Dicas do CEO: 5 dicas de livros para seu grupo da cumbuca

Olá!

Em um Dicas do CEO dei uma ideia simples para você colocar em prática na sua empresa: o grupo da cumbuca! Se você não sabe o que é o grupo da cumbuca, dá uma lida aqui.

Devido a esse post, recebi diversos e-mails, pedindo não apenas dicas de livros, mas o tipo de leitura que pode ser implementada na dinâmica da cumbuca. Sendo assim, no “dicas” de hoje, quero compartilhar quais livros lemos aqui na Mainô, além de algumas recomendações pessoais para esse exercício.

#1 Gerenciamento da rotina do trabalho do dia a dia

Trata-se do livro que todo gestor na Mainô deve ler. Neste livro, Vicente Falconi, um dos mestres da administração brasileira, vai ensinar sua empresa a se tornar uma organização eficiente, que implementa rotinas de melhorias contínuas em seus processos. Esse livro também é de fundamental importância para que cada funcionário, estando ele em qualquer nível hierárquico, compreenda a importância do seu papel na empresa.

Quando é indicado: Esse livro é indicado para treinar novos gestores, pois introduz, de forma prática, conceitos de administração. Também pode ser útil para todos os funcionários da empresa, principalmente em fase de crescimento, quando há uma necessidade de se implementar processos.

#2 Mindset, a nova psicologia do sucesso

Quem nunca ouviu em sua empresa algum funcionário dizer: “se eu tivesse nascido rico….”, “se eu tivesse oportunidade…”, ou outras declarações que demonstram crenças limitantes. Não seria bom se todos os colaboradores da empresa se desprendessem das amarras de impedem, tanto o crescimento profissional, quanto o da empresa?

Infelizmente, principalmente no Brasil, onde temos uma cultura de não nos responsabilizarmos por nossos resultados (“a culpa é dos portugueses que levaram nossa riqueza…”), esse livro é extremamente necessário. A autora, Carol Dweck é uma renomada psicóloga da Universidade de Stanford, que estudou a relação entre a atitude mental e o sucesso.

Muitas vezes acreditamos que o sucesso depende somente de nossas habilidades ou talento. Entretanto, como nós enfrentamos as situações da vida pode ser um fator muito mais relevante.

Quando é indicado: Esse livro é super indicado para que todos os funcionários da empresa possam desenvolver a auto responsabilidade, creditando a si mesmo seu sucesso ou fracasso. Pode ser que, após a leitura coletiva deste livro, nem todos os colaboradores absorvam e implementem o que aprenderam. Entretanto, aqueles que conseguirem, certamente se destacarão. E você, como empreendedor, ganhará novas lideranças.

#3 Organizações Exponenciais

Organizações é um daqueles livros blowing mind. Ele disseca as novas organizações que estão dominando o mundo, e expõe o que elas possuem em comum. Basicamente é um checklist que contém os fatores de sucesso das empresas do presente e futuro.

O conceito de Organização Exponencial (Exponential Organization – ExO) surgiu na Singularity University. Seu conceito base já foi explorado em alguns livros de gestão, mas certamente este livro traz uma nova roupagem. Trata-se do Propósito Massivo Transformador, o PTM! O PTM é uma declaração de como a empresa pretende fazer a diferença no mundo. Já falei sobre propósito em diversos artigos do dicas do CEO, mas esse aqui, em especial, dá um passo a passo sobre como identificar seu propósito.

Em torno do propósito, o livro apresenta 6 ideias que sua organização deve adotar para existir no futuro (talvez até no presente), e 6 formas de escalar o propósito.

Quando é indicado: Esse livro é indicado para todo CEO ou líder que pretende levar sua empresa para o futuro.

#4 A Estratégia do Oceano Azul

A Estratégia do Oceano Azul é um livro para repensar a estratégia de sua empresa. Em 2005, W. Chan Kim e Renée Mauborgne escreveram essa obra-prima da estratégia, que ensina o passo a passo para detectar e explorar novos mercados, livres de concorrentes. Eu já publiquei um artigo explicando como colocar a estratégia do oceano azul para “rodar” em sua empresa, de uma forma muito simplificada. por isso, recomendo fortemente você ler meu artigo, mas também ler o livro completo.

Quando é indicado: O ideal é que este livro seja lido pelo CEO e pelas principais lideranças da empresa, em especial, pelo CMO (Chief Marketing Officer – ou diretor de marketing). Existem uma série de sintomas que indicam que você precisa ler este livro. São eles:

  • Você sente que a concorrência em seu setor é muito forte;
  • Se você aumentar seu preço hoje suas vendas imediatamente vão cair;
  • Você está em um mercado altamente comoditizado.

#5 O Poder do Hábito

Posso dizer seguramente que esse foi um dos livros mais importantes da minha vida. Através do que aprendi com ele alcancei meus principais objetivos até hoje. E boa parte do conteúdo já compartilhei com vocês na série produtividade, dentro do Dicas do CEO, que começa com este artigo.

Basicamente o livro vai explicar como funciona seu cérebro e como você pode hackeá-lo para, deliberadamente, moldar seus hábitos. A partir daí você poderá, continuadamente, implementar novos hábitos positivos (e se livrar dos negativos).

Quando é indicado: Se você quer uma ferramenta para se tornar uma pessoa melhor e mais produtiva, assim como poder oferecer coach a seus liderados sobre como implementar novos hábitos de sucesso, talvez essa seja a hora certa para este livro.

Vocês já leram alguns desses livros livros? Tem mais algum que não pode ficar de fora num grupo de discussão?

Trabalha com importação? Conheça os serviços de Inspeção

Serviços de inspeção são serviços contratados pelo comprador onde uma empresa isenta (que não seja ligada ao ser fornecedor) vai enviar um funcionário ao fornecedor para checar alguns pontos de controle acordados. Uma empresa de inspeção profissional já tem um checklist criado a partir da sua própria experiência, mas você ainda pode personalizar e incluir novos pontos de controle.

Serviços de inspeção são muito importantes, especialmente para quem está começando a importar, ou quando inicia-se o trabalho com um fornecedor novo. Basicamente, servem para dar a certeza de que tudo o que foi negociado está sendo cumprido. Ele praticamente garante (nenhum serviço é 100% seguro) que as informações passadas pelos fornecedores são verídicas.

A inspeção substitui a visita presencial. Dependo do volume da importação, se você quiser fazer uma viagem pra China, é muito bom, mas também muito caro.

A inspeção pode ser feito de duas formas:

  • Empresas de auditoria ou inspeção profissional;
  • Freelancers ou pessoas de sua confiança.

Caso opte por realizar a inspeção com um freelancer, saiba que ele precisará receber mais informações sobre os pontos de controle. Geralmente estes possuem menor experiência. Numa inspeção profissional o relatório costuma ser melhor e mais detalhado.

Pontos de controle

Afinal, quais pontos de controle devem ser inspecionados? Vamos ao checklist:

  • Certificar-se que a fábrica existe (sim, golpistas existem);
  • A fábrica tem os registros e certificados padrões chineses para operar;
  • O número de funcionários compatível com a capacidade produtiva informada;
  • Possui maquinário compatível com a capacidade produtiva informada;
  • A fábrica é limpa e organizada;
  • Possui capacidade de produção e entrega;
  • O produto final atende às especificações técnicas;
  • Você ainda pode adicionar ao checklist padrão itens personalizados, como por exemplo: Possui clientes no Brasil.

Inspeções tradicionais x inspeções acreditadas

Como já percebemos, as inspeções tradicionais são realizadas basicamente para dar mais segurança ao comprador. Mas em alguns casos o órgão regulador brasileiro pode exigir um certificado de inspeção. Nesse caso, devemos utilizar inspeção acreditada.

Inspeção acreditada é quando o certificado de inspeção emitido pela prestadora do serviço serve como válido pelo órgão certificador no Brasil. Como o próprio nome sugere, nas inspeções acreditadas o órgão fiscalizador acredita no laudo do inspetor.

Por exemplo, se você vai importar brinquedos, o INMETRO já possui um padrão de pontos de controle que devem ser checados. Esses pontos são definidos pelo INMETRO, e não por você. Nesse caso, a prestadora de serviço que vai inspecionar, precisa emitir um certificado de acreditação do INMETRO brasileiro. Se você contratar uma empresa que não possui esse certificado, o INMETRO não acreditará no laudo dessa empresa.

Tipos de inspeção

Existem diversos tipos de inspeção que podem ser contratados. As mais comuns são:

Auditoria de fábrica: É a primeira auditoria e deve ser feita antes de enviar qualquer remessa de dinheiro ao fornecedor. Ela verifica itens de controle básicos, por exemplo: Se a fábrica existe, se possui todos os certificados, e se a documentação está em dia.

Dica: Pode ser que a fábrica não aceite a inspeção. Nesse caso, é melhor cancelar o negócio. Uma empresa profissional aceita inspeção, pois entende que é parte do processo. Se a fábrica pedir 30% antes de aceitar a auditoria, tenha quase certeza de que é uma fraude. Geralmente o fato de a fábrica aceitar a inspeção já implica em uma grande redução do risco da operação.

Inspeção pré-embarque: Nesse tipo, o inspetor verifica o seu lote de produto pronto (ou pelo menos 80% pronto). O objetivo é realizar testes técnicos, por exemplo, de espessura, gramatura, e outras especificações. Geralmente é feita antes de pagar os últimos 70% da fatura. As inspeções também podem tirar fotos, gravar vídeos do produto e até enviar uma amostra em via aérea para o Brasil.

Existem também outras inspeções não tão comuns. São elas:

Inspeção de carregamento: É uma inspeção importante, mas não muito utilizada. Serve para acompanhar a carga até o lacre do container. O objetivo é garantir que todas as caixas serão embarcadas corretamente. Como essa inspeção é feita quando a fatura já está liquidada, muita gente prefere não fazer. Acontece que quando a mercadoria é frágil ou quando as condições de transporte são importantes, pode ser necessário verificar como essa mercadoria está disposta no container para evitar surpresas desagradáveis.

Auditoria social: Essa é mais rara, mas considero muito importante para construção de uma marca sólida no mercado. É solicitada para saber se na cadeia de produção não há trabalho infantil, trabalho escravo ou análogo, como carga horária abusiva.

Inspeção de fabricação: É possível inspecionar o produto durante a fabricação. Não é muito usada para produção em lote, mas é muito útil para produção contínua. Se a fábrica sempre produz para você, essa inspeção é uma boa ferramenta para gestão da qualidade do produto.

Quanto custa uma inspeção?

Normalmente, um serviço de inspeção custa em torno de 300 dólares. Dependendo de alguns fatores pode variar, como o tipo de inspeção, a região onde a fábrica está localizada, e etc. Por isso, é importante sempre buscar mais de uma cotação.

Algumas empresas são bastante conhecidas inclusive é possível visualizar os valores e serviços em seu site. São elas:

Já realizou estes serviços em suas importações? Compartilhe sua experiência nos comentários.

Dicas do CEO: Meta ou Estratégia, quem manda na sua empresa?

Olá,

Dicas do CEO aqui.

Quem manda na sua empresa, a meta ou a estratégia?

A Mainô vem crescendo em torno de 50% ao ano, ao longo dos últimos 3 anos. Apesar de ser um bom resultado, eu nunca fiquei muito satisfeito. Ao longo desse tempo desenvolvemos uma estratégia que nos permitiu chegar a esse crescimento. Então sempre pensei em melhorias incrementais. Aprendi a crescer 50%, agora preciso aprender a crescer 60%. Agora 70%.

Até que percebi que a estratégia estava mandando na Mainô, não a meta. E percebi que eu seria, no máximo, do tamanho dos meus sonhos. E eu queria sonhar mais alto. Mas ainda não entendia o que estava me limitando.

O podcast que mudou minha forma de pensar

Foi aí que eu ouvi um podcast do Flávio Augusto, dono do WiseUp, uma das maiores escolas de inglês do Brasil. Neste podcast ele explicou como ele chegou nas 100 primeiras unidades do curso. Ele montou unidade por unidade. E conforme ia tendo sucesso, deixa uma gerente encarregado pela unidade e montava outra. Conseguiu chegar até 40 unidades desse jeito, até perceber que a estratégia estava errada.

O Flávio constatou que não ia conseguir chegar às 100 lojas (meta) com essa estratégia. Ao invés de adaptar a meta a estratégia, ele mudou a estratégia: passou a adotar o modelo de franquias. Com esse modelo ele conseguiu chegar às 100 unidades (hoje tem mais de 400).

Flávio também adotou ferramentas de tecnologia para permitir esse crescimento. Esse podcast ele falou sobre como a adoção de uma ferramenta de CRM e um ERP desbloqueou o crescimento da sua empresa. Segundo ele, são as pessoas quem fazem um negócio crescer, mas não adotar ferramentas tecnológicas pode estar bloqueando esse crescimento.

E na sua empresa, quem manda: meta ou estratégia? Você está preparado para alcançar a meta?

Radar na Importação: Habilitação para empresas de Comex

O RADAR, também conhecido como Registro e Rastreamento da Atuação dos Intervenientes Aduaneiros, é o sistema da Receita Federal que permite que empresas possam importar e exportar. Ou seja, é a habilitação no radar que vai tornar sua empresa uma importadora e/ou exportadora.

Para requisitar o RADAR é necessário preencher o formulário de solicitação da receita federal e entregá-lo na unidade da receita federal mais próxima, juntamente com os seguintes documentos:

  • SODEA – Formulário de Solicitação de Dossiê Digital de Atendimento com firma reconhecida de acordo com o modelo da Receita Federal;
  • Requerimento de Habilitação com firma reconhecida de acordo com o modelo da Receita Federal;
  • Termo de Responsabilidade com firma reconhecida de acordo com o modelo da Receita Federal;
  • Contrato social e últimas alterações;
  • Cópia autenticada do CPF e RG do responsável legal;
  • Certidão Cadastral da Junta Comercial;
  • Certidão Simplificada da Junta Comercial (Ficha cadastral simplificada);
  • Certidão negativa de débitos (referente a tributos federais, dívida ativa da união e débitos trabalhistas);
  • É necessário possuir um certificado digital da empresa.

 Também podem ser solicitados os seguintes documentos adicionais:

  • Alvará de funcionamento;
  • IPTU do último ano;
  • Contrato de locação do imóvel da empresa;
  • Cópia da conta de energia elétrica ou telefone com nome e endereço da empresa;
  • Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF), conforme estabelecido no art. 3º da Instrução Normativa SRF nº 583/05 (ReceitaNet).

Basicamente, dentre os critérios de decisão para concessão ou não do RADAR (exceto o expresso), a receita vai analisar as seguintes informações no pedido da habilitação:

  • Estrutura física compatível com a operação;
  • Capacidade financeira da empresa.

É importante saber que empresas com pendências com o fisco terão o Radar negado. Caso a empresa tenha impostos refinanciados, estes não serão impeditivos para aquisição do Radar.

Durante o processo de concessão do radar, a capacidade financeira da sua empresa será analisada. É uma forma de controle da Receita Federal para saber quem pode importar e quem não pode.

Muitas vezes o contador pode fazer sua habilitação no radar, pois ele já tem a sua documentação na mão. É importante ter um contador experiente em comércio exterior.

Uma vez sua empresa habilitada no radar, você deverá fazer o registro no SISCOMEX, o sistema da receita que controla todo comércio exterior no Brasil. Quem opera o SISCOMEX é o despachante aduaneiro. É ele quem vai registrar todos os dados da sua importação. Na importação formal é obrigatório ter um despachante aduaneiro.

A norma que trata do radar é a IN1603 http://normas.receita.fazenda.gov.br/sijut2consulta/link.action?idAto=70354.

Antes de enviar os arquivos para a Receita Federal através do portal e-CAC, é preciso renomeá-los. Isso serve para manter o padrão dos documentos e realizar o upload dos mesmos. Sem os nomes corretos o processo será indeferido.

Veja abaixo os nomes dos documentos:

documentos-habilitaçao-radar

Tipos de habilitação

Existem basicamente 3 tipos de habilitação de RADAR:

  • Expressa até 50 mil dólares (VMLD) num período de 6 meses
  • Limitada até 150 mil dólares (VMLD) num período de 6 meses
  • Ilimitada acima de 150 mil dólares (VMLD) num período de 6 meses

Dificilmente uma empresa que nunca importou vai conseguir RADAR ilimitado. A dica é começar pela habilitação expressa que é mais fácil de ser conseguida e, se precisar, solicitar a revisão do radar para limitada ou ilimitada.

Lembrando que só é possível importar sem o radar nas importações simplificadas. Os valores são limitados até U$ 3.000,00, a importação deve ser via courier (DHL, FEDEX) e os produtos não podem requerer licença de importação específica.

Aumentando o limite do Radar

É muito comum (inclusive recomendo) que uma empresa comece com Radar expresso e evolua para limitado e, por fim, ilimitado. Isso inclusive ajuda na obtenção do radar ilimitado, pois a empresa vai, aos poucos, demonstrando capacidade operacional e financeira para a Receita Federal.

Nesse caso, é necessário realizar um novo requerimento de habilitação mas, dessa vez, selecionando a opção “Revisão de Estimativa”.

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Importar por Remessa Expressa ou Importação Formal?

Podemos dizer que existem primordialmente, duas formas de importação: por remessa expressa e a importação formal. Enquanto a primeira é ideal para realizar testes de produto e de demanda, a segunda é a opção mais indicada quando há uma demanda estabelecida e você precisa aumentar suas margens.

Remessa expressa nada mais é que uma importação com valores que totalizam até 3 mil dólares. Nesse valor devem estar incluídos o valor do produto em si e os valores de frete e seguro. Uma curiosidade, não muito divulgada, é que até setembro de 2017 não era permitido importar por remessa expressa para revenda, mas a publicação da IN nº 1.737/2017, que dispõe sobre o tratamento tributário e os procedimentos de controle aduaneiro aplicáveis às remessas internacionais, trouxe a possibilidade de importação de produtos via remessa expressa tanto para revenda como também para utilização nos processos de industrialização. Com isso tornou-se possível montar um negócio, ainda que embrionário, baseado na importação expressa.

Além da limitação de valor, na remessa expressa não podemos trazer produtos que precisam de licença de importação. É sua responsabilidade consultar a lista de produtos que necessitam dessa licença antes de realizar sua importação. Vale destacar também que as importações para revenda continuam impeditivas nas operações de pessoas físicas, sendo permitidas apenas às pessoas jurídicas. Se você ainda não tem um PJ, a dica é criar um MEI. Vou falar sobre o assunto nos capítulos posteriores.

A principal vantagem da remessa expressa é a redução da burocracia necessária. Como existe um teto para o valor importado, o governo permite que a operação seja realizada sem precisar tirar o radar (habilitação para importar) nem contratar um agente de carga ou despachante aduaneiro.

Quanto à tributação, os impostos são pré-fixados e independem da classificação tributária da mercadoria. Ou seja, você pagará uma alíquota fixa do Imposto de Importação (II) de 60% sobre o valor das mercadorias, frete e seguro. Além do II, também incide o ICMS do seu estado sobre todos os valores da importação.

Calculando o custo de uma importação expressa

Antes de fazer a compra das mercadorias, é importante aprender a calcular o custo de uma importação expressa. Assim, você conseguirá definir seu preço de venda sem comprometer sua margem de lucro.

Não importe antes de calcular o custo total ou você pode ter prejuízo!!!

Então vamos  aprender a calcular o custo das mercadorias através de um exemplo?

Imagine que você vai importar uma mercadoria de U$ 500,00, nas condições abaixo:

Custo das mercadorias = U$ 500,00

Taxa de câmbio = R$ 4,00 / U$

Frete = U$ 70,00

Seguro = U$ 30,00

II = 60%

ICMS = 20% (ICMS do Rio de Janeiro)

Custo das mercadorias + Frete + Seguro = U$ 600,00

Custo das mercadorias + Frete + Seguro = R$ 2.400,00 (aplicando a taxa de câmbio)

Vamos agora calcular os impostos a serem pagos.

II = 60% de R$ 2.400,00 = R$ 1.440,00

Agora atenção! A base de cálculo do ICMS incide também sobre o II e também sobre o próprio ICMS. Isso mesmo, o ICMS está contido em sua própria base. Muita gente erra esse cálculo, o que pode resultar em multas.

A base do ICMS deve ser calculada dividindo todos os cultos por 1 – sua alíquota. Se o ICMS, é 18%, divida por 0,82. Se é 20%, divida por 0,80. Voltando a nosso exemplo, a conta correta a ser feita é:

Custo das mercadorias, Frete, Seguro e II = R$ 2.400,00 + R$ 1.440,00 = R$ 3.840,00

Base de cálculo do ICMS = R$ 3.840,00 / (1-20%) = R$ 3.840,00 / (0,8) = R$ 4.800,00

ICMS = 4.800,00 * 20% = R$ 960,00

Logo, uma mercadoria que custava U$ 500,00 vai custar R$ 4.800,00, com a seguinte composição:


Calculando o custo de uma importação formal

A importação formal é um “mal necessário”. Ela adiciona uma grande camada de complexidade a operação, entretanto, se você pretende expandir seus negócios, ela é a única saída. Como os valores são maiores, a burocracia também é maior. É necessário tirar o radar e contratar um despachante aduaneiro. A tributação vai depender da classificação fiscal da mercadoria (NCM), e os impostos que incidem são: IPI, II, PIS, COFINS e ICMS.

Através da importação formal você conseguirá aumentar seu volume de importação e baratear seu custo unitário, possibilitando aumentar suas margens de lucro e se tornar mais competitivo no mercado.

Como calcular o custo de uma importação formal é bem mais complexo. Mas lembre-se, se fosse fácil todo mundo faria. Muitos desistem de importar pela complexidade e, por esse mesmo motivo, existem grandes oportunidades.

Para facilitar vou dividir o cálculo do custo em três passos menores.

Passo 1: Custo do Produto (VMLE)

O primeiro passo para se chegar ao custo da mercadoria importada e nacionalizada é calcular o VMLE, ou seja, o valor da mercadoria no local de embarque. Esse passo é relativamente simples, pois trata-se do custo comercial, que depende exclusivamente da negociação entre sua empresa e o fornecedor. Basta solicitar uma cotação com seu fornecedor e aplicar a taxa de câmbio.

Pronto, esse é o VMLE. Simples, não? Infelizmente, o que vem pela frente é bem mais complicado.

Passo 2: Impostos e outras taxas

As três primeiras coisas que você precisa saber sobre impostos na importação são:

  • São 4 tributos federais: II, IPI, PIS e COFINS;
  • Um tributo estadual: ICMS;
  • As alíquotas variam de produto para produto.

Para conhecer as alíquotas dos impostos, você precisará descobrir qual o NCM das mercadorias que irá importar. As mercadorias comercializadas internacionalmente no Brasil são, obrigatoriamente, classificadas por seu NCM desde 1996. A receita disponibiliza um site que ajuda na hora de encontrar a classificação correta da mercadoria.

Com o NCM definido, você poderá calcular os impostos da operação. Mas calma, se tratando de impostos não poderia ser tão simples assim, certo? Não adianta apenas aplicar as alíquotas sobre o VMLD (valor da mercadoria no local de destino). Existe uma hierarquia na aplicação dos impostos.

A tabela abaixo mostra como encontrar a base de cálculo de cada um dos impostos.

*obs 1: VMLD = VMLE + Frete + Seguro

*obs 2: Assim como na remessa expressa, na importação direta a base de cálculo do ICMS inclui todos os valores e o próprio ICMS. Sendo assim, após somar todos os valores, divida por (1 – alíquota ICMS) para encontrar sua base. Por exemplo, se o ICMS do estado for 20%, divida por 0,80.

Se você quer ver um passo a passo sobre como calcular os impostos em uma importação formal, clique aqui para acessar um artigo com um passo a passo sobre como calcular os impostos e emitir a nota fiscal de importação.

Nesse link a receita disponibiliza um simulador de tratamento tributário e administrativo das importações: http://www4.receita.fazenda.gov.br/simulador/

Por fim, deixo aqui de presente uma planilha que desenvolvi que já ajudou mais de 5 mil pessoas a calcular os impostos e a nota fiscal de importação: 

Passo 3: Custo de Serviços Acessórios

Para importar, você vai precisar contratar uma série de serviços acessórios. Alguns são obrigatórios, outros recomendados. Entretanto, ao montar uma planilha de custos na importação, é importante prever todos esses itens. Os mais comuns são:

  1. Frete Internacional: Você vai precisar para trazer a mercadoria para o Brasil.
  2. Seguro de Transporte Internacional: Você não vai querer perder todo seu investimento caso exista algum problema com o navio, certo? Então, é melhor segurar sua carga.
  3. Inspeção no Fornecedor: Serviço indispensável reduzir riscos com seu fornecedor. Imagina descobrir que caiu numa fraude somente no dia que sua mercadoria chega? Falaremos mais a frente sobre os serviços de inspeção.
  4. Despesas Bancárias: É necessário para realizar o fechamento do câmbio, dedução em conta dos valores dos impostos em conta corrente, entre outros serviços.
  5. Taxas Portuárias: São despesas relacionadas ao manuseio em terminal portuário, a famosa capatazia.
  6. Taxa de Armazenagem: A taxa de armazenagem varia de acordo com o tempo que a mercadoria ficará armazenada no estabelecimento. Alguns locais de armazenagem já divulgam nos sites suas tarifas, como é o caso do Aeroporto de Guarulhos.
  7. Despachante Aduaneiro: O despachante aduaneiro é o profissional responsável por intermediar as questões legais, como documentos dos órgãos federais e outros procedimentos, para que as importações transcorram sem dores de cabeça em relação à legislação. Aqui você encontra algumas dicas de como contratar um bom despachante aduaneiro.
  8. Frete Interno: Frete para transportar a carga do recinto alfandegado até seu local de armazenagem.
  9. ERP: Você vai precisar a partir do momento que a mercadoria chegar no país, tanto para emitir uma Nota Fiscal de Importação quanto para gerenciar o estoque realizar suas vendas depois.
  10. Emissão da Nota Fiscal: a maioria dos ERPs não lidam bem com as especificidades da nota fiscal de importação. A vezes, ao invés de passar dias quebrando a cabeça com seu ERP, é mais fácil pedir para seu contador emitir. Ah, mas ele vai cobrar um valor extra pelo serviço.

Dica importante: você consegue juntar os itens 9 e 10 em um só se contratar um ERP que emita NF-e de Importação, além da vantagem de emitir a nota rápido e não correr o risco de pagar armazenagem extra no porto (pois você tem prazo para retirar a mercadoria e ela só pode circular pelo território nacional com nota fiscal).

Custo da regulamentação

Não incluí esse custo como uma etapa pois, dependendo do produto que está sendo importado, esse custo pode ou não existir. Se você for importar algum brinquedo, por exemplo, precisará certificar o produto no INMETRO. Quanto custa? Nem o próprio INMETRO disponibiliza essa informação publicamente. Veja o que seu site diz:

“Não é possível determinar exatamente o custo de uma certificação e o tempo para que esse processo seja concluído, de maneira genérica, uma vez que isso varia de produto para produto..”

Outro ponto a atentar é quanto ao direito de uso de marca. Por exemplo, conheço um importador que teve sua carga apreendida porque não possuía licença de marca do produto. Qual era seu produto? Minions (sim, aquele personagem do filme Meu Malvado Favorito) de pelucia. É preciso pesquisar se seu produto tem a necessidade de regulamentação ou licenciamento antes de importar, para não ser surpreendido com multas ou até apreensão das mercadorias, com prejuízos imensuráveis.

Conclusão

Vimos até aqui existem dois tipos de importação: a expressa e a formal. e cada uma dessas modalidades tem sua importância, e depende da fase do seu negócio. Se você ainda está buscando testar um novo produto, seja de forma técnica, ou para validar o mercado, recomendo que você utilize a importação expressa. Ela será menos burocrática, e possibilitará você ter amostras do produto em mãos.

Agora se você já conhece o produto, conseguiu através de ferramentas de pesquisa ter um bom “cheiro” que há demanda, e quer aumentar o volume e às margens de lucro, minha sugestão é que você estude como fazer uma importação formal.

O importante aqui é que cada uma das fases tem sua importância. Você pode iniciar seu negócio criando um MEI (micro empreendedor individual) e fazendo uma importação expressa. Se você perceber que o mercado é promissor, então tire seu radar para importar valores maiores e expandir seus negócios.

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Dicas do CEO: Como fizemos o melhor processo seletivo de todos os tempos

Olá,

Dicas do CEO aqui.

Já vou pedindo desculpas, pois o texto de hoje é longo. Mas se você está de alguma forma envolvido em processos seletivos como recrutador, acho que vale muito a pena você ler isso, pois acho que fizemos na Mainô o melhor processo seletivo de todos os tempos. Não digo apenas da Mainô, sério.

Desculpe AMBEV, desculpe STONE, desculpe Heineken,  fizemos melhor.

O início

Vamos voltar no tempo 3 semanas semanas.

  • Havia recebido a primeira parcela do investimento da FINEP;
  • Enviei um documento a FINEP com o planejamento de contratações a serem realizadas – ao todo eram 9 novos estagiários.
  • A Mainô não possuía uma área de RH.

Nunca antes havíamos contratado 9 pessoas de uma única vez. Na verdade, acho que no máximo fizemos duas contratações de uma única vez. Então, a primeira ideia que veio foi fazer 9 processos seletivos diferentes, onde cada gerente seria responsável pelo seu processo. Mas se fizéssemos isso estaríamos contratando apenas pelos critérios técnicos. Lembrei da frase:

“As pessoas são contratadas pelos critérios técnicos e demitidas pelos critérios comportamentais”.

Então, a segunda coisa que pensamos foi que o processo seletivo deveria ser feito para filtrar pessoas com valores semelhantes aos da Mainô, e com comportamentos que admiramos. Depois faríamos a avaliação técnica.

Nossos desafios não eram “como contratar o melhor vendedor”. Nosso desafio era: “como escolher as pessoas que têm o mindset correto”.

Com essa premissa, reunimos todos os gerentes e explicamos a ideia:

“Vamos realizar esse processo seletivo em 5 etapas.”

Depois de muita discussão, ideias loucas e mudanças, chegamos ao processo que, sem dúvidas, se tornou a cara da Mainô. Um processo seletivo onde ou o candidato amava ou odiava, não houve meio termo.

Feedbacks

Antes de falar sobre o processo, queria apresentar alguns feedbacks que recebemos:

  • “Foi a melhor experiência profissional da minha vida.”
  • “Eu não sabia do que eu era capaz antes desse processo.”
  • “Foi o melhor e mais louco processo seletivo da minha vida.”
  • “Quando você disse que não era o candidato mais preparado que entraria, mas o que mais queria, não tinha entendido. Agora entendo perfeitamente.”
  • “Quanto mais avançava o processo, mais eu queria trabalhar aí.”
  • “Recusei ofertas melhores durante o processo seletivo, porque queria muito trabalhar aí.”
  • “Me senti no programa O Aprendiz”.

Mas nem tudo são flores. Recebi um feedback de um candidato que não foi selecionado: um documento com 7 páginas de feedback citando pontos que o candidato entende que foram ruins. Entre os pontos, ele citava o improviso. Por exemplo, demos um papel e caneta para a redação, mas não havia um lugar onde ele pudesse apoiar a folha.

Acontece que até às imperfeições do processo foram importantes. O fato de os candidatos precisarem “se virar” em alguns momentos e improvisar ajudou muito na avaliação. Os candidatos que precisam de processos muito estruturados para produzir, e esperam sempre que a empresa tome a iniciativa para resolver os obstáculos, acabaram ficando para trás. Aqueles que souberam lidar com as dificuldades e deram soluções criativas para os problemas, se sobressaíram.

Recrutamento

Queríamos fazer um processo seletivo com a cara da empresa desde o início. Por isso, descartamos publicar as vagas em sites tradicionais de recrutamento. Queríamos criar um site onde todas as 9 vagas estivessem publicadas, e o candidato pudesse se inscrever pelo site. Esse site teria a cara da Mainô, com fotos da equipe, valores, cultura. Por exemplo, prezamos pela transparência, então no site colocamos todas as informações da vaga, inclusive salário.

Para criar o portal com todas as vagas, utilizamos uma plataforma incrível chamada https://breezy.hr/. Ele além de criar um portal super personalizável para sua empresa, ainda permite que os candidatos concorram a vaga se cadastrando com seu perfil do LinkedIn. Pra ficar mais bonito, ele ainda cria uma visão estilo “funil de vendas” dos candidatos, onde você pode avançar os candidatos pelas etapas.

Quer mais? A ferramenta é free por 14 dias. Se você executar rápido, nem vai precisar pagar. 😀

Depois disso, pedimos que nossos estagiários divulgassem às vagas em suas universidades. Isso ajudou muito, pois a chance de você encontrar uma mina de diamantes num local onde você já encontrou um é muito maior. Com as indicações de pessoas que você já confia, a chance de êxito é muito maior.

Outra coisa que a ferramenta breezy ajuda muito é que ela possibilita criar perguntas que o candidato precisa preencher para se candidatar. Elas foram de extrema importância pois, pelas respostas, já eliminamos:

  • Candidatos que queriam apenas um emprego, não um trabalho;
  • Candidatos que não conseguiam se expressar bem por texto;
  • Candidatos sem português fluente.

Fase online

Após a primeira triagem, fizemos uma pré-seleção online. Nessa pré-seleção, cada gestor fez uma entrevista via hangout. Fazemos isso para garantir que os que irão para a fase presencial possuem boas chances de entrar.

A fase online é uma forma de respeitar os candidatos. Colocando-se no lugar deles, é muito ruim gastar dinheiro de passagem, alimentação e tempo para entrevistas para, no final, descobrir que você não tinha o menor perfil para a vaga. Com a pré-seleção online, isso praticamente não acontece. Todos os candidatos que foram para fase online já eram bastante aderentes.

Fase presencial

Para os candidatos selecionados na fase online fizemos um convite para a fase presencial. A fase presencial foi realizada em duas etapas: a primeira, na segunda-feira e, a última, num sábado.

Cada uma dessas etapas era eliminatória. Na primeira etapa alugamos um auditório para receber mais de 40 candidatos. Organizamos os candidatos por cargo aos quais eles concorriam, mas deixamos claro que poderiam haver trocas. Por exemplo, um dos candidatos finalistas se inscreveu para a vaga de marketing, mas avançou na vaga comercial. O foco era escolher as pessoas certas mais do que o melhor tecnicamente em cada posição.

Fase presencial: Etapa I

No auditório, executamos diversas dinâmicas. Para isso, contamos com a ajuda da Mayara, uma consultora em RH que já conhece muito da Mainô. É importante trabalhar com pessoas que entendam bem a cultura da empresa. Como a Mayara já trabalha conosco há tempos, esse processo foi bastante facilitado.

As dinâmicas visavam estimular o trabalho em equipe, e começamos a observar como cada candidato se comportava, percebemos traços de liderança, atenção, comunicação, redação, dentre outros atributos. Nessa etapa não houve avaliação técnica. Focamos em selecionar as pessoas pelo mindset.

Improvisamos muito durante o processo. Pedimos coisas que não estavam planejadas, como um vídeo de 1 minuto a ser gravado durante o horário de almoço. Observar como as pessoas respondem às mudanças foi muito importante, pois somos uma startup, e nosso sucesso está vinculado a como reagimos às mudanças.

Fase presencial: Etapa I – o desafio

Aproveitamos a pausa para o almoço para assistir os vídeos, ler as redações, e conversar com alguns candidatos para tirar dúvidas, e, finalmente, chegar aos 18 nomes (relação 2 por vaga).

Após a divulgação da primeira seleção, agradecemos os candidatos que participaram, e seguimos para a parte da tarde com os 18 que permaneceram. Então, dividimos a turma em dois grupos de 9 pessoas cada, onde eles deveriam cumprir um desafio proposto por nós.

O desafio foi pensado mais uma vez levando em consideração um dos valores da Mainô: “escolha ser bom”. Mas também deixamos muita coisa em aberto, para dar espaço a criatividade. Não poderíamos ter arriscado mais e acertado mais. Explicamos as regras a todos:

  • Os candidatos deveriam se dividir em 2 grupos de 9 integrantes cada, onde cada grupo deveria ter o mesmo número de candidatos a vaga que de vagas. Por exemplo, tínhamos uma vaga para marketing de conteúdo, então em cada grupo deveria ter apenas 1 candidato de marketing de conteúdo. Tínhamos duas vagas para o comercial, portanto em cada grupo deveriam ter apenas duas vagas para o comercial. E assim por diante.
  • Cada grupo deveria escolher uma ONG para realizar uma campanha de arrecadação de fundos.
  • Nessa campanha, cada candidato deveria executar um trabalho. Os candidatos a programação deveriam criar o site integrado com meio de pagamento para arrecadar fundos, os candidatos de marketing deveriam criar as campanhas para incentivar as doações, os candidatos a área comercial deveriam ligar para arrecadar fundos, e assim por diante.
  • Tudo deveria ser preparado para a campanha de arrecadação de fundos ocorrer no sábado, onde os candidatos viriam até a Mainô, passariam o dia inteiro trabalhando para a causa.
  • Pelo menos um representante da ONG deveria comparecer no sábado, na Mainô.

E assim começou a loucura. Cada grupo deveria escolher um líder e um nome. Eu apadrinhei o “Tomate Cereja”, que apoiou a ONG SOS Brazil Kids, cujo objetivo é arrecadar fundos para construção de uma estação de água em Gramacho, Duque de Caxias. Meu sócio, Felipe, acompanhou o grupo “Diretores 2024”, que apoiou a ONG Apadrinhe um Sorriso, que ajuda crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social da comunidade do Parque das Missões/Duque de Caxias.

Logo do time Tomate Cereja

Durante aquela semana, todos os dias, nos reunimos via google hangouts às 21:30 para fazer um alinhamento do que foi realizado no dia e do que seria realizado no dia seguinte. Foi um trabalho intenso, principalmente porque muitos candidatos estavam em semana de provas (lição aprendida da nossa parte). Entretanto, essa dificuldade demandou uma superação, e criou-se um enorme sentimento de grupo em torno da causa.

Candidatos visitando a ONG SOS Brazil Kids

Em uma semana eles conseguiram fazer coisas incríveis, que jamais imaginavam que eram capazes. E foram impulsionados pela causa. Eles vivenciaram o poder que existe no trabalho em equipe em torno de uma causa.

Durante aquela semana, todos os dias, nos reunimos via google hangouts às 21:30 para fazer um alinhamento do que foi realizado no dia e do que seria realizado no dia seguinte. Foi um trabalho intenso, principalmente porque muitos candidatos estavam em semana de provas (lição aprendida da nossa parte). Entretanto, essa dificuldade demandou uma superação, e criou-se um enorme sentimento de grupo em torno da causa.

Em uma semana eles conseguiram fazer coisas incríveis, que jamais imaginavam que eram capazes. E foram impulsionados pela causa. Eles vivenciaram o poder que existe no trabalho em equipe em torno de uma causa.

Fase presencial: Etapa Final

No sábado, às 09 horas, preparamos uma recepção aos nossos heróis, com direito a café da manhã. Era visível o cansaço de muitos, mas também visível a dedicação e o brilho nos olhos. Às 09:30 começamos as ligações para arrecadar fundos.

Durante o dia, os candidatos de marketing movimentaram suas redes sociais, as da Mainô e também as das ONGs apoiadas, para auxiliar o trabalho comercial. A única pausa foi para a pizza no almoço, mas nem isso fez com que os candidatos perdessem o ritmo.

Durante o dia eles tiveram que montar uma apresentação, que serviu como documentação de todo trabalho que fizeram. Às 16:30 cada um dos grupos apresentou.

Às 17 horas foi anunciado o resultado com os selecionados.

Algumas decepções, choro (de decepção e de alegria). Minha vontade era de contratar todos, mas infelizmente não deu. Bom, se você leu esse post aqui, saiba que temos bons candidatos, que não entraram por detalhes. Se quiserem indicação, falem comigo.

No fim das contas, o resultado foi:

 

Time

Valor ArrecadadoCandidatos contratados

Tomate Cereja

R$ 791,00

7

Diretores 2024R$ 485,00 

2

 

E que os novos integrantes do #TimeMainô venham com essa energia, nos levar a outro patamar. Vamos fazer história, porque agora eles já sabem o potencial de um time dedicado em prol de um forte propósito.

** Atualização **

Mesmo depois do fim do processo seletivo, continuamos recebendo doações para as ONGs. Ontem entrou uma doação de R$ 400,00 e hoje mesmo, a ONG SOS Brazil Kids recebeu essa doação de R$1.500,00 através da campanha. Como não tenho autorização da pessoa, não divulguei o nome. Mas deixo aqui meu muito obrigado.

Quer saber mais sobre as ONGs apoiadas, clique no nome da instituição para acessar o instagram: ONG SOS Brazil Kids ou Apadrinhe um Sorriso.

Dicas do CEO: Dominando as métricas de uma empresa de Comércio B2B

Olá,

Eduardo da Mainô aqui. Tudo bem?

Como você deve saber, na Mainô entregamos um ERP no modelo de assinatura para distribuidoras, importadoras e indústrias. Isso significa que a Mainô é uma empresa B2B (business to business), baseado em assinaturas recorrentes.

Desde que esse mercado surgiu, a mais de 15 anos atrás, através de empresas como Salesforce, surgem todos os anos milhares de startups no mundo baseadas em assinaturas.

Chamamos esse tipo de negócio de empresas SaaS, que significa Software as a Service (ou software por assinatura).

Graças a esses modelos de negócio disruptivos, durante os últimos 15 anos as áreas de marketing e vendas sofreram uma brutal transformação (e continuam sofrendo). Hoje um profissional de marketing e vendas que fica um ano sem se atualizar, já está fora do mercado. Exatamente igual sempre aconteceu com a área de TI. Isso vale também para o empreendedor.

Entretanto, ao lidar com empresas de comércio B2B (distribuidoras, importadoras e indústrias), a sensação que tenho é que ainda se utiliza o mesmo paradigma comercial de 15 anos atrás.

“ao lidar com empresas de comércio B2B (distribuidoras, importadoras e indústrias), a sensação que tenho é que ainda se utiliza o mesmo paradigma comercial de 15 anos atrás”

Isso certamente está bloqueando o crescimento dessas empresas. É seu caso?

Então atenção, pois vou compartilhar com você insights de marketing e vendas que foram desenvolvidos pelas startups B2B nos últimos 15 anos e que hoje são oportunidades para o mercado de distribuição.

Você deve ler esse post se:

  • É gestor em um empresa de distribuição, importação ou indústria.
  • É contador ou consultor e tem na sua base de clientes empresas de distribuição, importação ou indústria.

Vamos lá?

LTV e CAC

CAC significa custo de aquisição do cliente. Basicamente é todo valor que você investe em marketing e vendas dividido pelo número de clientes adquiridos.

LTV significa lifetime value, que basicamente é o valor que seu cliente entrega ao longo do relacionamento dele com você.

Tudo que vou falar nesse artigo deriva dessas duas métricas e ensina como aplicá-las a realidade de uma empresa de comércio B2B (distribuidoras, importadoras e indústrias).

Nas empresas com modelo de assinatura, como a Mainô, isso é relativamente simples. Você pode multiplicar o valor da mensalidade pelo tempo de contrato em meses, ou pela estimativa, também em meses, que um cliente vai passar com você.

Aqui na Mainô, por exemplo, na média, um cliente permanece conosco aproximadamente 6 anos, ou seja, 72 meses. Sendo assim, consigo prever quanto, na média, cada cliente irá trazer de receita para a empresa ao longo do tempo de relacionamento do mesmo.

Mas meu negócio não é de assinatura, Eduardo! O que isso tem a ver comigo?

Seu negócio pode não ser de assinatura, mas certamente é de relacionamento. E negócios de relacionamento são negócios baseados em recorrência.

Esse número é fundamental conhecer, pois a partir dele você consegue estimar quanto você pode investir em marketing e vendas para obter um novo cliente.

Uma empresa saudável mantém uma relação de 1 para 3 entre o CAC (custo de aquisição de um cliente) e o LTV. Ou seja, se o custo para trazer um cliente é R$ 1.000,00, é esperado que ele dê um retorno de pelo menos R$ 3.000,00.

“Uma empresa saudável mantém uma relação de 1 para 3 entre o CAC (custo de aquisição de um cliente) e o LTV. Ou seja, se o custo para trazer um cliente é R$ 1.000,00, é esperado que ele dê um retorno de pelo menos R$ 3.000,00.”

Então como calcular o LTV para empresas de comércio B2B?

Contribuição Média por Cliente Ativo

Primeiramente, você precisa conhecer uma métrica importantíssima: a contribuição média por cliente ativo. Ela indica, na média, quanto cada cliente ativo contribui para a lucratividade da sua empresa. Se você ainda não acompanha esse número mês a mês, sugiro que pare tudo e faça isso. É sério, seu negócio está em risco se você não conhece esse número.

Para calcular, utilize a seguinte fórmula:

Contribuição Média por Cliente Ativo = 
(Faturamento - Custo das Mercadorias Vendidas (CMV)) / Número de Clientes Ativos.

Para isso, você vai precisar de um relatório de vendas que contenha o custo da mercadoria vendida para cada item vendido. Por exemplo:

*obs: não esqueça dos impostos ao calcular seu CMV.

Repare que, nessa simulação, houve um faturamento de R$ 9.101,00. Mas para esse faturamento ocorrer, foi gasto R$ 4.095,45, seja com custo das mercadorias, matérias-primas, processos de produção, impostos, etc. São todos os custos variáveis ligados ao produto vendido.

O que é um cliente ativo?

Agora você precisa saber o número de clientes ativos. A forma de chegar nesse número é parecida para todos os negócios de comércio B2B. Basta definir que um cliente ativo é um cliente que efetuou apenas uma compra nos últimos X dias.

O que varia de negócio para negócio é justamente a periodicidade de compra, pois depende do mercado e do giro do produto. Enquanto produtos perecíveis tem grande giro, máquinas e equipamentos podem ter ciclos mais longos de compra.

Então para saber se um cliente está ou não ativo, é necessário analisar o ciclo médio de compra da sua carteira de clientes. Como não gosto de subjetividade, vou deixar aqui uma fórmula para cálculo:

Ciclo de compras em dias = 365 / (# de vendas realizadas nos últimos 365 dias / # de clientes da carteira).

Clientes ativos serão todos os clientes que compraram a menos tempo que a média. Não vamos complicar por enquanto.

Usando as métricas na estratégia da empresa

Um bom gestor de uma distribuidora monitora essas duas métricas:

  • número de clientes ativos;
  • contribuição média por cliente ativo;

Deixar esses números saudáveis é deixar a empresa saudável.

Para seguir com o exemplo, vamos supor que nossa empresa fictícia possui 10 clientes ativos.

Ou seja, a contribuição média por cliente ativo é:

= (R$ 9.101,00 – 5.005,55) / 10

= R$ 409,55

Agora que conhecemos quanto cada cliente ativo contribui por mês para sua empresa, perceba que podemos começar a ter previsibilidade e criar um modelo financeiro para a empresa.

Vamos supor que o foco dessa empresa seja adquirir um novo cliente ativo por mês. Vamos ver como isso vai impactar no resultado da empresa em 12 meses.

dicas_do_ceo_metricas

Repare que, conhecendo seus números, você pode transformar uma linguagem de nível estratégico para uma linguagem de nível tático.

Nível Estratégico: “Cada cliente contribui com nosso resultado em R$ 409,55, como nossos custos fixos são de R$ 6.000,00, precisamos alcançar 15 clientes ativos.”

Nível Tático: “Sua meta é chegar a 15 clientes ativos até maio.”

Voltando ao LTV

Agora que temos “a faca e o queijo na mão”, vamos calcular quanto, em média, cada cliente ativo vale para a empresa?

LTV = Contribuição Média Mensal por Cliente Ativo * # número de meses que um cliente ativo fica com a empresa

Em nosso exemplo, já descobrimos a primeira variável de nossa conta. A contribuição média mensal por cliente ativo é R$ 409,55. Agora para saber o número de meses que um cliente ativo fica na empresa, fazemos a seguinte conta:

# número de meses que um cliente ativo fica com a empresa = (1 / taxa de inativação mensal).

É simples. Vamos supor que na empresa fictícia, dos 10 clientes ativos, 1 se tornou inativo. Logo:

taxa de inativação mensal = 1 / 10 = 10%.

Sendo assim, o número de meses que um cliente ativo fica com a empresa é:

= 1 / 10% = 10 meses.

Pronto! Na média, cada cliente ativo vale:

= R$ 409,55 * 10 meses
= R$ 4.095,50

Esse o valor que cada cliente ativo irá contribuir para pagar os custos fixos da sua empresa. O que sobrar é lucro.

No início do artigo mencionamos que uma relação saudável entre LTV e CAC (custo de aquisição de cliente) é de 3 para 1. Isso significa que essa empresa fictícia deveria investir, no máximo, R$ 1.365,17 para adquirir um novo cliente ativo.

Conclusão

Dominar as métricas do seu negócio de comércio B2B é o início para se tornar uma empresa mais “data driven”, ou seja, orientada a dados, não a achismos. As métricas devem ser atualizadas com periodicidade, no mínimo, mensal, e devem ser utilizadas para tomar decisões.

Uma boa prática é calcular as métricas por cohorts. Cohorts são basicamente grupos que possuem uma determinada característica semelhante. Podem ser segmentos de clientes, produtos e até de representantes comerciais. Ter essa visão fará com que você possa fazer uma análise crítica do seu negócio e tomar decisões rumo a excelência.

Dicas do CEO: Como promover a leitura e o aprendizado contínuo em sua empresa?

Olá!

Nos últimos posts tenho falado muito sobre como aumentar a produtividade pessoal. Ou seja, apresentei um conjunto de conhecimentos, hábitos e ferramentas para você utilizar no dia a dia para ser um gestor mais produtivo. Agora é hora de voltar a falar da produtividade da empresa como um todo, ou do setor que você gerencia.

Aqui na Mainô, esse ano implementamos uma gestão por OKRs. Os benefícios de uma gestão por OKRs é algo que vou seguramente apresentar em posteriores artigos. Entretanto, o que é importante entender nesse momento é que a gestão por OKRs envolve o acompanhamento de KPIs (Key Performance Indicator ou Indicadores Chave de Performance). Esses indicadores devem ser cuidadosamente selecionados e acompanhados, de forma que eles indiquem, com pequena margem de erro, o rumo da empresa. KPIs acima da meta, empresa vai bem. KPIs abaixo da meta, empresa vai mal.

A maioria dos KPIs da Mainô estão relacionados a performance de atendimento a clientes, vendas, etc. Entretanto, o DNA da Mainô sempre foi de uma empresa que busca garantir que seus colaboradores estejam em constante evolução. Sem dúvidas, uma das maneiras de ter uma empresa sempre produtiva e em constante evolução, é promovendo uma cultura de aprendizado contínuo.

Por isso, nesse ano de 2019, apresentamos em nossa reunião de kick-off o KPI número 6:

KPI #6: “132 livros serão lidos pelos colaboradores da Mainô.”

É uma ação institucional nossa, um compromisso da nossa empresa em estudar para, cada vez mais, melhorar nosso serviço. E funciona da seguinte forma:

  • Todo funcionário deverá ler um livro por trimestre.
  • Os livros serão definidos pelo gestor do departamento, em conjunto com os funcionários.
  • Os gestores, além de lerem o livro de seu departamento, também lerão outros 4 livros (1 por trimestre) juntamente com a diretoria.
  • Cada funcionário, ao longo do ano, lerá 4 livros (um por trimestre). O gestor lerá 8 (2 por trimestre).
  • Os livros devem ser lidos em conjunto e debatidos em grupo, toda semana.
  • Chamamos os grupos de debates de grupo da cumbuca. Isso porque, a cada reunião, o nome de todos os participantes são colocados em uma cumbuca e um deles é sorteado.
  • O participante sorteado deverá conduzir a reunião, apresentando os conceitos do livro e promovendo o debate de como incorporar os aprendizados no dia a dia de trabalho.
  • Todos os participantes devem ler o(s) capítulo(s) combinado(s) para a semana, pois qualquer um pode ser sorteado. Isso significa que todos devem estar preparados. Isso fará o debate mais rico.
  • Caso o participante sorteado não tenha lido a parte combinada, a reunião é encerrada e adiada para a próxima semana. Isso promoverá o comprometimento dos envolvidos.
  • Aqui na Mainô nós compramos os livros para todos, assim garantimos a participação total.

Essa é uma estratégia para promover uma cultura de leitura e aprendizado contínuo em sua empresa. Uma ideia simples e fácil de implementar.

leitura

Se quiser dicas de livros, estou à disposição! 

Até a próxima!

Dicas do CEO: Série produtividade – Mudando a rotina – Parte 2

Olá!

Esse é o quarto artigo da série produtividade, dentro do Dicas do CEO. Esse artigo é uma continuidade do anterior. Se você ainda não leu o post da semana passada, apresentei três hábitos importantes: dormir cedo, dormir bem e ler diariamente. Caso tenha dificuldades em implementar em sua vida, tanto os hábitos apresentados semana passada, quanto os apresentados neste e-mail, leia esse post.

Uma vez que você entendeu como ele funciona, agora você está no controle! Então é hora de incluir novos hábitos em sua rotina! Quais hábitos você quer mudar? Não sabe ainda? Pois bem, hoje quero trazer mais 3 hábitos que vão tornar você mais produtivo.

Vamos aos três hábitos? Confira abaixo.

Hábito #4) Comece hoje seu dia de amanhã

Você tem a sensação que sua manhã passa rápido demais? Tem a sensação que você acorda cedo, mas nunca dá tempo de fazer tudo que você gostaria antes de ir para o trabalho? Tem a sensação de se sentir atarefado, mas não se sentir produtivo? Então com certeza o hack a seguir vai te ajudar.

Uma das principais coisas que acabam com nossa produtividade é quando, para cumprir uma tarefa, precisamos cumprir diversas subtarefas não planejadas. Vou exemplificar. Você já pensou o quanto você é produtivo ao escovar os dentes? Isso acontece porque você sabe exatamente onde está sua escova de dentes, sabe exatamente onde está a pasta de dentes, sabe como escovar os dentes. E, após terminar, deixa tudo no mesmo lugar para que, quando você precisar novamente, não tenha que perder tempo. Não é verdade?

Apesar de ser um conceito razoavelmente simples, muitas pessoas não se dão conta dessa poderosa ferramenta. Vamos exemplificar novamente. Alguma vez você já foi dormir pensando: “amanhã vou acordar cedo e fazer exercícios antes de sair para trabalhar”, mas, ao acordar, seus planos foram por água abaixo?

A simples tarefa de ir a academia implica numa mudança completa da sua rotina matinal. Uma série de subtarefas e decisões são automaticamente incorporadas a sua rotina. Ao arrumar a bolsa, você percebe que não há meias limpas disponíveis. Então você precisa procurar meias limpas no cesto de roupas para passar. Devo tomar banho ou deixo para tomar banho na academia? Tomo café da manhã ou vou me sentir pesado? Repare que essa série de subtarefas e decisões vão minando seu autocontrole e sua autodisciplina, fazendo você desistir do novo hábito. Sem você se dar conta, seu cérebro está sabotando você.

Como resolver esse problema? Simples. Facilite a tarefa para você e para seu cérebro. Quer ir a academia de manhã cedo? Deixe sua bolsa da academia já pronta no dia anterior. Quer fazer um curso online pela manhã? Deixe o link do curso já salvo nos favoritos. Quer ler um livro logo cedo? Deixe o livro marcado na página e a sua vista.

Aqui vão algumas coisas que eu costumo fazer que me ajudam a ser mais produtivo:

  • Antes de sair do trabalho, organizo minha agenda e minha lista de tarefas do dia seguinte. Penso quando vou fazer cada tarefa e quanto tempo vou levar.
  • A noite, deixo minha bolsa da academia já pronta para o dia seguinte.
  • Deixo o pó do café e a água já na cafeteira (sim, no dia seguinte é só apertar um botão e o café estará pronto).
  • Verifico se tem pão, queijo, etc, para não deixar para comprar pela manhã.

São coisas simples, mas que fazem eu começar o dia de forma super produtiva.

Hábito #5) Reduza a quantidade de decisões que você precisa tomar

Você já percebeu que Mark Zuckerberg, fundador do facebook, sempre aparece nas fotos com uma mesma camisa? Antes que você diga que é um problema de falta de asseio, saiba que ele tem várias camisas iguais.

dicas do ceo

Em 2014, o CEO do Facebook participou de uma sessão de perguntas e respostas abertas ao público. Dentre diversas perguntas, o questionamento que despertou maior interesse de quem assistia foi: “Por que você usa a mesma camisa todos os dias?”

A resposta dele foi que pequenas decisões, como escolher o que vestir ou o que comer no café da manhã, podem ser cansativas e consumir energia, e que ele não quer perder tempo com isso.

Mark sabe que existem milhares de pequenas decisões que tomamos no dia a dia que consomem nossa energia. Devemos guardar energia para as grandes decisões, aquelas que realmente vão impactar nossas vidas e nossos negócios. Segundo um artigo do Wall Street Journal, um adulto toma 35 mil micro decisões todos os dias. O hack aqui é eliminar o maior número de decisões que não agregam muito valor a sua vida.

Acha que estou exagerando? Lembra do Steve Jobs e sua famosa blusa preta com gola alta?

Outro líder que utiliza essa mesma técnica é Barack Obama. Em certa ocasião, ele disse:

“Observem que uso só ternos cinzas ou azuis. Estou tentando reduzir minhas decisões. Não quero tomar decisões sobre o que comer ou vestir, porque tenho muitas outras decisões para tomar.”

Ok, você não quer ser tão radical. Então que tal juntar essa dica com a anterior? Escolha, hoje, sua roupa de amanhã. Mas não mude.

dicas de ceo

*Mônica utilizando técnicas de produtividade para guardar energia para resolver planos infalíveis do Cebolinha.

Hábito #6) Organize a agenda do seu dia

Outro hábito que me ajuda muito a ser mais produtivo é organizar a agenda do meu dia. Por exemplo, reservei um tempo na minha agenda para escrever esse artigo. Parece simples, mas na prática não é. Isso porque, por mais que você se organize e planeje, a vida é feita de imprevistos.

Já passei várias vezes por isso. Organizo meu dia e todas as minhas tarefas, Quando penso que vou ter um dia super produtivo: “Eduardo, tem 5 minutos?”. E 5 minutos se tornam 30, e lá se vai meu planejamento.

Então como lidar com imprevistos?

Costumo seguir CEOs que admiro nas redes sociais, e certa vez li um artigo escrito por Jeff Weiner, CEO do LinkedIn, que apresentou um simples hack que me ajudou a organizar imprevistos: agendar tempo livre.

Isso mesmo, agendar tempo livre resolve 99% dos problemas não previstos. Um CEO deve agendar, no mínimo, uma hora e meia de tempo livre por dia. E o tempo livre deve durante seu horário de trabalho. Dessa forma, passei a mudar minha resposta quando perguntam: “Eduardo, tem 5 minutos?”. “Agora não tenho, mas 11:30 estarei livre. Podemos conversar esse horário?” Caso seja urgente, você pode remanejar o que você está fazendo para o tempo livre, e resolver a urgência. Mas te garanto que você vai se surpreender, pois 90% das vezes não era algo tão urgente assim.

Algumas ferramentas que vão ajudar você a organizar sua lista de tarefas: Google calendar (agenda online), Trello (organizador de tarefas extremamente flexível), Calend.ly (cria um link para que pessoas possam agendar reunião com você), Todoist (organiza tarefas de projetos), Toggl (quantifica quanto tempo você gasta em cada tarefa) e Tomato-timer (utiliza o método Pomodoro, alternando horas de trabalho e descanso numa combinação feita para você alcançar o topo da produtividade.

Lembre-se: somos seres de hábitos. Os nossos hábitos contam muito mais sobre nós do que o que fazemos deliberadamente.

Dicas do CEO: Série produtividade – Mudando a rotina

Olá!

Esse é o terceiro artigo da série produtividade, dentro do Dicas do CEO. Semana passada falei sobre como somos seres baseados em hábitos e mostrei uma metodologia clara e objetiva para remover hábitos ruins do seu dia-a-dia e incluir hábitos bons. Entender como seu cérebro funciona é o primeiro passo para mudar sua rotina e se tornar mais produtivo.

Uma vez que você entendeu como ele funciona, agora você está no controle! Então é hora de incluir novos hábitos em sua rotina! Quais hábitos você quer mudar? Não sabe ainda? Pois bem, hoje quero trazer 3 hábitos que vão tornar você mais produtivo.

Ah, no final do texto, ainda tem um extra: uma dica de rotina para você implementar a partir das 21 horas, que vai fazer você adquirir os três hábitos de uma vez!

Confere.

Hábito #1) Durma bem

Não é a toa que esse é o primeiro hábito da lista. Ele é o mais poderoso e impactante de todos. Pode parecer clichê, mas essa é uma das mais poderosas ferramentas que você dispõe para ter um dia produtivo. O sono é uma arma incrível de recuperação do seu organismo, do corpo e da mente. É durante o sono que um verdadeiro milagre acontece, e seu corpo trabalha para você. Se você dorme mal, não está dando tempo suficiente para que seu organismo se recupere para o dia seguinte. Certamente acordará indisposto, com mau humor, e estará mais propenso a ter um dia ruim. Já quando você tem uma excelente noite de sono, irá sentir-se renovado, e provavelmente terá um dia incrível e produtivo.

Já li relatos de profissionais da saúde onde o ajuste do sono foi responsável por uma queda na taxa de triglicerídios no sangue. Infelizmente ainda hoje vejo muitas pessoas, inclusive empresários e CEOs, negligenciando essa poderosa ferramenta. Tentam embutir nas pessoas a ideia de que dormir menos irá lhe dar mais horas de trabalho. “Durma 4 horas por dia e você terá 4 horas a mais de quem dorme 8 horas”, eles dizem. Acontece que, ao repetir esse processo continuadamente, você estará sobrecarregando seu organismo. É cientificamente comprovado que dormir pouco ou dormir mal (sono interrompido) provoca modificações no humor, na atenção e na capacidade cognitiva.

O segredo é dormir bem (sem interrupções) e o suficiente (7 a 8 horas por dia, geralmente). Não espere um dia produtivo após uma noite mal dormida.

Hábito #2) Durma cedo

Ouço muita gente falar que não consegue dormir cedo, que o cérebro ainda está ligado e não adianta ir se deitar que o sono não vem. Será que realmente seu cérebro ainda está ligado no 220v ou você quem o mantém assim?

Seja sincero, você vai se deitar com seu celular em mãos? Infelizmente, metade dos brasileiros fazem isso. E depois ainda colocam a culpa no sono! Na verdade, não é o sono que não aparece, é você quem o está bloqueando. Certamente, com um celular na mão, você ficará horas e horas de um lado para outro, scrollando seu feed de notícias e alimentando sua ansiedade. Além de manter sua mente em estado de alerta, ansiosa por novidades, o celular ainda emite a famosa luz azul, que comprovadamente deixa as pessoas mais ativas. Durante o dia, os displays (de computadores, celulares) são confortáveis de olhar, pois elas são feitas para parecer o sol. Mas, às 21h, 22h ou 3h da manhã, você provavelmente não deveria estar olhando para o sol.

Esse é um processo natural e cientificamente comprovado. Quando você é impactado pela luz azul, uma mensagem é enviada para seu cérebro parar de produzir melatonina. Acontece que melatonina é o hormônio que controla o sono. É um processo natural. Quando você recebe luz azul entende a mensagem: não é hora de dormir. Mas quando você faz isso a noite, então você tem um problema.

Se você entende que o sono é realmente importante, não apenas para sua saúde, mas para ter um dia seguinte mais produtivo, procure se desligar dos displays e das notícias. Se for imprescindível utilizar o display, ao menos utilize seu celular em modo noturno, que altera as cores, reduzindo a quantidade de luz azul emitida. Se você vai utilizar um notebook, aplicativos como o f.lux (https://justgetflux.com) fazem esse trabalho por você.

Essas são soluções que ajudam, mas não resolvem a grande ansiedade que temos por atualização. Vivemos num mundo cada vez mais online. Existem diversos aspectos positivos decorrentes disso, entretanto, é inegável que estamos nos tornando pessoas mais ansiosas. Temos receio de perder uma última atualização, uma última notícia. Por isso, minha dica é: a noite, livre-se totalmente dos displays! Pelo menos uma hora antes de dormir. Inclua atividades relaxantes a noite como banho, meditação ou leitura.

Falando em leitura, vamos ao terceiro hábito.

Hábito #3) Leia diariamente

Você sabe o que Elon Musk, Oprah Winfrey, Bill Gates, Warren Buffett e Mark Zuckerberg tem em comum, além de serem bilionários e bem sucedidos, é claro? Todos eles reservam pelo menos uma hora por dia para leitura.

Posso dizer seguramente que os maiores insights que tive vieram de livros. É, sem dúvidas, minha principal ferramenta para me tornar um ser humano melhor a cada dia.

Nesse momento você deve estar pensando: não tenho uma hora por dia para ler. Então, te pergunto: você é mais ocupado que o Elon Musk? Que a Oprah Winfrey? Que Bill Gates? Que Warren Buffett? Ou que Mark Zuckerberg?

Então é hora de encarar a realidade: você não tem o hábito de ler. Não ter tempo é somente uma desculpa. Entretanto, começar com 1 hora por dia pode ser intenso demais para quem não está acostumado a ler. Se esse é seu caso, que tal começar com apenas 5 minutos? Isso mesmo, apenas 5 minutos? Isso vai eliminar a desculpa do “não tenho tempo”, certo? Todo mundo tem 5 minutos. O segredo aqui não é quantidade, mas a criação do hábito. Você verá que assim que adquirir o hábito de ler por 5 minutos, passar para 10 minutos, 30 minutos ou 1 hora será a parte fácil.

Então que tal, numa única ação, colocar em prática 3 novos hábitos em sua vida? Quero te propor uma nova rotina a partir das 21:00. Segue o desafio.

21:00 – Verifique sua agenda do dia seguinte e deixe tudo pronto. Por exemplo, se você vai fazer exercícios no dia seguinte, já deixe sua bolsa da academia arrumada.

21:15 – Tome um banho relaxante.

21:30 – Deite-se na cama e certifique-se que nada vai interrompê-lo. Deixe seus eletrônicos longe. Desligue as notificações. Apenas ouvir o celular vibrar é suficiente para trazer ansiedade. Comece a ler um livro.

Leia até dormir.

Repare que é um jogo de ganha-ganha. Se você não dormiu cedo, você leu mais. Se você leu menos, dormiu mais cedo. Não há derrota nesse jogo.

Vamos implantar essa nova rotina? Me conta se funcionou pra você?

*obs: Eu tenho uma lista de mais alguns hábitos aqui comigo. Você acha que vale a pena divulgar mais três hábitos semana que vem?