se eu tivesse oportunidade…”, ou outras declarações que demonstram crenças limitantes. Não seria bom se todos os colaboradores da empresa se desprendessem das amarras de impedem, tanto o crescimento profissional, quanto o da empresa?

Infelizmente, principalmente no Brasil, onde temos uma cultura de não nos responsabilizarmos por nossos resultados (“a culpa é dos portugueses que levaram nossa riqueza…”), esse livro é extremamente necessário. A autora, Carol Dweck é uma renomada psicóloga da Universidade de Stanford, que estudou a relação entre a atitude mental e o sucesso.

Muitas vezes acreditamos que o sucesso depende somente de nossas habilidades ou talento. Entretanto, como nós enfrentamos as situações da vida pode ser um fator muito mais relevante.

Quando é indicado: Esse livro é super indicado para que todos os funcionários da empresa possam desenvolver a auto responsabilidade, creditando a si mesmo seu sucesso ou fracasso. Pode ser que, após a leitura coletiva deste livro, nem todos os colaboradores absorvam e implementem o que aprenderam. Entretanto, aqueles que conseguirem, certamente se destacarão. E você, como empreendedor, ganhará novas lideranças.

#3 Organizações Exponenciais

Organizações é um daqueles livros blowing mind. Ele disseca as novas organizações que estão dominando o mundo, e expõe o que elas possuem em comum. Basicamente é um checklist que contém os fatores de sucesso das empresas do presente e futuro.

O conceito de Organização Exponencial (Exponential Organization – ExO) surgiu na Singularity University. Seu conceito base já foi explorado em alguns livros de gestão, mas certamente este livro traz uma nova roupagem. Trata-se do Propósito Massivo Transformador, o PTM! O PTM é uma declaração de como a empresa pretende fazer a diferença no mundo. Já falei sobre propósito em diversos artigos do dicas do CEO, mas esse aqui, em especial, dá um passo a passo sobre como identificar seu propósito.

Em torno do propósito, o livro apresenta 6 ideias que sua organização deve adotar para existir no futuro (talvez até no presente), e 6 formas de escalar o propósito.

Quando é indicado: Esse livro é indicado para todo CEO ou líder que pretende levar sua empresa para o futuro.

#4 A Estratégia do Oceano Azul

A Estratégia do Oceano Azul é um livro para repensar a estratégia de sua empresa. Em 2005, W. Chan Kim e Renée Mauborgne escreveram essa obra-prima da estratégia, que ensina o passo a passo para detectar e explorar novos mercados, livres de concorrentes. Eu já publiquei um artigo explicando como colocar a estratégia do oceano azul para “rodar” em sua empresa, de uma forma muito simplificada. por isso, recomendo fortemente você ler meu artigo, mas também ler o livro completo.

Quando é indicado: O ideal é que este livro seja lido pelo CEO e pelas principais lideranças da empresa, em especial, pelo CMO (Chief Marketing Officer – ou diretor de marketing). Existem uma série de sintomas que indicam que você precisa ler este livro. São eles:

  • Você sente que a concorrência em seu setor é muito forte;
  • Se você aumentar seu preço hoje suas vendas imediatamente vão cair;
  • Você está em um mercado altamente comoditizado.

#5 O Poder do Hábito

Posso dizer seguramente que esse foi um dos livros mais importantes da minha vida. Através do que aprendi com ele alcancei meus principais objetivos até hoje. E boa parte do conteúdo já compartilhei com vocês na série produtividade, dentro do Dicas do CEO, que começa com este artigo.

Basicamente o livro vai explicar como funciona seu cérebro e como você pode hackeá-lo para, deliberadamente, moldar seus hábitos. A partir daí você poderá, continuadamente, implementar novos hábitos positivos (e se livrar dos negativos).

Quando é indicado: Se você quer uma ferramenta para se tornar uma pessoa melhor e mais produtiva, assim como poder oferecer coach a seus liderados sobre como implementar novos hábitos de sucesso, talvez essa seja a hora certa para este livro.

Vocês já leram alguns desses livros livros? Tem mais algum que não pode ficar de fora num grupo de discussão?

Dicas do CEO: Meta ou Estratégia, quem manda na sua empresa?

Olá,

Dicas do CEO aqui.

Quem manda na sua empresa, a meta ou a estratégia?

A Mainô vem crescendo em torno de 50% ao ano, ao longo dos últimos 3 anos. Apesar de ser um bom resultado, eu nunca fiquei muito satisfeito. Ao longo desse tempo desenvolvemos uma estratégia que nos permitiu chegar a esse crescimento. Então sempre pensei em melhorias incrementais. Aprendi a crescer 50%, agora preciso aprender a crescer 60%. Agora 70%.

Até que percebi que a estratégia estava mandando na Mainô, não a meta. E percebi que eu seria, no máximo, do tamanho dos meus sonhos. E eu queria sonhar mais alto. Mas ainda não entendia o que estava me limitando.

O podcast que mudou minha forma de pensar

Foi aí que eu ouvi um podcast do Flávio Augusto, dono do WiseUp, uma das maiores escolas de inglês do Brasil. Neste podcast ele explicou como ele chegou nas 100 primeiras unidades do curso. Ele montou unidade por unidade. E conforme ia tendo sucesso, deixa uma gerente encarregado pela unidade e montava outra. Conseguiu chegar até 40 unidades desse jeito, até perceber que a estratégia estava errada.

O Flávio constatou que não ia conseguir chegar às 100 lojas (meta) com essa estratégia. Ao invés de adaptar a meta a estratégia, ele mudou a estratégia: passou a adotar o modelo de franquias. Com esse modelo ele conseguiu chegar às 100 unidades (hoje tem mais de 400).

Flávio também adotou ferramentas de tecnologia para permitir esse crescimento. Esse podcast ele falou sobre como a adoção de uma ferramenta de CRM e um ERP desbloqueou o crescimento da sua empresa. Segundo ele, são as pessoas quem fazem um negócio crescer, mas não adotar ferramentas tecnológicas pode estar bloqueando esse crescimento.

E na sua empresa, quem manda: meta ou estratégia? Você está preparado para alcançar a meta?

Dicas do CEO: Dominando as métricas de uma empresa de Comércio B2B

Olá,

Eduardo da Mainô aqui. Tudo bem?

Como você deve saber, na Mainô entregamos um ERP no modelo de assinatura para distribuidoras, importadoras e indústrias. Isso significa que a Mainô é uma empresa B2B (business to business), baseado em assinaturas recorrentes.

Desde que esse mercado surgiu, a mais de 15 anos atrás, através de empresas como Salesforce, surgem todos os anos milhares de startups no mundo baseadas em assinaturas.

Chamamos esse tipo de negócio de empresas SaaS, que significa Software as a Service (ou software por assinatura).

Graças a esses modelos de negócio disruptivos, durante os últimos 15 anos as áreas de marketing e vendas sofreram uma brutal transformação (e continuam sofrendo). Hoje um profissional de marketing e vendas que fica um ano sem se atualizar, já está fora do mercado. Exatamente igual sempre aconteceu com a área de TI. Isso vale também para o empreendedor.

Entretanto, ao lidar com empresas de comércio B2B (distribuidoras, importadoras e indústrias), a sensação que tenho é que ainda se utiliza o mesmo paradigma comercial de 15 anos atrás.

“ao lidar com empresas de comércio B2B (distribuidoras, importadoras e indústrias), a sensação que tenho é que ainda se utiliza o mesmo paradigma comercial de 15 anos atrás”

Isso certamente está bloqueando o crescimento dessas empresas. É seu caso?

Então atenção, pois vou compartilhar com você insights de marketing e vendas que foram desenvolvidos pelas startups B2B nos últimos 15 anos e que hoje são oportunidades para o mercado de distribuição.

Você deve ler esse post se:

  • É gestor em um empresa de distribuição, importação ou indústria.
  • É contador ou consultor e tem na sua base de clientes empresas de distribuição, importação ou indústria.

Vamos lá?

LTV e CAC

CAC significa custo de aquisição do cliente. Basicamente é todo valor que você investe em marketing e vendas dividido pelo número de clientes adquiridos.

LTV significa lifetime value, que basicamente é o valor que seu cliente entrega ao longo do relacionamento dele com você.

Tudo que vou falar nesse artigo deriva dessas duas métricas e ensina como aplicá-las a realidade de uma empresa de comércio B2B (distribuidoras, importadoras e indústrias).

Nas empresas com modelo de assinatura, como a Mainô, isso é relativamente simples. Você pode multiplicar o valor da mensalidade pelo tempo de contrato em meses, ou pela estimativa, também em meses, que um cliente vai passar com você.

Aqui na Mainô, por exemplo, na média, um cliente permanece conosco aproximadamente 6 anos, ou seja, 72 meses. Sendo assim, consigo prever quanto, na média, cada cliente irá trazer de receita para a empresa ao longo do tempo de relacionamento do mesmo.

Mas meu negócio não é de assinatura, Eduardo! O que isso tem a ver comigo?

Seu negócio pode não ser de assinatura, mas certamente é de relacionamento. E negócios de relacionamento são negócios baseados em recorrência.

Esse número é fundamental conhecer, pois a partir dele você consegue estimar quanto você pode investir em marketing e vendas para obter um novo cliente.

Uma empresa saudável mantém uma relação de 1 para 3 entre o CAC (custo de aquisição de um cliente) e o LTV. Ou seja, se o custo para trazer um cliente é R$ 1.000,00, é esperado que ele dê um retorno de pelo menos R$ 3.000,00.

“Uma empresa saudável mantém uma relação de 1 para 3 entre o CAC (custo de aquisição de um cliente) e o LTV. Ou seja, se o custo para trazer um cliente é R$ 1.000,00, é esperado que ele dê um retorno de pelo menos R$ 3.000,00.”

Então como calcular o LTV para empresas de comércio B2B?

Contribuição Média por Cliente Ativo

Primeiramente, você precisa conhecer uma métrica importantíssima: a contribuição média por cliente ativo. Ela indica, na média, quanto cada cliente ativo contribui para a lucratividade da sua empresa. Se você ainda não acompanha esse número mês a mês, sugiro que pare tudo e faça isso. É sério, seu negócio está em risco se você não conhece esse número.

Para calcular, utilize a seguinte fórmula:

Contribuição Média por Cliente Ativo = 
(Faturamento - Custo das Mercadorias Vendidas (CMV)) / Número de Clientes Ativos.

Para isso, você vai precisar de um relatório de vendas que contenha o custo da mercadoria vendida para cada item vendido. Por exemplo:

*obs: não esqueça dos impostos ao calcular seu CMV.

Repare que, nessa simulação, houve um faturamento de R$ 9.101,00. Mas para esse faturamento ocorrer, foi gasto R$ 4.095,45, seja com custo das mercadorias, matérias-primas, processos de produção, impostos, etc. São todos os custos variáveis ligados ao produto vendido.

O que é um cliente ativo?

Agora você precisa saber o número de clientes ativos. A forma de chegar nesse número é parecida para todos os negócios de comércio B2B. Basta definir que um cliente ativo é um cliente que efetuou apenas uma compra nos últimos X dias.

O que varia de negócio para negócio é justamente a periodicidade de compra, pois depende do mercado e do giro do produto. Enquanto produtos perecíveis tem grande giro, máquinas e equipamentos podem ter ciclos mais longos de compra.

Então para saber se um cliente está ou não ativo, é necessário analisar o ciclo médio de compra da sua carteira de clientes. Como não gosto de subjetividade, vou deixar aqui uma fórmula para cálculo:

Ciclo de compras em dias = 365 / (# de vendas realizadas nos últimos 365 dias / # de clientes da carteira).

Clientes ativos serão todos os clientes que compraram a menos tempo que a média. Não vamos complicar por enquanto.

Usando as métricas na estratégia da empresa

Um bom gestor de uma distribuidora monitora essas duas métricas:

  • número de clientes ativos;
  • contribuição média por cliente ativo;

Deixar esses números saudáveis é deixar a empresa saudável.

Para seguir com o exemplo, vamos supor que nossa empresa fictícia possui 10 clientes ativos.

Ou seja, a contribuição média por cliente ativo é:

= (R$ 9.101,00 – 5.005,55) / 10

= R$ 409,55

Agora que conhecemos quanto cada cliente ativo contribui por mês para sua empresa, perceba que podemos começar a ter previsibilidade e criar um modelo financeiro para a empresa.

Vamos supor que o foco dessa empresa seja adquirir um novo cliente ativo por mês. Vamos ver como isso vai impactar no resultado da empresa em 12 meses.

dicas_do_ceo_metricas

Repare que, conhecendo seus números, você pode transformar uma linguagem de nível estratégico para uma linguagem de nível tático.

Nível Estratégico: “Cada cliente contribui com nosso resultado em R$ 409,55, como nossos custos fixos são de R$ 6.000,00, precisamos alcançar 15 clientes ativos.”

Nível Tático: “Sua meta é chegar a 15 clientes ativos até maio.”

Voltando ao LTV

Agora que temos “a faca e o queijo na mão”, vamos calcular quanto, em média, cada cliente ativo vale para a empresa?

LTV = Contribuição Média Mensal por Cliente Ativo * # número de meses que um cliente ativo fica com a empresa

Em nosso exemplo, já descobrimos a primeira variável de nossa conta. A contribuição média mensal por cliente ativo é R$ 409,55. Agora para saber o número de meses que um cliente ativo fica na empresa, fazemos a seguinte conta:

# número de meses que um cliente ativo fica com a empresa = (1 / taxa de inativação mensal).

É simples. Vamos supor que na empresa fictícia, dos 10 clientes ativos, 1 se tornou inativo. Logo:

taxa de inativação mensal = 1 / 10 = 10%.

Sendo assim, o número de meses que um cliente ativo fica com a empresa é:

= 1 / 10% = 10 meses.

Pronto! Na média, cada cliente ativo vale:

= R$ 409,55 * 10 meses
= R$ 4.095,50

Esse o valor que cada cliente ativo irá contribuir para pagar os custos fixos da sua empresa. O que sobrar é lucro.

No início do artigo mencionamos que uma relação saudável entre LTV e CAC (custo de aquisição de cliente) é de 3 para 1. Isso significa que essa empresa fictícia deveria investir, no máximo, R$ 1.365,17 para adquirir um novo cliente ativo.

Conclusão

Dominar as métricas do seu negócio de comércio B2B é o início para se tornar uma empresa mais “data driven”, ou seja, orientada a dados, não a achismos. As métricas devem ser atualizadas com periodicidade, no mínimo, mensal, e devem ser utilizadas para tomar decisões.

Uma boa prática é calcular as métricas por cohorts. Cohorts são basicamente grupos que possuem uma determinada característica semelhante. Podem ser segmentos de clientes, produtos e até de representantes comerciais. Ter essa visão fará com que você possa fazer uma análise crítica do seu negócio e tomar decisões rumo a excelência.

Dicas do CEO: Como promover a leitura e o aprendizado contínuo em sua empresa?

Olá!

Nos últimos posts tenho falado muito sobre como aumentar a produtividade pessoal. Ou seja, apresentei um conjunto de conhecimentos, hábitos e ferramentas para você utilizar no dia a dia para ser um gestor mais produtivo. Agora é hora de voltar a falar da produtividade da empresa como um todo, ou do setor que você gerencia.

Aqui na Mainô, esse ano implementamos uma gestão por OKRs. Os benefícios de uma gestão por OKRs é algo que vou seguramente apresentar em posteriores artigos. Entretanto, o que é importante entender nesse momento é que a gestão por OKRs envolve o acompanhamento de KPIs (Key Performance Indicator ou Indicadores Chave de Performance). Esses indicadores devem ser cuidadosamente selecionados e acompanhados, de forma que eles indiquem, com pequena margem de erro, o rumo da empresa. KPIs acima da meta, empresa vai bem. KPIs abaixo da meta, empresa vai mal.

A maioria dos KPIs da Mainô estão relacionados a performance de atendimento a clientes, vendas, etc. Entretanto, o DNA da Mainô sempre foi de uma empresa que busca garantir que seus colaboradores estejam em constante evolução. Sem dúvidas, uma das maneiras de ter uma empresa sempre produtiva e em constante evolução, é promovendo uma cultura de aprendizado contínuo.

Por isso, nesse ano de 2019, apresentamos em nossa reunião de kick-off o KPI número 6:

KPI #6: “132 livros serão lidos pelos colaboradores da Mainô.”

É uma ação institucional nossa, um compromisso da nossa empresa em estudar para, cada vez mais, melhorar nosso serviço. E funciona da seguinte forma:

  • Todo funcionário deverá ler um livro por trimestre.
  • Os livros serão definidos pelo gestor do departamento, em conjunto com os funcionários.
  • Os gestores, além de lerem o livro de seu departamento, também lerão outros 4 livros (1 por trimestre) juntamente com a diretoria.
  • Cada funcionário, ao longo do ano, lerá 4 livros (um por trimestre). O gestor lerá 8 (2 por trimestre).
  • Os livros devem ser lidos em conjunto e debatidos em grupo, toda semana.
  • Chamamos os grupos de debates de grupo da cumbuca. Isso porque, a cada reunião, o nome de todos os participantes são colocados em uma cumbuca e um deles é sorteado.
  • O participante sorteado deverá conduzir a reunião, apresentando os conceitos do livro e promovendo o debate de como incorporar os aprendizados no dia a dia de trabalho.
  • Todos os participantes devem ler o(s) capítulo(s) combinado(s) para a semana, pois qualquer um pode ser sorteado. Isso significa que todos devem estar preparados. Isso fará o debate mais rico.
  • Caso o participante sorteado não tenha lido a parte combinada, a reunião é encerrada e adiada para a próxima semana. Isso promoverá o comprometimento dos envolvidos.
  • Aqui na Mainô nós compramos os livros para todos, assim garantimos a participação total.

Essa é uma estratégia para promover uma cultura de leitura e aprendizado contínuo em sua empresa. Uma ideia simples e fácil de implementar.

leitura

Se quiser dicas de livros, estou à disposição! 

Até a próxima!

Dicas do CEO: Série produtividade – Mudando a rotina – Parte 2

Olá!

Esse é o quarto artigo da série produtividade, dentro do Dicas do CEO. Esse artigo é uma continuidade do anterior. Se você ainda não leu o post da semana passada, apresentei três hábitos importantes: dormir cedo, dormir bem e ler diariamente. Caso tenha dificuldades em implementar em sua vida, tanto os hábitos apresentados semana passada, quanto os apresentados neste e-mail, leia esse post.

Uma vez que você entendeu como ele funciona, agora você está no controle! Então é hora de incluir novos hábitos em sua rotina! Quais hábitos você quer mudar? Não sabe ainda? Pois bem, hoje quero trazer mais 3 hábitos que vão tornar você mais produtivo.

Vamos aos três hábitos? Confira abaixo.

Hábito #4) Comece hoje seu dia de amanhã

Você tem a sensação que sua manhã passa rápido demais? Tem a sensação que você acorda cedo, mas nunca dá tempo de fazer tudo que você gostaria antes de ir para o trabalho? Tem a sensação de se sentir atarefado, mas não se sentir produtivo? Então com certeza o hack a seguir vai te ajudar.

Uma das principais coisas que acabam com nossa produtividade é quando, para cumprir uma tarefa, precisamos cumprir diversas subtarefas não planejadas. Vou exemplificar. Você já pensou o quanto você é produtivo ao escovar os dentes? Isso acontece porque você sabe exatamente onde está sua escova de dentes, sabe exatamente onde está a pasta de dentes, sabe como escovar os dentes. E, após terminar, deixa tudo no mesmo lugar para que, quando você precisar novamente, não tenha que perder tempo. Não é verdade?

Apesar de ser um conceito razoavelmente simples, muitas pessoas não se dão conta dessa poderosa ferramenta. Vamos exemplificar novamente. Alguma vez você já foi dormir pensando: “amanhã vou acordar cedo e fazer exercícios antes de sair para trabalhar”, mas, ao acordar, seus planos foram por água abaixo?

A simples tarefa de ir a academia implica numa mudança completa da sua rotina matinal. Uma série de subtarefas e decisões são automaticamente incorporadas a sua rotina. Ao arrumar a bolsa, você percebe que não há meias limpas disponíveis. Então você precisa procurar meias limpas no cesto de roupas para passar. Devo tomar banho ou deixo para tomar banho na academia? Tomo café da manhã ou vou me sentir pesado? Repare que essa série de subtarefas e decisões vão minando seu autocontrole e sua autodisciplina, fazendo você desistir do novo hábito. Sem você se dar conta, seu cérebro está sabotando você.

Como resolver esse problema? Simples. Facilite a tarefa para você e para seu cérebro. Quer ir a academia de manhã cedo? Deixe sua bolsa da academia já pronta no dia anterior. Quer fazer um curso online pela manhã? Deixe o link do curso já salvo nos favoritos. Quer ler um livro logo cedo? Deixe o livro marcado na página e a sua vista.

Aqui vão algumas coisas que eu costumo fazer que me ajudam a ser mais produtivo:

  • Antes de sair do trabalho, organizo minha agenda e minha lista de tarefas do dia seguinte. Penso quando vou fazer cada tarefa e quanto tempo vou levar.
  • A noite, deixo minha bolsa da academia já pronta para o dia seguinte.
  • Deixo o pó do café e a água já na cafeteira (sim, no dia seguinte é só apertar um botão e o café estará pronto).
  • Verifico se tem pão, queijo, etc, para não deixar para comprar pela manhã.

São coisas simples, mas que fazem eu começar o dia de forma super produtiva.

Hábito #5) Reduza a quantidade de decisões que você precisa tomar

Você já percebeu que Mark Zuckerberg, fundador do facebook, sempre aparece nas fotos com uma mesma camisa? Antes que você diga que é um problema de falta de asseio, saiba que ele tem várias camisas iguais.

dicas do ceo

Em 2014, o CEO do Facebook participou de uma sessão de perguntas e respostas abertas ao público. Dentre diversas perguntas, o questionamento que despertou maior interesse de quem assistia foi: “Por que você usa a mesma camisa todos os dias?”

A resposta dele foi que pequenas decisões, como escolher o que vestir ou o que comer no café da manhã, podem ser cansativas e consumir energia, e que ele não quer perder tempo com isso.

Mark sabe que existem milhares de pequenas decisões que tomamos no dia a dia que consomem nossa energia. Devemos guardar energia para as grandes decisões, aquelas que realmente vão impactar nossas vidas e nossos negócios. Segundo um artigo do Wall Street Journal, um adulto toma 35 mil micro decisões todos os dias. O hack aqui é eliminar o maior número de decisões que não agregam muito valor a sua vida.

Acha que estou exagerando? Lembra do Steve Jobs e sua famosa blusa preta com gola alta?

Outro líder que utiliza essa mesma técnica é Barack Obama. Em certa ocasião, ele disse:

“Observem que uso só ternos cinzas ou azuis. Estou tentando reduzir minhas decisões. Não quero tomar decisões sobre o que comer ou vestir, porque tenho muitas outras decisões para tomar.”

Ok, você não quer ser tão radical. Então que tal juntar essa dica com a anterior? Escolha, hoje, sua roupa de amanhã. Mas não mude.

dicas de ceo

*Mônica utilizando técnicas de produtividade para guardar energia para resolver planos infalíveis do Cebolinha.

Hábito #6) Organize a agenda do seu dia

Outro hábito que me ajuda muito a ser mais produtivo é organizar a agenda do meu dia. Por exemplo, reservei um tempo na minha agenda para escrever esse artigo. Parece simples, mas na prática não é. Isso porque, por mais que você se organize e planeje, a vida é feita de imprevistos.

Já passei várias vezes por isso. Organizo meu dia e todas as minhas tarefas, Quando penso que vou ter um dia super produtivo: “Eduardo, tem 5 minutos?”. E 5 minutos se tornam 30, e lá se vai meu planejamento.

Então como lidar com imprevistos?

Costumo seguir CEOs que admiro nas redes sociais, e certa vez li um artigo escrito por Jeff Weiner, CEO do LinkedIn, que apresentou um simples hack que me ajudou a organizar imprevistos: agendar tempo livre.

Isso mesmo, agendar tempo livre resolve 99% dos problemas não previstos. Um CEO deve agendar, no mínimo, uma hora e meia de tempo livre por dia. E o tempo livre deve durante seu horário de trabalho. Dessa forma, passei a mudar minha resposta quando perguntam: “Eduardo, tem 5 minutos?”. “Agora não tenho, mas 11:30 estarei livre. Podemos conversar esse horário?” Caso seja urgente, você pode remanejar o que você está fazendo para o tempo livre, e resolver a urgência. Mas te garanto que você vai se surpreender, pois 90% das vezes não era algo tão urgente assim.

Algumas ferramentas que vão ajudar você a organizar sua lista de tarefas: Google calendar (agenda online), Trello (organizador de tarefas extremamente flexível), Calend.ly (cria um link para que pessoas possam agendar reunião com você), Todoist (organiza tarefas de projetos), Toggl (quantifica quanto tempo você gasta em cada tarefa) e Tomato-timer (utiliza o método Pomodoro, alternando horas de trabalho e descanso numa combinação feita para você alcançar o topo da produtividade.

Lembre-se: somos seres de hábitos. Os nossos hábitos contam muito mais sobre nós do que o que fazemos deliberadamente.

Dicas do CEO: Série produtividade – Mudando a rotina

Olá!

Esse é o terceiro artigo da série produtividade, dentro do Dicas do CEO. Semana passada falei sobre como somos seres baseados em hábitos e mostrei uma metodologia clara e objetiva para remover hábitos ruins do seu dia-a-dia e incluir hábitos bons. Entender como seu cérebro funciona é o primeiro passo para mudar sua rotina e se tornar mais produtivo.

Uma vez que você entendeu como ele funciona, agora você está no controle! Então é hora de incluir novos hábitos em sua rotina! Quais hábitos você quer mudar? Não sabe ainda? Pois bem, hoje quero trazer 3 hábitos que vão tornar você mais produtivo.

Ah, no final do texto, ainda tem um extra: uma dica de rotina para você implementar a partir das 21 horas, que vai fazer você adquirir os três hábitos de uma vez!

Confere.

Hábito #1) Durma bem

Não é a toa que esse é o primeiro hábito da lista. Ele é o mais poderoso e impactante de todos. Pode parecer clichê, mas essa é uma das mais poderosas ferramentas que você dispõe para ter um dia produtivo. O sono é uma arma incrível de recuperação do seu organismo, do corpo e da mente. É durante o sono que um verdadeiro milagre acontece, e seu corpo trabalha para você. Se você dorme mal, não está dando tempo suficiente para que seu organismo se recupere para o dia seguinte. Certamente acordará indisposto, com mau humor, e estará mais propenso a ter um dia ruim. Já quando você tem uma excelente noite de sono, irá sentir-se renovado, e provavelmente terá um dia incrível e produtivo.

Já li relatos de profissionais da saúde onde o ajuste do sono foi responsável por uma queda na taxa de triglicerídios no sangue. Infelizmente ainda hoje vejo muitas pessoas, inclusive empresários e CEOs, negligenciando essa poderosa ferramenta. Tentam embutir nas pessoas a ideia de que dormir menos irá lhe dar mais horas de trabalho. “Durma 4 horas por dia e você terá 4 horas a mais de quem dorme 8 horas”, eles dizem. Acontece que, ao repetir esse processo continuadamente, você estará sobrecarregando seu organismo. É cientificamente comprovado que dormir pouco ou dormir mal (sono interrompido) provoca modificações no humor, na atenção e na capacidade cognitiva.

O segredo é dormir bem (sem interrupções) e o suficiente (7 a 8 horas por dia, geralmente). Não espere um dia produtivo após uma noite mal dormida.

Hábito #2) Durma cedo

Ouço muita gente falar que não consegue dormir cedo, que o cérebro ainda está ligado e não adianta ir se deitar que o sono não vem. Será que realmente seu cérebro ainda está ligado no 220v ou você quem o mantém assim?

Seja sincero, você vai se deitar com seu celular em mãos? Infelizmente, metade dos brasileiros fazem isso. E depois ainda colocam a culpa no sono! Na verdade, não é o sono que não aparece, é você quem o está bloqueando. Certamente, com um celular na mão, você ficará horas e horas de um lado para outro, scrollando seu feed de notícias e alimentando sua ansiedade. Além de manter sua mente em estado de alerta, ansiosa por novidades, o celular ainda emite a famosa luz azul, que comprovadamente deixa as pessoas mais ativas. Durante o dia, os displays (de computadores, celulares) são confortáveis de olhar, pois elas são feitas para parecer o sol. Mas, às 21h, 22h ou 3h da manhã, você provavelmente não deveria estar olhando para o sol.

Esse é um processo natural e cientificamente comprovado. Quando você é impactado pela luz azul, uma mensagem é enviada para seu cérebro parar de produzir melatonina. Acontece que melatonina é o hormônio que controla o sono. É um processo natural. Quando você recebe luz azul entende a mensagem: não é hora de dormir. Mas quando você faz isso a noite, então você tem um problema.

Se você entende que o sono é realmente importante, não apenas para sua saúde, mas para ter um dia seguinte mais produtivo, procure se desligar dos displays e das notícias. Se for imprescindível utilizar o display, ao menos utilize seu celular em modo noturno, que altera as cores, reduzindo a quantidade de luz azul emitida. Se você vai utilizar um notebook, aplicativos como o f.lux (https://justgetflux.com) fazem esse trabalho por você.

Essas são soluções que ajudam, mas não resolvem a grande ansiedade que temos por atualização. Vivemos num mundo cada vez mais online. Existem diversos aspectos positivos decorrentes disso, entretanto, é inegável que estamos nos tornando pessoas mais ansiosas. Temos receio de perder uma última atualização, uma última notícia. Por isso, minha dica é: a noite, livre-se totalmente dos displays! Pelo menos uma hora antes de dormir. Inclua atividades relaxantes a noite como banho, meditação ou leitura.

Falando em leitura, vamos ao terceiro hábito.

Hábito #3) Leia diariamente

Você sabe o que Elon Musk, Oprah Winfrey, Bill Gates, Warren Buffett e Mark Zuckerberg tem em comum, além de serem bilionários e bem sucedidos, é claro? Todos eles reservam pelo menos uma hora por dia para leitura.

Posso dizer seguramente que os maiores insights que tive vieram de livros. É, sem dúvidas, minha principal ferramenta para me tornar um ser humano melhor a cada dia.

Nesse momento você deve estar pensando: não tenho uma hora por dia para ler. Então, te pergunto: você é mais ocupado que o Elon Musk? Que a Oprah Winfrey? Que Bill Gates? Que Warren Buffett? Ou que Mark Zuckerberg?

Então é hora de encarar a realidade: você não tem o hábito de ler. Não ter tempo é somente uma desculpa. Entretanto, começar com 1 hora por dia pode ser intenso demais para quem não está acostumado a ler. Se esse é seu caso, que tal começar com apenas 5 minutos? Isso mesmo, apenas 5 minutos? Isso vai eliminar a desculpa do “não tenho tempo”, certo? Todo mundo tem 5 minutos. O segredo aqui não é quantidade, mas a criação do hábito. Você verá que assim que adquirir o hábito de ler por 5 minutos, passar para 10 minutos, 30 minutos ou 1 hora será a parte fácil.

Então que tal, numa única ação, colocar em prática 3 novos hábitos em sua vida? Quero te propor uma nova rotina a partir das 21:00. Segue o desafio.

21:00 – Verifique sua agenda do dia seguinte e deixe tudo pronto. Por exemplo, se você vai fazer exercícios no dia seguinte, já deixe sua bolsa da academia arrumada.

21:15 – Tome um banho relaxante.

21:30 – Deite-se na cama e certifique-se que nada vai interrompê-lo. Deixe seus eletrônicos longe. Desligue as notificações. Apenas ouvir o celular vibrar é suficiente para trazer ansiedade. Comece a ler um livro.

Leia até dormir.

Repare que é um jogo de ganha-ganha. Se você não dormiu cedo, você leu mais. Se você leu menos, dormiu mais cedo. Não há derrota nesse jogo.

Vamos implantar essa nova rotina? Me conta se funcionou pra você?

*obs: Eu tenho uma lista de mais alguns hábitos aqui comigo. Você acha que vale a pena divulgar mais três hábitos semana que vem?

Dicas do CEO: Série Produtividade – Decisões por impulso

Olá! Você sabia que, todos os dias, você toma aproximadamente 35 mil decisões?

São micro decisões como a forma de escovar os dentes, se vai usar verde ou azul, sapato ou tênis, etc. Todas essas micro decisões são tomadas, em sua grande maioria, por hábitos que temos e não decisões pensadas. E isso é natural, pois seria impossível tomar decisões conscientes de tudo que fazemos. Seria extremamente fatigante para o cérebro. Continue reading “Dicas do CEO: Série Produtividade – Decisões por impulso”

Dicas do CEO: Como acessar os maiores especialistas do Brasil

Olá!

Aqui quem escreve é o Eduardo, CEO da Mainô, e essa é a primeira Dica de CEO de 2019.

Como foi seu ano de 2018? Como estão suas expectativas para 2019?

Eu quero que você compartilhe comigo os resultados práticos que vão acontecer quando você implementar a dica hoje, beleza? Continue reading “Dicas do CEO: Como acessar os maiores especialistas do Brasil”

Dicas do CEO: Qual o plano da sua empresa para 2019?

Olá,

Você já pensou em qual seu plano para 2019? Aproveite esse fim de ano para construir as bases de um 2019 diferente.

Quero te apresentar uma ferramenta prática para te ajudar a pensar estrategicamente. É uma ferramenta poderosa, baseada num grande best-seller, que pode alavancar sua empresa em 2019: a estratégia do oceano azul.

Vou fazer esse texto pouco teórico e muito prático, beleza? Vamos fazer isso em 3 etapas. E depois dessas 3 etapas, vou dar 3 dicas para você elaborar seu planejamento para 2019.

Etapa 1: Liste seus 3 maiores concorrentes.

 

  1. _____________________________
  2. _____________________________
  3. _____________________________

 

Fácil? Agora vamos a etapa 2: pense em 5 ofertas de valores que seus clientes valorizam (ou você acha que valorizam).

 

  1. _____________________________
  2. _____________________________
  3. _____________________________
  4. _____________________________
  5. _____________________________

 

Terceira e última etapa. Construa uma matriz, dando notas de 1 a 5 em cada célula da matriz, onde 5 quer dizer que a sua empresa (ou seu concorrente) oferece esse valor muito bem ao mercado, e 1 significa que sua empresa (ou seu concorrente) não oferece esse valor ao mercado.

 

EmpresaProposta de Valor 1Proposta de Valor 2Proposta de Valor 3Proposta de Valor 4Proposta de Valor 5
Sua empresa
Concorrente 1
Concorrente 2
Concorrente 3

 

Por exemplo, imagine que você é um distribuidor de alimentos, e um dos seus principais diferenciais é variedade de produto. Então “variedade de produto” é uma proposta de valor e, provavelmente, sua empresa é nota 5 neste quesito, enquanto seus concorrentes são notas 1, 2, 3 ou 4.

Outro exemplo, imagine que você é uma empresa contábil. Talvez um de seus concorrentes seja uma contabilidade online e talvez no quesito “preço” você perca, mas no “quesito” consultoria você ganhe.

3 dicas para planejar 2019 baseado na estratégia do oceano azul

Pare um pouco e observa a matriz preenchida. Observe quanta informação preciosa você acabou de colocar no papel. Baseado nesta análise, vou dar algumas dicas de como tornar a concorrência irrelevante em 2019.

Dica 1: Abra espaço para novas ações

A ideia aqui é ajudar você de forma prática, a executar algo diferente da concorrência em 2019. Então observe agora as 5 propostas e valor e pense: qual delas eu quero deixar de fazer?

Sim, como já disse Steve Jobs, inovar é dizer não a centenas de boas ideias. Então pense em qual proposta de valor você poderia deixar de entregar, que economizaria tempo e/ou dinheiro da sua empresa, e abriria espaço para novas ideias. Coragem, simplifique seu produto ou serviço. Simplicidade é a máxima sofisticação.

Um dos exemplos ilustrados pelo livro Estratégia do Oceano Azul é o cirque du soleil. Ele conseguiu inovar eliminando espetáculos que não agregavam mais valor algum, como espetáculos com animais ou astros circenses.

Dica 2: Qual proposta de valor o mercado anseia e ninguém entrega?

Ainda utilizando o exemplo do cirque du soleil, ele incluiu música e danças artísticas, alto então que é novidade para o público circense. Com isso, atraiu um público diferente e de quebra aumentou seu ticket médio.

Repare que ao combinar a primeira dica com a segunda, você consegue realocar recursos (tempo ou dinheiro geralmente) de algo que agrega nenhum ou pouco valor ao mercado, para tentar gerar uma verdadeira disrupção, tornando sua concorrência irrelevante.

O que você pode oferecer hoje que ninguém está oferecendo?

Dica 3: Minimize os riscos, maximize as oportunidades.

Você não pula sobre uma camada de gelo sem antes pisar, certo? Ao realizar esse movimento em sua empresa, é importante executar pequenos testes de mercado, com o objetivo de responder a seguinte pergunta: será que o mercado anseia pela minha nova proposta de valor?

Atualmente existem inúmeras ferramentas para realizar testes de mercado sem precisar gastar fortunas com pesquisas de mercado. Você pode fazer sua própria pesquisa. Aqui vão algumas ideias para validar uma proposta de valor:

  • Visite seus clientes e peça para observar o dia a dia deles;
  • Faça questionários (google forms é uma ótima ferramenta) e envie a seus clientes para entender o que eles precisam;
  • Incentive sua equipe a dar ideias: as melhores ideias vêm de quem lida com os clientes diariamente;
  • Crie protótipos ou MVPs;

Esse é o último Dicas do CEO do ano. Espero que essas dicas lhe ajudem a ter um 2019 próspero!

Foram 15 textos ao longo de 2018. Em 2019, vou dobrar a meta com pelo menos 30 textos.

Vamos com tudo! Conte comigo.