[Dicas do CEO] Você sabe o que são Buyer personas?

Você sabe o que são Buyer personas

Caso a resposta seja negativa, certamente você está perdendo oportunidades de negócio. Descobrindo quem são as nossas Buyer personas, entendemos para quem é feito nosso negócio. Eduardo da Mainô aqui. Esse é mais um Dicas do CEO!

O que são Buyer Personas?

Mainoélson, é você? Calma sei que você não é o Mainoélson.

É só uma pequena brincadeira pra te dar essa dica : tenha o seu Mainoélson.
Buyer Persona, é um é um personagem fictício que criamos. Ele tem 36 anos, é sócio de uma empresa de importação e distribuição. Sua empresa possui 3 anos de mercado, ele já passou da fase de validação do negócio e agora começou a operar com maior volume. Mainoélson precisa agora contratar funcionários para executar o trabalho, e tem medo de tudo sair dos trilhos.

Mainoélson está pronto para ser cliente da Mainô.

Mainoélson é o que chamamos de buyer persona.

Personas são criadas para representar o seu cliente ideal.
Sempre que escrevemos um texto, quando gravamos um vídeo ou quando desenvolvemos uma funcionalidade em nosso software de gestão, nós fazemos para atender um problema da nossa persona. A buyer persona vai muito além de um público generalizado. Você deve buscar entender as dores, comportamentos e o que leva sua persona a tomar decisões por exemplo. Falamos em outro post sobre como seu publico alvo se torna um lead, que nada mais é que um cliente interessado em seus produtos e serviços através de um relacionamento com a sua empresa.

Buyer personas

Já pensou como seria se seu cliente pudesse participar de todas as reuniões da sua empresa? Isso certamente ajudaria a tomar decisões melhores, certo? A persona é a forma de, como o nome diz, personificar seu cliente, ajudando na tomada de pequenas decisões do dia a dia.

Como é o seu Mainoélson? Ficarei feliz de conhecê-lo, deixe ai nos comentários.

Esse foi mais um Dicas do CEO. Até a próxima.

Dicas do CEO: 10 dicas práticas de como dar feedback

Olá ,
Eduardo, aqui da Mainô. Tudo bem?

No post anterior falei sobre as reuniões 1:1 e como elas podem ser uma excelente ferramenta para aumentar o engajamento do time e melhorar a comunicação.

As reuniões 1:1 são uma excelente oportunidade para trocar feedbacks. Falamos em outro post de forma profunda sobre este tema. Você pode acessar aqui

Mas será que estamos preparados para isso? Sabemos dar feedback? Sabemos ouvir feedback?

10 dicas para uma boa reunião 1:1

Este é o passo a passo para aplicar o feedback. Vamos lá:

  1. Comece dizendo o que você aprecia na pessoa. Todos têm um lado positivo, então procure começar a reunião com um elogio;

  2. Cuidado com o “mas”, ele pode invalidar seu elogio. Por exemplo: “Você é muito inteligente, mas não está se saindo muito bem.” Repare que o “mas” praticamente invalidou o ponto positivo que você ressaltou. Ao invés disso diga: “Queria dizer que eu admiro muito sua inteligência e como você consegue resolver os problemas rapidamente.”. Depois fale sobre o ponto de melhoria. São oportunidades diferentes;
  3. Após ressaltar o ponto positivo, fale sobre o ponto de melhoria;
  4. É muito melhor quando a pessoa toma consciência por si só dos problemas. Antes de citar o ponto de melhoria, por que não verificar se a própria pessoa já tomou consciência do problema? Ao invés de dizer: “você não está batendo às metas, o que está havendo?”, porque não perguntar: “como você avalia seus resultados?”. Existe uma grande chance de a pessoa citar exatamente aquilo que você queria dizer. Tente guiar a conversa com boas perguntas. Assim você evita dar respostas e pratica auto-responsabilidade na pessoa;
  5. Fale do “porquê”. Se o ponto de melhoria é, por exemplo, uma meta não batida, tente mostrar como passar a bater as metas pode ajudar a pessoas nos objetivos dela, não nos seus;
  6. Não seja generalista, dê exemplos. Evite dizer “Você é muito disperso.”. Ao invés disso, dê exemplos: “Na reunião de ontem você estava no celular enquanto estávamos discutindo um ponto importante”;
  7. Elogios podem ser dados em público, mas falar dos pontos de melhoria, é importante que seja no privado;
  8. Mas cuidado, algumas pessoas não gostam de exposição. Trate-os da maneira mais confortável para eles;
  9. Peça feedback para seus liderados. É incrível o quanto as pessoas que trabalham com você podem ajudá-lo a enxergar pontos de melhoria que você não vê;
  10. Explique previamente como funciona a reunião, e explique como a pessoa deve receber feedback. Explique que ela deve evitar se justificar ou jogar a culpa para outra pessoa, que não é uma reunião de acusações.
    A finalidade é alinhamento e crescimento profissional.

Dica Extra:

Todo feedback é bom, quando é dado com sinceridade e amor.

Até a próxima!

Dicas do CEO: Reuniões 1:1

Olá,

Eduardo, aqui da Mainô. Tudo bem?

No post anterior falei sobre o poder que uma equipe engajada e metas claras, tem no sucesso de uma empresa.

Um dos meus maiores desafios como CEO da empresa é receber informações sobre os problemas que acontecem no dia a dia da empresa, rápido o suficiente para que possa tomar decisões mais preventivas.

Aqui na Mainô posso dizer que, graças ao extremo engajamento do nosso pessoal, recebo esse tipo de informação a tempo para resolver problemas. Muitas vezes são problemas tão grandes que, se demorasse mais um mês para tomar conhecimento, talvez comprometesse todo negócio. Neste ‘Dicas do CEO” falei um pouco sobre outros valores que mantemos e nossa cultura empresarial

Como conseguir o engajamento de sua equipe?

Para que você, gestor, possa receber esse tipo de informação, é preciso criar um espaço propício para que isso aconteça.

Daí vem a ideia das reuniões 1-1, ou one-on-one.

Reuniões 1-1 são reuniões periódicas entre um gestor e seu liderado. Elas não trazem benefícios somente às empresas, também possuem um impacto enorme na vida de um colaborador.

Imagine, com uma única ferramenta:

  • Melhorar o fluxo de informações na empresa de baixo para cima e possibilitar ações mais rápidas e preventivas;
  • Melhorar o engajamento dos colaboradores através de feedback, direcionamento e desenvolvimento de carreira;
  • Aumentar a confiança na relação entre gestor e liderado.

A grande maioria dos colaboradores em uma organização se sente pouco ouvida. Sente ainda que recebe pouco direcionamento e pouco feedback. As reuniões 1:1 são uma chance incrível para alinhar os objetivos da empresa com os objetivos de carreira de cada funcionário.

Aqui na Mainô não apenas faço reuniões 1:1 com os gerentes da minha diretoria, como também incentivo (e cobro) que os mesmos façam essas reuniões com seus liderados. Assim cultivamos uma cultura onde ocorre um alinhamento constante entre líderes e liderados.

Alinhamento de objetivos = Engajamento = Resultados.

Experimente.

Até a próxima!

[Dicas do CEO] Metas: A fórmula do sucesso de qualquer empresa

Olá,

Eduardo, aqui da Mainô. Tudo bem?

Quero falar hoje sobre a fórmula do sucesso de qualquer empresa. Não importa a área de atuação, não importa o produto, não importa o mercado. A fórmula é basicamente a mesma.

Pessoas boas e unidas em torno de um objetivo claro. Eduardo, é só isso? Sim, é só isso.

É fácil conseguir? Não. Se você acha fácil, provavelmente acha que tem a fórmula do sucesso, mas não tem.

Encontrar pessoas boas é difícil. Mantê-las unidas é um desafio.

Criar metas claras é um desafio (pesquise sobre metas SMART). Alinhá-las aos objetivos estratégicos e comunicar isso claramente é outro.

Juntar tudo isso na mesma empresa é mais complicado ainda.

Pra qual meta você está trabalhando? Se ainda não sabe o motivo da existência da sua empresa veja esse post, com certeza irá te ajudar!

Tudo, absolutamente tudo que qualquer pessoa na sua empresa faz, deveria estar relacionada a uma meta, que por sua vez está relacionada a um objetivo estratégico, que por sua vez contribui para um propósito maior.

Certa vez, perguntaram a um faxineiro que trabalhava para a NASA durante o projeto Apollo 11 o que ele estava fazendo tão tarde lá e porque ainda não havia ido pra casa. Ele respondeu: “Estou ajudando o homem a ir a lua”.

Todo mundo na sua empresa entende os objetivos da organização? As metas de equipe ajudam esse objetivo? Sua meta individual contribui para um propósito maior?

Vai pensando que eu volto semana que vem.

Não esqueça de deixar o seu comentário!  Até o próximo Dicas do CEO.

[Resolvido] Entenda o Funil de Vendas

Olá,

Eduardo da Mainô aqui. Tudo bem?

No post anterior do Dicas do CEO, apresentei um case de um funil comercial e deixei um desafio. Vamos relembrar:

 

 

Se o funil apresentado acima fosse o da sua empresa, qual seria a primeira ação que você tomaria?

Recebi diversas respostas e queria destacar alguns trechos:

“…está tendo uma perda muito grande no caminho…”

“Algum processo precisa ser modificado ou melhorado.”

“…o número de contatos estabelecidos em relação aos clientes prospectados está, no meu modo de entender, razoável…”

“…precisa aumentar o número de visitas comerciais…”

“…seria necessário fazermos uma análise de mercado para pontuarmos onde o nosso produto ou serviço apresenta falha…”

Vamos analisar os fatos:

Prospecta-se 360 contatos mensalmente

O volume pode ser aumentado? Depende se há demanda de mercado. O funil converte 5,55% das prospecções em venda, então ao aumentar o volume de prospecções, é preciso entender se essa taxa de conversão não vai cair.

Estabelece-se contatos em 80% dos casos

É uma excelente taxa. Geralmente listas frias tem um percentual muito menor de sucesso no contato. Então esse percentual alto pode indicar duas coisas:

  • É uma lista fria com excelente qualidade e vale a pena ser trabalhada;
  • É uma carteira de clientes conhecida com o qual o vendedor já tem relacionamento.

Se for o primeiro caso, melhor dos mundos. Tudo indica que é possível escalar às vendas por esse caminho. Se for o segundo caso, você não conseguirá escalar às vendas rapidamente por essa estratégia, visto que você provavelmente não conseguirá dobrar o número de clientes na sua carteira em pouco tempo.

A maior perda está de “contato estabelecido” para “visita comercial”

A cada 4 contatos estabelecidos apenas uma visita é marcada. Se eu fosse gerente comercial dessa empresa, esse seria meu primeiro ponto de análise. Visto que se estabelece um contato, porque ele não gera uma visita comercial? Nesse caso é necessário acompanhar de perto o trabalho comercial para identificar se o discurso está correto. Aqui na Mainô gravamos todas as ligações comerciais através de uma ferramenta chamada Total Voice. Assim podemos, semanalmente, avaliar as principais objeções e melhorar o discurso.

É verdade que as cold-calls tradicionais, aquelas que ligam para falar do produto e para marcar uma reunião sem entender profundamente o lead, não funcionam. Entretanto, ligar para agregar valor e coletar informações, pode ser uma excelente alternativa para crescer rapidamente no mercado. Não faltam casos de sucesso para sustentar isso!

“Respeitar o cliente, é tentar entendê-lo antes de querer receitar uma solução!” _Jacco Vanderkooij

Então antes de vender, converse e entenda seu possível cliente, isso é respeitar ele e o tempo dele!

70% das visitas geram propostas

Aqui mora uma pegadinha. Parece um índice bom, mas se 30% das visitas não geram sequer uma proposta, talvez a visita não deveria ter ocorrido. 30% do tempo de visita do seu comercial está sendo desperdiçado, provavelmente é um cliente que não tem FIT com o produto, e a reunião não fazia sentido de ser marcada.

40% das propostas fecham

40% é um excelente índice. Demonstra que, quando você consegue uma reunião que transmite valor,  você consegue vender.

Conclusão

Analisando o funil, é possível identificar melhor os gargalos, baseado em dados e tomar ações concretas. O primeiro passo é, de fato, construir o funil e, para isso, é fundamental utilizar ferramentas de CRM. Dá para fazer com excel? Sim, mas os dados são serão muito confiáveis.

Aqui na Mainô utilizamos diversas ferramentas que vão do Marketing a Vendas, como RD Station, Exact Sales e Pipedrive. Essas ferramentas, além de automatizar diversas atividades, permitem que os relatórios sejam extraídos de forma simples, apoiando a tomada de decisão.

O que achou deste artigo? Deixe seu comentário.

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Dicas do CEO: Nova série – Métricas que todo distribuidor deve monitorar

Olá,

Eduardo da Mainô aqui. Tudo bem?

O post de hoje inicia uma nova série, que é direcionada aos gestores de uma empresa de comércio e distribuição. Esse texto é baseado em alguns artigos que tive acesso da indústria de distribuição americana. Então, o que você vai encontrar nessa série é o que há de mais avançado em gestão.

Você deve ler esse artigo se:

 

  • É gestor em uma empresa de comércio e distribuição (distribuidoras, importadoras, fabricantes, indústrias, etc);

 

  • Acredita que pode estar perdendo dinheiro porque seu estoque está no seu depósito por muito tempo.

 

  • Acredita que tem problemas com baixa rotatividade e estoque obsoleto.

 

  • Quer resolver esses problemas e evitá-los no futuro.

 

Só se pode gerenciar, o que se pode medir. E no post de hoje, vou falar sobre um dos mais importantes KPIs para uma empresa que trabalha com estoque: o Retorno do Investimento sobre o Estoque.

Retorno do Investimento sobre o Estoque

O retorno do investimento sobre o estoque, basicamente informa como a sua empresa transforma seu estoque em lucro. Quanto maior, melhor. Simples o suficiente para você não ter desculpas para não monitorar. 🙂

Um índice superior a 1, indica que você vende o seu inventário a um preço superior ao custo de aquisição. Quanto mais alto esse índice, maior a lucratividade.

Para calcular, divida sua margem bruta pelo custo médio de estoque.

Retorno do Investimento sobre o Estoque = (margem bruta) / (custo médio do estoque)

Se você tiver um índice de 1,57, por exemplo, isso indica que você está recebendo R$ 1,57 em lucro bruto para cada R$ 1,00 investido em seu inventário.

Pergunta: Obviamente é preciso obter um valor maior que 1, o que significa que as vendas do seu inventário são lucrativas. Mas existe um valor ideal para esse índice?

Não há um “número certo” para o índice. Todos os negócios de atacado e distribuição são únicos, os tipos de clientes, os preços dos produtos e as margens podem variar muito. Medir esse número é importante por três motivos:

  • Acompanhar sua produtividade e trabalhar para melhorá-la.
  • Analisar quais produtos, segmentos de mercado, categorias de mercadorias e departamentos são os mais produtivos para gerar lucro para o seu negócio.
  • Se comparar com a concorrência (benchmark).

Quer se aprofundar em gestão de estoque? Recomendo esse post: https://blog.maino.com.br/planejamento-de-estoque-inimigo-ou-aliado/

Até semana que vem.

Dicas do CEO: 25 dicas rápidas de gestão

Olá! Tudo certo?

Recentemente li o livro dos fundadores de uma empresa chamada 37 signals, Jason Fried e David Heinemeier Hansson. Ele é um livro muito direto, com 25 ensinamentos práticos pra dar uma chacoalhada na sua gestão e, consequentemente, na sua empresa.

Essas são as 25 dicas que encontrei no livro. 

1) Quanto mais pesado um objeto, mais difícil é alterar seu curso. Isso vale os negócios. Mantenha-se leve, com o custo de mudança baixo.

2) Faça primeiro o básico bem feito antes de tentar novas alçadas.

3) Jamais diga “vou pensar”. Decida. Você não precisa de tempo para pensar, no máximo, ajuda para decidir.

4) Não é porque uma decisão foi tomada que não se pode voltar atrás. As pessoas ao seu redor precisam entender essa dinâmica.

5) Procure diariamente rotinas para eliminar e processos para simplificar.

6) Coloque sua energia nas necessidades humanas que vão durar 10 anos ou mais.

7) Fique atento aos subprodutos de sua empresa. Você pode comercializá-los? Eles são úteis para algum parceiro?

8) Defenda-se das interrupções. Defina um horário para concentração total e deixe isso claro para as pessoas que trabalham com você.

9) Feito é melhor que perfeito.

10) Faça menos coisas, entregue mais valor.

11) Sua empresa é uma extensão de si mesmo. Coloque nela seus valores.

12) Sua empresa deve comprar uma causa, despertar sentimentos e empolgar as pessoas.

13) “Se eu tivesse escutado os consumidores teria dado a eles um cavalo mais rápido.” _Henry Ford. Dê a seu cliente o que ele precisa, não o que ele quer.

14) Crie o hábito de dizer não. É difícil, mas você consegue.

15) Guarde as ideias novas e esqueça-as por 1 semana. Talvez elas não sejam tão boas assim, apenas é você que está muito empolgado achando que achou a solução para todos os problemas.

16) Aquilo que seu cliente te fala e você não consegue esquecer é de fato o mais importante.

17) Construa um público e ensine-os mais que a concorrência.

18) Busque mídia especializada.

19) Ofereça uma amostra grátis do seu serviço, acostume seus futuros clientes.

20) Marketing não é um departamento. TUDO que você faz é marketing.

21) Ao contratar, esqueça currículos. Peça aos candidatos algo personalizado: “por que a sua empresa?”.

22) Esqueça os currículos novamente. O que uma pessoa já fez importa menos que o quanto ela é capaz de fazer.

23) Contrate os melhores talentos, onde quer que eles estejam.

24) Delegantes são peso morto.

25) Acabe com as palavras necessário, impossível e fácil.

E aí, o que dá para aplicar a partir de hoje?

Dicas do CEO: E se a empresa se tornar maior que o empreendedor?

Olá !

No post de hoje quero compartilhar uma importante lição que aprendi numa reunião com um importante diretor de um órgão público. Por motivos óbvios, não revelarei o nome das pessoas. Esse diretor me contou a história de seu pai, um empreendedor.

No início da década de 60 o conceito de assistência técnica autorizada não existia no Brasil. O pai desse meu conhecido, que chamarei aqui de João, foi um dos primeiros a identificar essa oportunidade. Com o crescimento do número de televisores no Brasil, era uma iminente oportunidade.

Demonstrando um exímio faro para negócios, o empreendedor, um excelente técnico, montou uma das primeiras autorizadas do Brasil. E deu muito certo. O negócio logo prosperou. Ele soube identificar uma excelente oportunidade. Durante aproximados 10 anos o negócio foi uma importante fonte de renda para sua família, mantendo-os em um estilo de vida muito acima da média. Foram tempos de vacas rechonchudas. 

Entretanto, aos poucos a concorrência começou a aparecer. E aos poucos, esse empreendedor começou a perder mercado. Após 10 anos de fundação, foi obrigado a fechar a empresa no vermelho e vendeu seu negócio por um valor simplório.

O que deu errado?

Ao relatar a história, seu filho descreveu um pecado capital desse empreendedor, que me remeteu a este artigo que escrevi há alguns meses: ele era um empreendedor com mentalidade lifestyle business. Empreendedores com essa mentalidade tem o objetivo exclusivo de sustentar um determinado nível de renda e desfrutar de um estilo de vida. Esse tipo de empresa se caracteriza por distribuir seus lucros entre os sócios e reinvestir pouco ou nenhum capital. Muitas vezes os próprios sócios executam o trabalho operacional.

E foi exatamente isso que aconteceu. Ele soube identificar uma excelente oportunidade, mas em algum momento o negócio se tornou maior que o empreendedor. Ele não se preocupou em melhorar a gestão de seu negócio, simplesmente porque tinha uma mentalidade lifestyle, e não uma mentalidade Scale Up.

Empreendedores com mentalidade de crescimento tem uma preocupação, desde o início, com escalabilidade. Sonham grande. Geralmente se caracterizam por pouca ou nenhuma divisão de lucros. Os sócios de uma Scale Up buscam assumir cada vez mais um papel estratégico e menos operacional, ainda que, num primeiro momento, isso comprometa seu próprio bolso.

Se você tem um negócio, prepare-se para dar certo. Faça frequentemente o exercício de pensar na próxima fase do seu o negócio.

“E se isso der certo, quais habilidades vou precisar diante desse novo cenário?”

Certamente isso encurtará seu caminho e fará de você um empreendedor mais preparado para os desafios empresariais.

Dicas do CEO: 5 dicas de livros para seu grupo da cumbuca

Olá!

Em um Dicas do CEO dei uma ideia simples para você colocar em prática na sua empresa: o grupo da cumbuca! Se você não sabe o que é o grupo da cumbuca, dá uma lida aqui.

Devido a esse post, recebi diversos e-mails, pedindo não apenas dicas de livros, mas o tipo de leitura que pode ser implementada na dinâmica da cumbuca. Sendo assim, no “dicas” de hoje, quero compartilhar quais livros lemos aqui na Mainô, além de algumas recomendações pessoais para esse exercício.

#1 Gerenciamento da rotina do trabalho do dia a dia

Trata-se do livro que todo gestor na Mainô deve ler. Neste livro, Vicente Falconi, um dos mestres da administração brasileira, vai ensinar sua empresa a se tornar uma organização eficiente, que implementa rotinas de melhorias contínuas em seus processos. Esse livro também é de fundamental importância para que cada funcionário, estando ele em qualquer nível hierárquico, compreenda a importância do seu papel na empresa.

Quando é indicado: Esse livro é indicado para treinar novos gestores, pois introduz, de forma prática, conceitos de administração. Também pode ser útil para todos os funcionários da empresa, principalmente em fase de crescimento, quando há uma necessidade de se implementar processos.

#2 Mindset, a nova psicologia do sucesso

Quem nunca ouviu em sua empresa algum funcionário dizer: “se eu tivesse nascido rico….”, “se eu tivesse oportunidade…”, ou outras declarações que demonstram crenças limitantes. Não seria bom se todos os colaboradores da empresa se desprendessem das amarras de impedem, tanto o crescimento profissional, quanto o da empresa?

Infelizmente, principalmente no Brasil, onde temos uma cultura de não nos responsabilizarmos por nossos resultados (“a culpa é dos portugueses que levaram nossa riqueza…”), esse livro é extremamente necessário. A autora, Carol Dweck é uma renomada psicóloga da Universidade de Stanford, que estudou a relação entre a atitude mental e o sucesso.

Muitas vezes acreditamos que o sucesso depende somente de nossas habilidades ou talento. Entretanto, como nós enfrentamos as situações da vida pode ser um fator muito mais relevante.

Quando é indicado: Esse livro é super indicado para que todos os funcionários da empresa possam desenvolver a auto responsabilidade, creditando a si mesmo seu sucesso ou fracasso. Pode ser que, após a leitura coletiva deste livro, nem todos os colaboradores absorvam e implementem o que aprenderam. Entretanto, aqueles que conseguirem, certamente se destacarão. E você, como empreendedor, ganhará novas lideranças.

#3 Organizações Exponenciais

Organizações é um daqueles livros blowing mind. Ele disseca as novas organizações que estão dominando o mundo, e expõe o que elas possuem em comum. Basicamente é um checklist que contém os fatores de sucesso das empresas do presente e futuro.

O conceito de Organização Exponencial (Exponential Organization – ExO) surgiu na Singularity University. Seu conceito base já foi explorado em alguns livros de gestão, mas certamente este livro traz uma nova roupagem. Trata-se do Propósito Massivo Transformador, o PTM! O PTM é uma declaração de como a empresa pretende fazer a diferença no mundo. Já falei sobre propósito em diversos artigos do dicas do CEO, mas esse aqui, em especial, dá um passo a passo sobre como identificar seu propósito.

Em torno do propósito, o livro apresenta 6 ideias que sua organização deve adotar para existir no futuro (talvez até no presente), e 6 formas de escalar o propósito.

Quando é indicado: Esse livro é indicado para todo CEO ou líder que pretende levar sua empresa para o futuro.

#4 A Estratégia do Oceano Azul

A Estratégia do Oceano Azul é um livro para repensar a estratégia de sua empresa. Em 2005, W. Chan Kim e Renée Mauborgne escreveram essa obra-prima da estratégia, que ensina o passo a passo para detectar e explorar novos mercados, livres de concorrentes. Eu já publiquei um artigo explicando como colocar a estratégia do oceano azul para “rodar” em sua empresa, de uma forma muito simplificada. por isso, recomendo fortemente você ler meu artigo, mas também ler o livro completo.

Quando é indicado: O ideal é que este livro seja lido pelo CEO e pelas principais lideranças da empresa, em especial, pelo CMO (Chief Marketing Officer – ou diretor de marketing). Existem uma série de sintomas que indicam que você precisa ler este livro. São eles:

  • Você sente que a concorrência em seu setor é muito forte;
  • Se você aumentar seu preço hoje suas vendas imediatamente vão cair;
  • Você está em um mercado altamente comoditizado.

#5 O Poder do Hábito

Posso dizer seguramente que esse foi um dos livros mais importantes da minha vida. Através do que aprendi com ele alcancei meus principais objetivos até hoje. E boa parte do conteúdo já compartilhei com vocês na série produtividade, dentro do Dicas do CEO, que começa com este artigo.

Basicamente o livro vai explicar como funciona seu cérebro e como você pode hackeá-lo para, deliberadamente, moldar seus hábitos. A partir daí você poderá, continuadamente, implementar novos hábitos positivos (e se livrar dos negativos).

Quando é indicado: Se você quer uma ferramenta para se tornar uma pessoa melhor e mais produtiva, assim como poder oferecer coach a seus liderados sobre como implementar novos hábitos de sucesso, talvez essa seja a hora certa para este livro.

Vocês já leram alguns desses livros livros? Tem mais algum que não pode ficar de fora num grupo de discussão?

Dicas do CEO: Meta ou Estratégia, quem manda na sua empresa?

Olá,

Dicas do CEO aqui.

Quem manda na sua empresa, a meta ou a estratégia?

A Mainô vem crescendo em torno de 50% ao ano, ao longo dos últimos 3 anos. Apesar de ser um bom resultado, eu nunca fiquei muito satisfeito. Ao longo desse tempo desenvolvemos uma estratégia que nos permitiu chegar a esse crescimento. Então sempre pensei em melhorias incrementais. Aprendi a crescer 50%, agora preciso aprender a crescer 60%. Agora 70%.

Até que percebi que a estratégia estava mandando na Mainô, não a meta. E percebi que eu seria, no máximo, do tamanho dos meus sonhos. E eu queria sonhar mais alto. Mas ainda não entendia o que estava me limitando.

O podcast que mudou minha forma de pensar

Foi aí que eu ouvi um podcast do Flávio Augusto, dono do WiseUp, uma das maiores escolas de inglês do Brasil. Neste podcast ele explicou como ele chegou nas 100 primeiras unidades do curso. Ele montou unidade por unidade. E conforme ia tendo sucesso, deixa uma gerente encarregado pela unidade e montava outra. Conseguiu chegar até 40 unidades desse jeito, até perceber que a estratégia estava errada.

O Flávio constatou que não ia conseguir chegar às 100 lojas (meta) com essa estratégia. Ao invés de adaptar a meta a estratégia, ele mudou a estratégia: passou a adotar o modelo de franquias. Com esse modelo ele conseguiu chegar às 100 unidades (hoje tem mais de 400).

Flávio também adotou ferramentas de tecnologia para permitir esse crescimento. Esse podcast ele falou sobre como a adoção de uma ferramenta de CRM e um ERP desbloqueou o crescimento da sua empresa. Segundo ele, são as pessoas quem fazem um negócio crescer, mas não adotar ferramentas tecnológicas pode estar bloqueando esse crescimento.

E na sua empresa, quem manda: meta ou estratégia? Você está preparado para alcançar a meta?