Como emitir uma NF-e de importação em 2 minutos?

“Eu pensava que o tempo era um ladrão, que roubava tudo o que eu amava, mas agora eu vejo que você (o tempo) dá antes de tomar…”

(Alice – trecho do filme Alice Através do Espelho)

Assim como Alice, você vai entender que o tempo não precisa ser o vilão!

Quando você pensa em trazer uma mercadoria do exterior, com certeza pensa em quais serão os custos desta aquisição, mas há um custo que muitas vezes é esquecido ou negligenciado: o tempo. 

Uma transação internacional demanda tempo de várias formas, na pesquisa, na negociação, no trânsito internacional. Porém, no Brasil, a burocracia é um dos maiores usurpadores de tempo para o importador. Existem obrigações que são exclusivas do importador e tem um grande peso, pois um pequeno erro pode gerar um impacto altamente nocivo aos negócios. Um grande exemplo é a nota de entrada de importação. Há empresas que pagam quantias altíssimas (como em armazenagem extra, por exemplo), apenas por demora na emissão da nota. Sem mencionar a possibilidade de multas de até 30% do valor da carga, por erro neste processo.

Se sua empresa adotou como modelo de importação a importação direta, terá esta demanda e isso tornará necessário um planejamento operacional para a emissão dela. Não faz diferença se sua empresa realiza importação marítima, importação aérea, ou até mesmo rodoviária, a emissão da nota fiscal de entrada de importação é obrigatória. Neste ponto você já sabe que  a nf-e de importação, em muitos casos, é complexa e de critérios rigorosos do ponto de vista tributário e fiscal. E sem as orientações e ferramentas corretas, pode se tornar o calcanhar de Aquiles da sua operação.

Então, o que faremos hoje é ajudar a sua empresa a vencer o “vilão do tempo” na emissão da nota de entrada de importação. Faremos isso em três passos: Planejamento, Ferramentas e Execução.

Passo 1: Planejamento

Você precisa se antecipar às etapas para estar preparado e saber como importar e o que é preciso para começar. Um bom planejamento, principalmente na parte burocrática do processo, pode evitar erros cometidos na importação e economizar tempo e dinheiro, além de evitar multas na importação. Há uma série de exigências a se cumprir, documentos a serem emitidos e obrigações fiscais a serem observadas. Por isso, é importante estar cercado de bons profissionais e ferramentas eficientes que possam conduzir o processo para que tudo ande bem e dentro dos prazos.

Antes da chegada da carga, faça uma pesquisa específica sobre como fazer uma NF-e de importação. Existem algumas dúvidas frequentes sobre ela nas quais você, provavelmente, irá esbarrar.

Saiba quais são impostos de importação e como calcular. Isso evitará que você sofra com multas e reduzirá o tempo de emissão da nota. Consulte um tributarista ou até mesmo sua contabilidade. É sempre melhor recorrer às contabilidades que são especializadas em comércio exterior, não dificilmente, as notas de entrada de importação trazem cálculos complexos ou que dão margem a interpretações errôneas para quem não tem experiência com este tipo de movimentação fiscal. Em algumas ocasiões, por exemplo, existe substituição tributária na importação e isso causa espanto e dúvidas na emissão da nota. Outro causador de dúvidas é a taxa da Marinha Mercante (AFRMM), muitos se perguntam se o cálculo do ICMS na importação deve ou não incluir a taxa da marinha mercante. É importante que estas e outras questões já estejam resolvidas quando for a hora de emitir sua nota de entrada de importação.

Passo 2: Ferramentas

Depois que as primeiras etapas forem concluídas e o despacho aduaneiro for feito, seu despachante enviará a declaração de importação (DI), que será basicamente o espelho da sua nota de entrada de importação. Você precisará então de ferramentas para emitir sua nota, com as ferramentas erradas o custo da operação tende a aumentar, mas com as ferramentas certas você pode maximizar seu lucro.
O grande desafio na emissão da nota é na hora de executar os cálculos, rateios e fazer a transmissão para a SEFAZ. É necessária uma ferramenta de comunicação com a receita, além da ferramenta para realizar os cálculos da nota.

Aqui estão as ferramentas mais utilizadas:

Sistemas de Gestão: Existem softwares privados, contratados para emissão fiscal, mas a grande maioria deles não está preparada para a nota de entrada de importação, não tem as parametrizações necessárias, ou não “sabem” fazer os cálculos envolvidos na tributação. Por ainda ter uma expressão relativamente pequena no mercado, o importador sofre com a escassez de ferramentas que atentem para os detalhes cruciais nas operações do comércio exterior. Com isso, muitas empresas que já possuem sua gestão organizada em um sistema, acabam sofrendo com a morosidade ou deficiência na emissão da nota de entrada de importação. E em alguns casos chegam a ter prejuízos por conta de erros e/ou demora na emissão da nota.

Emissor gratuito da Receita: A ferramenta de emissão gratuita para a nf-e de importação, oferecida pelo Estado, vem sendo descontinuada gradativamente e tem apresentado erros persistentes, segundo relatos recorrentes de seus ex-usuários. Outra dificuldade desta ferramenta é a alta carga de digitação necessária que abre margem para erro humano e torna o processo ainda mais lento. Já atendemos empresas que levaram (pasmem!) 15 dias para concluir a emissão de uma nota nesta ferramenta. E ainda tiveram problemas com erro nos cálculos finais.

Planilhas: Muitos usam planilhas para fazer os cálculos, elas são boas, mas ainda deixam uma grande margem para erros de digitação e cálculo, além de deixarem o processo ainda mais moroso.

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“Espelho da Nota”: Alguns despachantes enviam um “espelho da nota” em TXT ou EXCEL, como ferramenta de auxílio ao importador. Ele serve como norte para conferência de cálculos e rateios.

Sistemas de Nicho – A boa notícia é que existem no mercado softwares específicos para o importador, os chamados sistemas de nicho, que são softwares de gestão para importação. Além de atender as demandas comuns de gestão, eles ainda são especializados nos detalhes de rotina do comércio exterior. Estes sistemas possuem os parâmetros e cálculos necessários para emissão da nota de entrada de importação (alguns também para exportação). Eles reduzem o tempo e a margem de erro na emissão da nota em até 95%, aproximadamente. 

Passo 3: Execução

Esta é a “hora da verdade”! Você já tem as informações necessárias e escolheu as ferramentas mais adequadas. Agora a atenção será o principal fator. Não esqueça de fazer uma prévia da Danfe antes de transmitir para a receita, para verificar se os cálculos estão corretos. As ferramentas escolhidas determinarão o tempo que será gasto para concluir a emissão da nota.

Se você tem um sistema de nicho, não encontrará dificuldades.

Aqui na Mainô a nota de entrada de importação é emitida pelo Comex NF-e, o sistema de nicho onde você vai emitir sua nota em 2 minutos!

Assim:
Acesse www.maino.com.br/comexnfe, vá em Operações – Declaração de Importação, é só importar o arquivo xml da DI (que seu despachante te enviou) e sua nota ficará pronta em dois minutos!

Nada de cálculos, nada de planilhas, nada de horas de digitação! Você faz em 2 minutos o que outros levam dias! Isso porque a tecnologia do Comex NF-e importa do arquivo xml, todos os dados para emissão da nota e já possui toda a inteligência e parametrização necessárias para gerar sua nota de forma correta. 

Assim, com alguns cliques sua nota está pronta para ser transmitida para a Receita e validada por ela. E você ainda conta com o suporte e treinamento oferecidos por nossa equipe técnica especializada.
Além de tudo isso o sistema é completamente integrado e alimentará as próximas etapas da sua gestão (movimentação de estoque, financeiro, vendas, fiscal, clientes e fornecedores) de forma automática a medida em que as operações forem executadas.

Quer saber mais? Clique aqui e faça um teste gratuito! 

Agora o tempo não será mais um vilão. 😉

Até a próxima!

Importação de vinho: como calcular o preço de venda

As empresas que trabalham com a importação de vinho encaram muitas dúvidas sobre a melhor forma de precificar os produtos. Diferentemente de outros produtos, em que é apenas adicionada uma margem de lucro sobre os custos, o vinho merece uma atenção especial por toda a qualidade agregada e por tratar-se de um produto importado e diferenciado.

O preço final do vinho não é influenciado apenas pelo valor do produto, taxas e impostos de importação. É preciso considerar toda a questão da qualidade do vinho, procedência, público-alvo consumidor, estabelecimento que irá vender (distribuidora, restaurante, mercado, etc.), entre outras questões.

Imagine que você importe um vinho argentino de ótima qualidade e difícil de encontrar no Brasil. Mesmo que o valor pago seja muito baixo, você não pode vendê-lo a um custo igual aos vinhos populares. Isso porque, dessa forma, ele perderia grande parte do seu valor aos olhos do público, tornando-se um vinho comum.

Neste artigo veremos como calcular o preço de venda na importação de vinho. Confira.

Como funciona a importação de vinho?

O Brasil possui uma política muito rígida em relação a importação de vinho e de outras bebidas alcoólicas — criando uma alta carga tributária sobre esses produtos. As legislações que regulam a importação de vinho no Brasil são: a Lei do Vinho – Lei nº 7.678/1988 e o Decreto nº 8.198/2014.

Essas disposições apenas demostram como é feito o controle sobre a importação de vinho dentro do território nacional. Além disso, ajudam a explicar a carga tributária sobre os vinhos importados, que é estimada em 82,25%. E elas podem majorar em até 150% sobre os vinhos importados com os custos de frete internacional, armazém alfandegário, desembaraço aduaneiro, rotulagem, selo fiscal, análises químicas e frete interno.

Como calcular o preço de venda?

Considerando todos os custos que incidem sobre o valor do vinho importado, é natural concluir que o preço de venda deve ser calculado com uma margem sobre as despesas, não é? Entretanto, muitos outros fatores merecem atenção na precificação desses produtos.

Veja quais são os principais aspectos que devem ser considerados para calcular o preço de venda ideal do vinho importado.

Custo da importação:

O primeiro fator a ser considerado é, de fato, o custo da importação de vinho. Por mais que todos os outros fatores exerçam uma grande influência, você deve garantir, ao menos, que o preço consiga cobrir todas as despesas e alcançar a margem de lucro desejada.

Qualidade do vinho:

Você não pode vender um vinho de mesa nacional ao mesmo custo de um vinho premium vindo do Uruguai — por menos que você tenha pago por esse produto. A qualidade de um produto deve refletir diretamente no seu preço de venda para que o público crie uma percepção maior de valor.

Procedência do produto:

Quando você toma um vinho feito com uvas plantadas no interior da Itália é natural que dê uma atenção muito maior à bebida que está degustando, não é? A procedência do vinho importado também deve entrar na equação para encontrar o preço de venda ideal.

Público consumidor:

Quem é o público consumidor do seu produto? Existe uma grande diferença entre comercializar vinhos premium para ocasiões especiais ou vinhos comuns para o dia a dia. Determine quem é o seu público-alvo e defina o preço de venda conforme os seus hábitos de consumo.

Estabelecimento que compra o vinho:

A venda para um consumidor final merece uma precificação diferente da venda feita para um supermercado ou um restaurante — que compra em quantidades maiores. Tenha em mente quem é o estabelecimento que vai comprar o vinho importado para acertar na composição do preço.

Assim como degustar um bom vinho é uma arte, a precificação merece uma atenção especial pois um vinho especial precisa de um preço de acordo, para aumentar a experiência e o valor percebido. E isso irá impactar diretamente nas vendas.

Exemplo de cálculo

Para que fique mais clara a influência de todos esses fatores no cálculo do preço de venda do vinho importado, vamos conferir um exemplo de cálculo. O primeiro passo para chegarmos o preço de venda ideal é identificar os principais custos envolvidos:

  • valor da garrafa de vinho: R$ 10,00;
  • tributos: R$ 8,00.
  • frete e outros gastos acessórios: R$ 7,00;

Somando todas essas despesas, chegamos ao custo total do produto: R$ 25,00. Porém, ainda é necessário adicionar a margem de lucro desejada, certo?

Se utilizarmos uma margem de lucro de 20% sobre a venda, basta calcular R$25,00 + 20% = R$30,00

Mas será que o preço ideal para vender essa garrafa de vinho importado é mesmo R$30,00? Nesse momento você precisa fazer uma análise dos fatores subjetivos que conferimos no capítulo anterior: qualidade do vinho, procedência do produto, público consumidor e estabelecimento que compra o vinho.

Depois dessa análise, talvez você identifique que os vinhos com essa qualidade são todos vendidos acima de R$35,00 – podendo ajustar o preço de acordo com os objetivos do seu negócio. O mais importante é que você se certifique de que todos os custos estão sendo cobridos e a venda gera lucro para a empresa.

Você já sabia como calcular o preço de venda na importação de vinho? Ficou com alguma dúvida sobre o assunto? Deixe o seu comentário!