4 dicas de follow-up para melhorar suas vendas

O follow-up é o processo de acompanhamento da venda e desempenho feita pelo vendedor. Boa parte dos profissionais de vendas estão habituados a fazer follow-up, que se divide nos processos de pré-venda (planejamento da venda), venda (negociação) e pós-venda (fidelização do cliente).

Esse acompanhamento é importante para saber as necessidades dos clientes. Pois ele ajuda a equipe comercial a saber todos os detalhes dos processos de venda e abordagem com os contatos comerciais.

Entretanto, muitos vendedores não aproveitam essa estratégia. Segundo pesquisa do blog BDX, 48% dos vendedores não fazem follow-up e apenas 25% entram em contato com os clientes por duas vezes.

Com intuito de entender o desejo de compra do cliente, conheça 4 passos para a equipe de vendas fazer follow-up e
vender mais.

1 – Use CRM

CRM (Customer Relationship Management) é uma ferramenta que faz o cadastro, organização, acompanhamento e ajuda a melhorar a venda para os clientes. Ela contribui para gestão das vendas com efetividade no relacionamento.

Essa ferramenta consegue registrar todos os dados dos contatos comerciais como onde mora, local de trabalho, renda, estado civil, entre outros. Com esses dados a empresa consegue iniciar um relacionamento próximo de qualidade, conhecendo cada uma das necessidades do cliente.

Quanto mais se conhece o cliente, melhor será a abordagem do vendedor, aumentando as chances de venda. De acordo com dados da Aberdeen Group 52% dos vendedores que usam o CRM só batem as suas metas por causa da ferramenta.

E segundo a mesma pesquisa, empresas que adotam o CRM integrado tem uma taxa de renovação 19% maior que empresas sem a ferramenta.

2 – Tome a iniciativa na negociação

Controlar o processo de vendas é essencial para manter contato com o seu cliente. Com um relacionamento próximo a empresa pode prever a hora de ligar e explicar ao lead (potencial cliente) o motivo do contato.

Apesar do cliente ter o poder de decisão, a participação do vendedor pode influenciar o resultado da venda. Essa influência se tornará maior se você o follow-up for feito regularmente.

Não basta a empresa ligar “para saber se o cliente está bem”. É preciso que a empresa ligue para saber se a venda impactou positivamente o negócio, informações sobre o mercado e a promoção de outros produtos e serviços.

Com esses objetivos a empresa consegue manter um diálogo muito mais produtivo com o cliente.

3 – Estabeleça a próxima ação

Conduza o relacionamento com o cliente de uma forma que a cada contato se garanta o fechamento da venda.

Para tanto, convença o cliente que a próximo contato seja decisivo para o fechamento da venda, seja ela uma ligação, reunião presencial ou conferência.

4 – Respeite o horário do cliente

Descubra quais os melhores horários para entrar em contato com o cliente. Alguns preferem falar durante o expediente, outros fora do horário comercial.

A menos que o cliente solicite, evite entrar em contato antes das 9h ou depois das 21h pois isso pode atrapalhar o contato.

Avalie o horário de fechamento da empresa e ligue de forma coerente.

Além disso, tenha atenção com a frequência das ligações. Existe uma linha tênue entre abandonar o cliente e encher sua paciência. Portanto, é necessário encontrar um equilíbrio para contactar o cliente.

Use o follow-up para alavancar suas vendas!

O follow-up é uma estratégia fundamental para acompanhar o processo de venda da empresa.

Com o acompanhamento frequente dos seus contatos, melhor será a abordagem com o consumidor.

Por meio de ferramentas como CRM a empresa consegue dados importantes como local de trabalho, renda, estado civil e etc. Com esses dados é possível entender as necessidades dos clientes, adotando a melhor abordagem possível.

Com as informações detalhadas do cliente a empresa pode tomar a iniciativa do processo de venda, influenciando a resposta do contato sobre a transação ou propostas de fidelização.

Após tomar a iniciativa com o cliente, o próximo passo deve ser calculado pela empresa, indicando que o próximo contato seja para o fechamento da venda.

E não esqueça da hora certa de conversar com o cliente. Evite ligações antes das 9h e depois das 21h. Encontre também o equilíbrio na frequência das ligações para não abandonar o cliente ou esquecê-lo.

Com essas dicas de Follow-up os vendedores venderão mais e a empresa aumentará os seus lucros.

Esse artigo foi escrito por Mateus Portela, redator do Soluções Industriais.

Pipeline de Vendas: Saiba como organizar suas vendas

Uma das maiores dificuldades para quem trabalha com vendas complexas é organizar os passos para vender para inúmeros clientes diferentes ao mesmo tempo. Quanto maior a equipe de vendedores, maior a dificuldade em gerir as oportunidades e as metas individuais. Quanto maior a quantidade de possíveis clientes, maior é a dificuldade em se lembrar dos passos já dados, das reuniões já feitas, etc.

Para lidar com essas dificuldades e controlar os inúmeros passos que precisamos tomar para vender ao cliente final é que existe o Pipeline de Vendas ou Funil de Vendas. Hoje existem inúmeras ferramentas nacionais e estrangeiras com essa finalidade. Aqui na Mainô usamos duas ferramentas diferentes para controlar fases diferentes da jornada do nosso possível cliente. Usamos a Exact Sales para gerir e ajudar nossos pré-vendedores e utilizamos o Pipedrive para gerir e ajudar nossos vendedores.

Para explicar melhor o que é um funil de vendas é importante entender qual é o processo de vendas. A ferramenta não é o processo, a ferramenta existe para gerir o processo já instituído. O funil é o meio de controlar o processo. Vou explicar o nosso processo de vendas e ir pontuando como controlamos em nossos funis e nas ferramentas que fazem a gestão desses funis.

O funil de vendas começa no Marketing

Para criar um funil de vendas primeiramente é preciso conhecer muito bem seu cliente. Quanto mais você conhecer seu cliente e suas dores, mais assertivo você será na sua estratégia. A Mainô, por exemplo, é uma ferramenta de gestão voltada para empresas que distribuem mercadorias e para quem as beneficia para revenda (como Pequenas Indústrias). Desenvolvemos o módulo Comex NF-e que atua ajudando empresas importadoras no processo de comércio exterior.

Entendido o DNA de quem são nossos futuros clientes (empresas que a nossa ferramenta entrega valor e ajuda no propósito geral), conseguimos compreender quem é um possível cliente e, não menos importante, quem não é um possível cliente.

Até aqui o nosso Marketing age para conversar, conhecer e entender os problemas que essas empresas enfrentam e que conseguimos resolver através de nossas funcionalidades (Features). Através de chamadas para ação (CTA), o marketing convida os futuros clientes para testar nossa ferramenta através de nosso site, ou faz um convite para uma demonstração através de conteúdos direcionados para estas empresas. Até aqui falamos apenas de Funil de Marketing e começaremos a falar de Funil de Vendas.

Primeira etapa: Descoberta

A primeira etapa do nosso Funil de Vendas é a descoberta, ou seja, descobrir se as empresas que foram enviadas pelo Marketing são empresas que realmente sofrem com as dores e problemáticas que resolvemos através de nossas soluções. Na etapa de descoberta nós iniciamos a primeira ação de vendas que é proporcionar ao cliente um diagnóstico do seu estado atual, e essa ação é executada pelo nosso time de pré-venda através dos chamados SDRs (Sales Development Representative). Na etapa de descoberta é onde acontece a primeira ligação, o primeiro elo entre a equipe comercial da Mainô e nosso futuro cliente.

Entendido o estado atual do futuro cliente e tendo a certeza de que nossas ferramentas são capazes de melhorar sua gestão, nós oferecemos uma reunião com uma profissional de vendas que seja especializada em seu nicho de atuação –  a maior parte do treinamento da nossa equipe de vendas é sobre a vida de nossos clientes, seus desafios e suas necessidades.

Segunda etapa: Agendamento

A Etapa de Agendamento é onde combinamos a melhor maneira de nos reunir, acordamos os assuntos, apresentamos o especialista e “preparamos o terreno” de ambos os lados para que o momento seja especial.

Para controlar, gerenciar e aprimorar essas duas etapas nós utilizamos o Exact Sales. O nosso Funil de Vendas está embarcado dentro dessa ferramenta para um controle mais aprimorado. A ferramenta nos fornece estatísticas importantes como: o tempo em que os futuros clientes enviados pelo Marketing ficam parados aguardando nosso contato, o tempo que demoramos para conectar a primeira ligação, qual a nossa taxa de conversão para agendamentos (quantos clientes conseguimos diagnosticar e agendar do total que o Marketing envia), além de saber onde está cada possível cliente enviado pelo Marketing.

Daqui pra frente quem cuida de nosso futuro parceiro é a equipe de vendedores especialistas. Na reunião, os nossos especialistas continuam diagnosticando o status quo da gestão do nosso convidado. Entendem suas dores, seus gargalos, seus projetos futuros e o tempo que pretendem dedicar para resolvê-los.

Terceira etapa: Diagnóstico

Nessa fase da reunião o nosso especialista executa a terceira etapa (Etapa de Diagnóstico). Nessa etapa nós continuamos com o propósito de conhecer profundamente quem está do outro lado da tela, da mesa ou da linha. Vale aqui a comparação com o diagnóstico médico. Da mesma forma que, quando você visita um médico (devido a um sintoma apresentado), você recebe um diagnóstico, aqui a ideia é a mesma. Por exemplo, em uma venda recente identificamos que nosso futuro cliente estava com um sério problema: ele havia saído do simples nacional e agora precisava emitir um série de documentos eletrônicos obrigatórios, como o SPED Fiscal.

Quarta etapa: Solução

Após o entendimento completo realizado na fase anterior, nós passamos para a Etapa de Solução (Quarta Etapa). Nessa etapa nós apresentamos como podemos resolver, através de nossas ferramentas, as dores e gargalos que surgiram no diagnóstico e como podemos ajudar nas transformações percebidas durante a jornada até aqui. É a fase de apresentação da solução.

Ainda seguindo o exemplo anterior, para esse futuro cliente, apresentamos o módulo de geração de SPED para o mesmo. Assim ele pôde comprovar que nossa solução resolve sua dor inicial.

Quinta etapa: Negociação

A Quinta Etapa é a etapa de negociação. Para alcançar esta etapa precisamos que nosso futuro cliente tenha conhecimento das suas dores, gargalos e projetos e entenda que a nossa ferramenta é a ferramenta que vai ajudá-lo a superar os obstáculos e alcançar o sucesso. A fase de negociação é a fase de negociar valores, apresentar propostas e contrapropostas, entender o caixa do futuro cliente e apresentar planos e preços.

Sexta etapa: Fechamento

A Sexta Etapa é o fechamento do negócio e formalização de uma parceria que se iniciou na Primeira Etapa. O fechamento é a hora de passar o bastão para os responsáveis em tornar todo o projeto em conjunto numa realidade.

Atualmente utilizamos o Pipedrive para controlar, gerenciar e munir a equipe de informações e taxas sobre cada uma dessas etapas. Nosso funil de Vendas é assim:

funil de vendas
Como a sua empresa organiza o pipeline de vendas? Compartilhe com a gente deixando seu comentário e não deixe de acompanhar o nosso blog!

Como estipular a precificação do meu produto: Valor ou Custo?

A precificação correta dos produtos vendidos pela sua empresa pode torná-los um sucesso. Por outro lado, determinar preços mais altos do que os clientes estão dispostos a pagar, pode fazer com que o negócio perca vendas. Caso a empresa defina preços de venda muito baixos, poderá acabar operando no vermelho.

Não há uma fórmula única para determinar o preço de venda de um produto. No entanto, é possível usar estratégias e métodos de precificação diferentes para encontrar um valor que satisfaça a sua empresa e os seus clientes.

Mas como precificar corretamente os produtos da sua empresa? É o que você vai descobrir agora! Acompanhe!

O que é Preço de Venda?

Preço de venda é o valor cobrado pelos produtos oferecidos aos seus clientes. Esse valor deve cobrir o custo de fabricação, as despesas associadas as vendas e, ainda, permitir que a empresa trabalhe com lucro.

Como fazer a precificação de um produto?

Considere os seguintes fatores ao precificar os produtos da sua empresa.

1. Determine os custos

Antes de precificar os produtos da sua empresa é preciso determinar os custos associados a eles, sejam esses produtos fabricados ou apenas revendidos pela sua empresa.

Se a sua empresa produz os produtos que vende, por exemplo, precisa incluir todos os custos envolvidos na fabricação, desde o desenvolvimento, os materiais e os custos indiretos. Depois disso será possível obter o ponto de equilíbrio, que determinará o valor mínimo pelo qual o produto deve ser vendido para cobrir o valor investido.

2. Conheça seus clientes

Para precificar os produtos da sua empresa corretamente é preciso conhecer os seus clientes. A melhor forma de conhecer os seus consumidores é por meio de uma análise de mercado. O resultado desse processo fornecerá informações valiosas, incluindo a faixa de renda onde de seus clientes e também o perfil de consumo deles.

Com base nessas informações também será possível determinar o quanto os seus clientes estão dispostos a pagar por por um determinado produto, ou seja, a percepção de valor. Por exemplo, se sua loja atende majoritariamente consumidores de classe média, é importante observar que eles podem não estar dispostos a pagar preços muito altos para adquirir seus produtos.

No entanto, eles também estão buscando qualidade, o que fará com que eles não comprem “qualquer coisa”. Por isso é importante achar um ponto de equilíbrio para conseguir satisfazer a percepção de valor.

3. Conheça seus concorrentes

O preço cobrado pelos seus concorrentes também impacta na precificação dos produtos da sua empresa, uma vez que fornecem uma referência que a sua empresa poderá seguir.

É possível, por exemplo, definir preços iguais aos do seu concorrente. Também é possível fixar preços mais baixos, o que atrairá a atenção de um novo público. Ou ainda, caso a intenção seja valorizar seus produtos frente a concorrência, aumentar o preço dos produtos vendidos.

Determine sua estratégia de preços

Existem várias estratégias para precificação de um produto. A estratégia escolhida pode depender dos preços praticados pelos concorrentes da sua empresa ou simplesmente do que funcione melhor para o seu negócio. Abaixo estão algumas estratégias comuns de precificação:

Marcação

A marcação é um método popular de precificação e consiste na adição de uma porcentagem ao custo de um produto. Esse processo permite usar percentuais diferentes para itens diferentes. Para calcular o preço de venda de um produto usando a marcação, é preciso usar a seguinte fórmula:

Preço de venda = Custo do produto + (Custo do produto x Porcentagem de marcação)

Digamos que a sua empresa gaste R$50,00 para fabricar um produto e deseje obter uma margem de lucro de 60%, aplicando a fórmula, obteremos:

R$50 + (R$50 x 0,60) = R$80,00

Nesse caso, um produto com margem de lucro de 60% será vendido por R$80,00. A porcentagem usada dependerá dos custos associados a fabricação e de quanto a sua empresa espera obter de lucro.

Margem

A margem é uma porcentagem que leva em conta o preço de venda e o custo de um produto. A fórmula usada para calcular a margem de um produto é a seguinte:

Margem = (Preço de venda – Custo do produto) / Preço de venda

Suponhamos que você deseje vender um produto por R$80,00:

(R$80 – R$50) / R$80 = 0,375

A margem desse produto será 37,5%.

Como você pode ver, as porcentagens da marcação e da margem não são as mesmas. É possível usar a margem para determinar os preços dos produtos vendidos pela sua empresa quando se deseja obter um lucro específico. Já a marcação é usada para definir o preço de venda de um produto.

Preço Keystone

O preço Keystone determina que todos os produtos devem ser vendidos com um aumento de 100%. Essa metodologia de precificação pode não ser a melhor se a sua empresa vender uma grande variedade de produtos, pois, nesse caso, alguns produtos podem apresentar preços muito baixos, por exemplo.

Preços baseados no valor

A precificação baseada no valor é determinada pelo mercado. Mesmo que a marcação ou a margem possam estabelecer um preço mais baixo, os clientes podem estar dispostos a pagar mais por causa do valor percebido.

Os clientes podem perceber um valor maior com base na experiência de consumo. Podem ainda perceber um valor maior por identificarem um produto novo ou raro.

Preço sugerido

Como o próprio nome diz, representa o preço sugerido, ou seja, é o preço que o fabricante recomenda que o produto seja vendido. Esse procedimento permite que os fabricantes padronizem os preços de seus produtos em diferentes varejistas.

O preço sugerido facilita a precificação dos seus produtos, mas, impossibilita que a sua empresa obtenha uma vantagem sobre seus concorrentes.

Como a sua empresa faz a precificação dos seus produtos? Comente com a gente e não deixe de ler o nosso blog!

Controle de vendas: Assuma o controle da sua carteira de clientes

Há algumas semanas falamos aqui no blog sobre o que é o controle de vendas e indicamos como implementá-lo.

Hoje quero dar enfoque a gestão do cliente dentro do controle de vendas. Afinal, este é um assunto muito amplo. Existe um olhar focado para o estoque, tanto sobre sua capacidade, sazonalidade, giro, disponibilidade, dentre outras características, para o produto e sua qualidade, para o discurso (ou scripts) no relacionamento com os clientes, nos processos referentes a identificação básica do seu primeiro funil de vendas, etc.

Você já fez uma análise sobre como seus vendedores se relacionam em geral com sua carteira de clientes? Sua equipe é composta meramente por “tiradores de pedido”, que recebem uma solicitação do cliente e agem de forma reativa, ou é uma equipe pró-ativa, que se relaciona com o cliente, entende suas necessidades e é capaz de ofertar o mix correto para o cliente? O conhecimento sobre sua carteira de clientes e a capacidade de fazer ofertas que fazem sentido para a mesma é fundamental para que sua equipe tenha o tão almejado controle da carteira de clientes.

Vamos tratar de um caso hipotético onde João, que está começando seu novo negócio, construiu uma bela loja em um excelente ponto da cidade, entrou em contato com um grande amigo, que já trabalha no mesmo ramo de comércio, em busca de uma indicação de um bom distribuidor para fazer a primeira compra de sua loja e abastecer sua loja pela primeira vez. Loja zero! Prateleiras intocadas! Prontas para receberem seus produtos! Esse grande amigo indica sua empresa para que João faça a primeira compra, afinal, vocês já tem relacionamento de sucesso de longos anos trabalhando juntos. João liga para seu vendedor e pergunta: “Qual o mix de produtos você me indica para abastecer minha loja pela primeira vez?”. Seu vendedor saberia responder a essa pergunta de forma inteligente? Congelaria? Chamaria o supervisor, que chamaria o diretor, que acabaria chegando até o empresário para resolver essa questão? Isto é um caso extremo, mas tente pensar no básico: seu vendedor conhece sua carteira de clientes a ponto de conseguir implantar um mix rentável para o cliente?

Quando tratamos de controle de vendas no comércio B2B, ou seja, quando falamos do início até o meio da cadeia, trabalhando com fabricantes, importadores, distribuidores e atacadistas, observo que há sempre uma questão em comum: o supervisor, ou diretor, ou gestor, ou quem quer que seja que está com o poder decisório nas mãos, sempre quer vender mais mix! Quando é o lançamento de um produto novo, todo mundo sabe o que fazer, chovem ideias criativas, mas o tal do mix é o terror dos vendedores B2B. E, realmente, não é fácil trabalhar o mix, pois precisamos de uma série de informações do cliente para que isto seja efetivo:

  1. Qual a curva ABC, em termos de quantidades de vendas no mês, dos produtos que seu cliente compra de você na ponta dele?
  2. Qual a curva ABC desses mesmos produtos em termos de faturamento e de lucro bruto que seus clientes possuem?
  3. Dentro da estratégia da sua empresa, qual a curva ABC de produtos indicada para operar nas negociações?

Caso sua empresa tenha implantado um controle de vendas, essas questões acima não devem ser tão difíceis de responder. Talvez com o cruzamento de uma meia dúzia de relatórios, se tenham todas as informações em mãos. Sendo assim, como assumir o controle da sua carteira de clientes? Como não perder vendas e bons clientes para a concorrência? E, por fim, como, com o controle da sua carteira em mãos, aumentar as vendas de mix? É isso que você quer saber, certo?

Tentei compilar um pouco da nossa experiência, com os clientes da Mainô, em um processo para melhorar o controle de vendas e assumir o controle da sua carteira de clientes em 4 passos.

Passo 1: extraia a Curva ABC dos seus clientes

Há um tempo falamos aqui no blog sobre como utilizar a curva ABC na prática em seu comércio e sobre diversas aplicações da curva ABC. Como você classifica seus clientes na curva ABC vai ser determinante para todo o processo. Eu sugiro que sejam classificados pela margem ou pelo faturamento, minimamente, para que se possa ter o efeito esperado ao final desta análise.

Passo 2: extraia a Curva ABC do seu mix de acordo com a margem dos produtos

Este é outro passo fundamental! Você precisa entender quais os produtos de maior margem do seu mix e quais são os produtos que a margem é baixa ou até trabalha-se no prejuízo para abertura de mercado, para que sua análise de oferta faça sentido.

Passo 3: entenda o ciclo de vida dos produtos de seu mix no estoque do seu cliente

Este, certamente, é o passo mais complexo dentro deste processo. Você precisa conhecer qual o giro de cada um dos produtos do seu mix no seu cliente. Neste passo você entenderá se a capacidade de venda do seu cliente para o seu mix de produtos está aderente com o que sua empresa tem como objetivo. Vou exemplificar:

  • Exemplo 1: Produto XPTO é o produto que seu cliente mais compra, contudo, na curva ABC de margem ele é C. Pode até ser que você o venda no prejuízo. É um produto que seu cliente não deixa nunca acabar no estoque e, possivelmente, que vem ditando o intervalo de compras do mesmo com a sua empresa. Isto te arremete a algum caso na sua empresa?
  • Exemplo 2: Produto XYZ é um produto A na sua curva de margem. Sempre que o cliente vai fazer o pedido seus vendedores são instruídos a colocar umas unidades no pedido para ele, mas, eventualmente, não conseguem, porque o ritmo de saída deles é mais lento. Até vendem. O cliente aceita comprar, mas não é sempre.
  • Exemplo 3: Produto XYK é um produto B. Tem uma boa aceitação pelo mercado. Seus vendedores sempre adicionam nos pedidos porque os clientes aceitam. Não tem uma margem fantástica, mas também não deixa sua empresa no prejuízo e, aparentemente, tem o mesmo efeito para o cliente. Sempre que o pedido vem, a prateleira já está meio vazia e com o estoque próximo de acabar. Sai muito bem na ponta do varejo quando tem uma promoção diferenciada.

Passo 4: o grande final é entregar uma sugestão de pedido de compra para seu cliente

Seu vendedor, com os dados dos três passos acima em mãos, deve entrar em contato com o seu cliente aproximadamente na época em que o mesmo faz o pedido, de preferência alguns dias antes, sugerindo um mix já com as quantidades, valores, itens que serão comprados, etc. O pedido deve conter os produtos que são C para você, mas que ditam o ciclo de compras de seu cliente, mas deve conter todos os produtos A e B do seu mix (TODOS, você leu direito), com quantidades que façam sentido para o ciclo de compras de seu cliente, de modo que, caso ele comprasse todo aquele pedido, de modo previsível, quando se aproximasse a sua próxima compra, o estoque do mesmo estivesse próximo do fim nas prateleiras do seu cliente.

Não se engane. O cliente não vai comprar tudo que seu vendedor, de forma pró-ativa, ofertou. Contudo, tenho certeza de duas coisas: primeiro, que a quantidade de itens que ele vai riscar do pedido vai resultar, ainda assim, em um pedido maior que o mesmo vem comprando e, segundo, que o mix de produtos A e B vai estar bem representado no final.

Vai dar muito trabalho. Seus vendedores vão ter que se relacionar muito mais que o habitual com os clientes de sua carteira. Mas, para ter um controle de vendas efetivo, os vendedores da sua empresa terão que assumir o controle de sua carteira de clientes. Sua empresa venderá mais mix, aumentando a margem de lucro sobre os pedidos. Vocês fidelizarão sua carteira de clientes, afastando a concorrência, pois tenho certeza que os compradores, pelo lado dos seus clientes, não encontrarão atendimento consultivo nesse nível em outro local.

O processo é esse. Agora é só levar este artigo até sua equipe, planejar como vocês vão colocar esse processo em prática e, se você utilizar as informações aqui do artigo para melhorar seu processo, não esquece de vir aqui no blog contar para a gente como foram os resultados! Sempre ficamos felizes em saber que conseguimos ajudar as empresas de comércio do Brasil a evoluírem!

Não consegue essas informações? Não tem ferramenta adequada e não conhece como fazer isso? Quer colocar esse processo para funcionar, mas precisa de ajuda? Que tal conhecer os nossos produtos Traxo e Comex NF-e? Com eles você vai conseguir todos esses relatórios que citei anteriormente, além de que, treinamento a equipe da sua empresa para operar utilizando essas informações e migramos seus dados para que a transição para nossas ferramentas seja o mais tranquila possível. Entre em contato conosco e peça uma demonstração das nossas ferramentas, sem compromisso.

Até a próxima!

O que é controle de vendas e como implementar?

Já dizia Mary Kay: “Nada acontece até que alguém venda alguma coisa”. Apesar de óbvio, muitas empresas no seu dia a dia não dão o devido valor para essa afirmação. A prova disso é a quantidade de empresários que ainda não implementaram adequadamente um bom controle de vendas em suas empresas.

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