Previsões para o Comércio Exterior brasileiro em 2020

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Com expectativas de aumento das importações e redução das exportações, acontecimentos internacionais impactarão desempenho do comércio exterior do Brasil nesse ano

O ano de 2020 acaba de se iniciar, abrindo novas oportunidades para as empresas brasileiras que atuam no comércio exterior, seja no âmbito das importações ou das exportações. Diante dessa tela em branco, as previsões realizadas pela Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) apontam os possíveis resultados para o comércio exterior brasileiro em 2020.

Comércio exterior em 2020: números e expectativas

Segundo projeções divulgadas pela AEB, no fim do ano passado, as expectativas para 2020 apontam:

  • Aumento das importações em 6,6% em comparação a 2019, indo de US$179,248 bilhões, estimados no ano passado, para US$ 191,211 bilhões;
  • Queda de 3,2% nas exportações, estimando-se um total de US$ 217,341 bilhões frente aos US$224,447 bilhões estimados para 2019;
  • Ainda que se preveja uma queda de 42,2% em comparação ao ano passado, o superávit desse ano está previsto para US$ 26,130 bilhões. 

Como resultado dessas estimativas, o comércio exterior deve contribuir negativamente para o PIB brasileiro em 2020, segundo o presidente da AEB, José Augusto de Castro. No entanto, o presidente da associação aponta para um crescimento de 1,2%, na corrente de comércio em 2020, que atingiria US$ 408,5 bilhões em comparação aos previstos US$ 403,7 bilhões para 2019. Esse aumento seria justificado pelo aumento das importações em 6,6%.

Destaca-se ainda, segundo a AEB, que o aumento das importações seria um reflexo da expansão do mercado doméstico brasileiro. Quanto à redução das exportações, isso ocorreria pela queda das exportações de commodities e de manufaturados, ambos influenciados por fatores internacionais. 

Novas Políticas no Comércio Exterior Brasileiro

A desburocratização e a otimização do comércio exterior têm sido prioridades para o país nos últimos anos e assim deve permanecer em 2020, com a aplicação e a criação de novas políticas que facilitem a realização de negócios com o exterior. 

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A redução do Custo Brasil é uma grande preocupação e meta para 2020, uma vez que impacta fortemente na competitividade brasileira no exterior, sendo um dos fatores a influenciar a própria queda das exportações do país em 2020. Com isso, a série de reformas que o país tem iniciado impactaria diretamente no Custo Brasil. Além dessas reformas, o Brasil tem como meta melhorar em dez posições sua colocação no ranking global de competitividade, do Fórum Econômico Mundial, atualmente correspondente ao 78º lugar. 

Outras mudanças no comércio exterior brasileiro em 2020, além da introdução dos Incoterms 2020, são: a consolidação do Portal Único do Comércio Exterior com o desenvolvimento da área de importação; a implementação do Acordo de Facilitação do Comércio, assinado pelo Brasil em 2017; e a aplicação do Novo Processo de Importação, previsto para iniciar já no começo de 2020. Vale ressaltar que assim como a DU-E, o novo processo de importação contará com a Declaração Única de Importação – DUIMP. 

Conjuntura Internacional: Impactos ao Desempenho das Exportações Brasileiras

Como mencionado, prevê-se a redução das exportações brasileiras em 2020 pela queda tanto da exportação de commodities como de bens manufaturados brasileiros. Mas o que causaria, em grande parte, essas quedas? 

No tocante às commodities, o bem que sofreria o maior impacto  seria justamente a soja, um de nossos principais bens exportados, devido ao acordo que está em elaboração entre a China e os Estados Unidos, no qual o país asiático poderá ser obrigado a comprar entre US$ 30 bilhões a US$ 50 bilhões de bens agrícolas americanos, reduzindo o montante de soja comprada do Brasil. Vale ressaltar que esse acordo entre as duas maiores potências mundiais é consequência da busca de redução das tensões entre os países após a guerra comercial vivenciada nos últimos dois anos. 

Quanto às manufaturas brasileiras, a redução seria resultado principalmente da crise em vigor na Argentina desde 2018. Maior compradora de nossas manufaturas, a redução da demanda argentina afeta as exportações brasileiras. Além da Argentina, outros países sul-americanos podem reduzir a compra de nossas manufaturas devido à diminuição de suas próprias exportações de commodities

No entanto, fatores como o fim das elevações da taxa de juros americanos  e a estabilidade do PIB da China contribuem para a redução dos impactos negativos ao comércio exterior brasileiro, segundo o presidente da AEB. 

Quer se preparar para aproveitar as oportunidades e enfrentar os desafios do comércio exterior brasileiro em 2020? Então confira nosso Guia de Importação e nosso Guia de Exportação.

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