Gestão de estoque: 9 conceitos práticos para seu negócio

Gestão de estoque

Profissional efetuando a gestão de estoque

Toda empresa necessita de uma boa gestão em relação aos seus departamentos, sendo assim, o estoque é praticamente o protagonista e é considerado por muitos “pulmão das organizações”, principalmente as ligadas à distribuição de produtos. O risco existente nas operações são gigantescos, podendo ser observados em situações que façam o produto se tornar obsoletos ou então sofrido algum tipo de avarias/perdas.

A prática de gestão de estoque está ligada a uma série de preocupações, que para controlar são necessárias medidas de avaliação com base em indicadores e métricas para ajudar a ajustar comportamentos que tragam qualquer tipo de danos para os produtos e dessa forma, não ter a chance de forçar o descarte. Segundo Ronald Ballou, “A escolha de uma boa estratégia de logística exige o emprego de grande parte dos mesmos processos criativos inerentes ao desenvolvimento de uma boa estratégia corporativa. Abordagens inovadoras de estratégia de logística podem proporcionar vantagens competitivas”.

Como melhorar a minha gestão de estoque de forma inteligente?

As buscas incessantes de melhoria para o processo de aprimoramento e gestão são automaticamente convertidos em benefícios, barateando o manuseio dos produtos e conduzindo as operações de vendas ao consumidor final, com um preço bem mais justo e competitivo, fazendo com que a empresa se torne uma grande vitrine atraindo diversas novas possibilidades de negócio e tendo a condição fazer cotações em maior escala com preços palpáveis, aumentando o giro de estoque e uma nova demanda atendendo cada vez mais clientes.

Dos maiores distribuidores aos menores, vale ressaltar o cuidado com as condições de acomodação dos produtos, pois muitos deles possuem prazos de validade ou até mesmo, uma fragilidade maior aos outros. A estrutura a ser utilizada pela empresa, deve ser de acordo com produto que pretende trabalhar, ou então estar preparado para acomodar qualquer tipo de produto, como por exemplo: 

 

  • Medicamentos, alguns tipos de alimentos, e até mesmo sorvete devem ser acomodados dentro de câmaras frias com controle de temperatura. 

 

  • Produtos com prazo de validade, devem ser acomodados de forma ágil e que facilite a saída de acordo com FIFO (Primeiro que entra, primeiro que saí), para que o controle seja impecável evitando rupturas no estoque por mercadorias vencidas.

 

Existem vários métodos, conceitos e práticas para gestão de estoque que resolvem as problemáticas do dia a dia, fazendo com que a empresa tenha cada vez mais qualidade em seus serviços e produtos, vou falar sobre algumas práticas e como elas geram impactos com base em um bom controle.

Conheça as 9 melhores práticas na gestão de estoque intelingente

Curva ABC:

É conhecido como análise ou conceito de Pareto, tem por objetivo criar categorias para os produtos correlacionando a um grau de importância dentro do estoque, dividindo em três partes estabelecendo assim a importância de 80% como A, 20% como B e C. Com essa análise, fica bem claro qual o produto tem mais valor agregado em estoque, não somente por preço de venda e sim por maior movimento, dando o entendimento que é imprescindível a existência deles no estoque. Todos os outros produtos, tem sua parcela de importância também e é importante tê-los, pois de certa forma, seus clientes compram eles.

Diagrama de Ishikawa:

Conhecido com espinha de peixe, esse método é muito útil para identificar problemas dentro dos processos adotados pela empresa, ele tem como premissa a organização das informações e para identificar as causas e efeitos durantes as atividades.

Previsão de demanda:

Esse método tem como base a previsão de atendimento ao seu mercado, fazendo com que você consiga ter uma base das quantidades necessárias para atender seus clientes, evitando compras emergenciais que aumentam muito os custos com as operações. Pode ser utilizado para prever as compras futuras de um produto ou então de todos estoque, sendo separadas em alguns métodos diferentes, sendo eles: Período Sazonal, Suavização Exponencial, Média Móvel.

Período Sazonal

Essa previsão é voltada para empresas que seu negócio seja extremamente sazonal adotando a análise diretamente referente ao período de crescimento ou declínio da demanda de anos anteriores para serem usados como base.

Suavização Exponencial

A única diferença entre a suavização e a média é que para calcular, será adicionado um peso para o período levado em consideração, por exemplo: a avaliação feita com base nos últimos anos terá menos peso que a dos últimos meses.

Média Móvel

Para utilizar esse tipo de previsão, é necessário ter conhecimento sobre sua demanda e identificar se existe variação na execução das vendas. Sendo a demanda variável, pode ser feita a média móvel com base nos três últimos meses ou anos para projetar o próximo período.

Giro de estoque: qual a importância na gestão de estoque?

O Giro de estoque tem por sua característica, trazer dados como quantas vezes o produto ou estoque teve necessidade de reposição, auxiliando no entendimento das futuras compras e ele pode ser alinhado a curva ABC, e deve ser realizado após o inventário, para que você consiga dados consolidados. Saber sobre o movimento que o seu produto está fazendo é fundamental para o gerenciamento do estoque.

FIFO e LIFO:

Nacionalmente conhecidos como PEPS (Primeiro que entra, primeiro que sai) e UEPS (Último que entra, primeiro que sai), esses métodos podem ser utilizados de diferentes formas baseado na necessidade de agilidade do fluxo do estoque ou até mesmo fora dele. Um bom exemplo de como utilizá-los, é da seguinte forma:

PEPS

Produtos que tem maior saída do estoque, sempre devem ser primeiro nas partes iniciais ou intermediárias do estoque e mantém assim, uma busca sempre pelo mais antigo em estoque para que ele tenha uma saída imediata.

UEPS

Pode ser facilmente aplicado na parte de transporte, onde a mercadoria que vai sair por última, é acomodada primeiro dentro do veículo.

Esses são alguns métodos que certamente vão ajudar na sua prática de gestão de estoque, fazendo com que os custos sejam reduzidos, evitando rupturas e compras desnecessárias, maximizando os lucros e melhor fluxo de trabalho.

Se você deseja se aprofundar ainda mais neste assunto nós temos um Guia de gestão de estoque gratuito para para Distribuidoras, Indústrias e Importadoras, com algumas dicas que podem melhorar ainda mais o controle de estoque da sua empresa.

 

Dicas do CEO: Nova série – Métricas que todo distribuidor deve monitorar

Olá,

Eduardo da Mainô aqui. Tudo bem?

O post de hoje inicia uma nova série, que é direcionada aos gestores de uma empresa de comércio e distribuição. Esse texto é baseado em alguns artigos que tive acesso da indústria de distribuição americana. Então, o que você vai encontrar nessa série é o que há de mais avançado em gestão.

Você deve ler esse artigo se:

 

  • É gestor em uma empresa de comércio e distribuição (distribuidoras, importadoras, fabricantes, indústrias, etc);

 

  • Acredita que pode estar perdendo dinheiro porque seu estoque está no seu depósito por muito tempo.

 

  • Acredita que tem problemas com baixa rotatividade e estoque obsoleto.

 

  • Quer resolver esses problemas e evitá-los no futuro.

 

Só se pode gerenciar, o que se pode medir. E no post de hoje, vou falar sobre um dos mais importantes KPIs para uma empresa que trabalha com estoque: o Retorno do Investimento sobre o Estoque.

Retorno do Investimento sobre o Estoque

O retorno do investimento sobre o estoque, basicamente informa como a sua empresa transforma seu estoque em lucro. Quanto maior, melhor. Simples o suficiente para você não ter desculpas para não monitorar. 🙂

Um índice superior a 1, indica que você vende o seu inventário a um preço superior ao custo de aquisição. Quanto mais alto esse índice, maior a lucratividade.

Para calcular, divida sua margem bruta pelo custo médio de estoque.

Retorno do Investimento sobre o Estoque = (margem bruta) / (custo médio do estoque)

Se você tiver um índice de 1,57, por exemplo, isso indica que você está recebendo R$ 1,57 em lucro bruto para cada R$ 1,00 investido em seu inventário.

Pergunta: Obviamente é preciso obter um valor maior que 1, o que significa que as vendas do seu inventário são lucrativas. Mas existe um valor ideal para esse índice?

Não há um “número certo” para o índice. Todos os negócios de atacado e distribuição são únicos, os tipos de clientes, os preços dos produtos e as margens podem variar muito. Medir esse número é importante por três motivos:

  • Acompanhar sua produtividade e trabalhar para melhorá-la.
  • Analisar quais produtos, segmentos de mercado, categorias de mercadorias e departamentos são os mais produtivos para gerar lucro para o seu negócio.
  • Se comparar com a concorrência (benchmark).

Quer se aprofundar em gestão de estoque? Recomendo esse post: https://blog.maino.com.br/planejamento-de-estoque-inimigo-ou-aliado/

Até semana que vem.